segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Decreto com as novas regras de ortografia é assinado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (29) o decreto que estabelece a reforma ortográfica. As mudanças na escrita começam a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A solenidade ocorreu na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro.

A reforma da ortografia pretende unificar o registro escrito nos oito países que falam português - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.

De 2009 até 31 de dezembro de 2012, ou seja, durante quatro anos, o país terá um período de transição, no qual ficam valendo tanto a ortografia atual quanto as novas regras. Assim, concursos e vestibulares deverão aceitar as duas formas de escrita – a atual e a nova.

Nos livros escolares, a incorporação das mudanças será obrigatória a partir de 2010. Em 2009, podem circular livros tanto na atual quanto na nova ortografia.

O que muda na escrita

De acordo com especialistas, 0,45% das palavras brasileiras sofrerão alterações, ao passo que em Portugal haverá mudanças em 1,6% dos vocábulos. As regras que mudam são as seguintes:

Novas letras – há a incorporação do "k", do "w" e do "y" ao alfabeto. O número de letras passa de 23 para 26.

Trema – deixa de existir. A grafia passa a ser: linguiça e frequente.

Acentos diferenciais – serão suprimidos acentos como o de “pára”, do verbo parar.

Acentos agudos de ditongos – somem os acentos de palavras como “idéia”, que vira “ideia”.

Acento circunflexo – somem os acentos de “vôo” ou de “crêem”.

Hífen – palavras começadas por “r” ou “s” não levarão mais hífen, como em anti-semita (ficará “antissemita”) ou em contra-regra (ficará contrarregra).

Pontos em aberto

O acordo não define todos os usos de hífens, por exemplo. Assim, palavras como pé-de-cabra, ainda não têm o rumo certo e dependem da elaboração de um vocabulário pela Academia Brasileira de Letras e pelos órgãos dos outros sete países signatários.

História do acordo

O acordo ortográfico da língua portuguesa foi assinado em Lisboa em 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994, o que não se concretizou. Em 1998, foi assinado em Cabo Verde um protocolo que modificava a data de vigência, que foi ratificado em 2002.

Sem que as mudanças se aplicassem, em 2004 foi assinado um novo protocolo modificativo, que previa a adesão do Timor Leste, independente desde 2002. Este novo protocolo previa que as mudanças na ortografia entrariam em vigor a partir da assinatura de três países.

O acordo ortográfico já foi ratificado por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal, e, portanto, pode entrar em vigor. O processo de implementação em cada país pode variar.

Em Portugal, o acordo foi aprovado em maio e a nova ortografia deverá ser obrigatória dentro de seis anos.

Fonte: G1

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Chocolate amargo reduz pressão em 15 dias, diz estudo

Comer alguns gramas de chocolate meio-amargo enriquecido por dia durante duas semanas pode ajudar a reduzir os riscos de doenças cardíacas, sugere um estudo publicado na edição de setembro da revista científica "Journal of Nutrition". Segundo a pesquisa, compostos conhecidos como flavonóides, presentes no cacau, principal ingrediente do chocolate, seriam os responsáveis pela ação benéfica do alimento.

Isso porque os flavonóides impulsionam o aumento da produção de óxido nítrico - uma substância química produzida pelo corpo que atua no relaxamento e dilatação das artérias. O consumo de chocolate enriquecido com os compostos ajudaria na redução da pressão sangüínea e da resistência à insulina - fatores que contribuem para diminuir o risco de doenças cardíacas.

"Nossa descoberta sugere que uma dieta com alimentos à base de cacau ricos em flavonóides e pouco calóricos pode ter um impacto positivo nos fatores de risco das doenças cardíacas", diz o estudo.

Impacto

A pesquisa das universidades de L'Aquila, na Itália, e Tufts, em Boston, foi feita com base nas informações de 11 homens e oito mulheres que apresentavam problemas de pressão alta e resistência à insulina. As pessoas foram divididas em dois grupos: o primeiro teve direito a comer 6g diários de chocolate meio-amargo durante duas semanas; o segundo, a mesma quantidade de chocolate branco.

Depois de 15 dias, os pesquisadores observaram que a pressão sangüínea dos primeiros caiu de maneira significativa, enquanto entre os segundos nenhuma mudança foi verificada.

Pesquisas anteriores já haviam indicado os benefícios do cacau enriquecido com flavonóides na redução do risco de problemas cardíacos. No entanto, os pesquisadores ressaltam que a pesquisa atual demonstra os efeitos a curto prazo do consumo dessas substâncias na prevenção de doenças cardíacas.

Mas June Davison, especialista da British Heart Foundation (BHF), que trabalha para combater doenças cardíacas, afirmou que é preciso ter cautela com a dieta. "É importante lembrar que o chocolate é normalmente parte do problema de saúde cardíaca, não a solução", disse. "Todo mundo pode comer um chocolate de vez em quando. No entanto, comer cinco porções de frutas e vegetais é a melhor maneira de consumir antioxidantes sem ter que se preocupar com a gordura e o açúcar do chocolate", concluiu.

Fonte: BBC

domingo, 17 de agosto de 2008

Tire dúvidas sobre suspensão e carros rebaixados

O jornalista Ricardo Lopes da Fonseca, que estuda sobre mecânica há mais de duas décadas e já se aventurou como piloto participando até do Rali Paris-Dakar, escreve sobre o assunto e responder às perguntas dos internautas. O tema desta semana é suspensão. Para que serve? Como funciona? Pode ser rebaixada?

Na foto, molas que compõem a suspensão do carro (Foto: Gabriella Sandoval/G1)

Atualmente um dos maiores transtornos que o motorista enfrenta no seu deslocamento pelo Brasil afora é a condição das ruas e estradas. Agora, imagine o desconforto e o perigo que seria se aventurar com um carro sem suspensão? Nem dá para imaginar. A menor ondulação que fosse iria causar um solavanco desconfortável e bem perigoso.

O tema desta semana é algo de fundamental importância em um automóvel. De nada vai adiantar um veículo veloz e potente se não tiver uma suspensão eficaz.

A função da suspensão no seu carro é dar estabilidade e dirigibilidade, além é claro de proporcionar conforto aos passageiros. Assim, a suspensão é responsável por absorver as irregularidades no solo. Uma ondulação, por exemplo, faz com que a roda se mova para cima e para baixo sem alterar drasticamente a movimentação da carroceria.

Uma boa suspensão tem de ter a capacidade de manter o contato dos pneus com solo e assegurar a boa dirigibilidade. Se você estivesse a bordo de um carro com uma suspensão em péssimas condições, a aderência do veículo ao chão seria limitada e, conseqüentemente, o automóvel estaria sujeito a derrapar em qualquer curva.

São três tipos de suspensão: independente, em que cada roda recebe as irregularidades do piso sem transferir à outra do mesmo eixo; o semi-independente, no qual parte dos movimentos é repassada; e o totalmente dependente, em que os movimentos de uma roda são percebidos na outra. Esse último é conhecido por eixo rígido.

Veja os componentes de uma suspensão

Molas

É o primeiro componente a receber o impacto de qualquer irregularidade do solo. Ao ser comprimida a mola reage e, rapidamente, se distende. São diversos tipos de molas. Pode ser em espiral, geralmente usada na suspensão dianteira e também pode ser empregada traseira, no caso dos carros. Tem o sistema de feixe de molas, utilizados nos caminhões, e o de amortecimento a ar, comum nos ônibus. A picapes geralmente usam o tipo misto, que utiliza mola espiral na frente e feixe na traseira. Um tipo bem conhecido é o de torção, utilizado na traseira do VW Fusca e Kombi. Trata-se de uma barra de torção ou um feixe de lâminas. Esse sistema deforma-se ao receber impactos, a barra de aço reta se torce sobre seu eixo longitudinal e reage para voltar à forma original proporcionando o amortecimento.

Amortecedor

O amortecedor funciona por meio de um sistema hidráulico com o objetivo de eliminar as constantes vibrações da mola. A peça conta com um tubo de pressão e um reservatório com óleo, cuja uma pequena parte é preenchida com ar ou com gás nitrogênio (os famosos pressurizados). Conforme o automóvel percorre trechos irregulares, a mola e o amortecedor absorvem os impactos e transmitem o mínimo possível à carroceria. Na prática, o conjunto de amortecimento funciona com a passagem do óleo do reservatório para o tubo de pressão. Quanto maior a dificuldade dessa passagem, maior será a eficiência do amortecedor. Em razão disso, quando a peça sofre um esforço repetitivo por longo tempo, tende a perder sua função, pois o óleo se aquece e perde parte da viscosidade (fica mais fino), tornando-se mais fácil de passar do reservatório para o tubo. Nesses casos, o pressurizado se mantém eficiente por mais tempo. Antigamente os amortecedores eram de ação simples e operavam apenas em um sentido. Atualmente são de dupla ação, assim controlam os movimentos de compressão e expansão.

Barra estabilizadora

É uma barra de amarração que interliga as torres da suspensão. O nome correto é barra anti-rolamento. A finalidade é neutralizar a inclinação da carroceria provocada pelas solicitações em curvas fortes. Pela força centrífuga, o carro tende a baixar para o lado externo da curva, característica amenizada pela presença da barra – que aumenta a estabilidade. O carro pode ter barra estabilizadora na dianteira ou na traseira, conforme o projeto do automóvel. Sua ausência ou mesmo o mau estado acarreta em inclinação acentuada do chassi. Na prática, isso pode resultar em derrapagens e acidentes.

Braços de apoio (bandejas)

São dispositivos como tensores e braços triangulares (bandejas). Servem como suporte das molas e amortecedores, sendo o responsável pela fixação do conjunto da suspensão de cada roda à carroceria.

Entre os sistemas de suspensão, temos duas variantes nos conjuntos finais. Um deles é conhecido como suspensão convencional e o outro do tipo McPherson. A diferença básica entre ambos é que o convencional utiliza dois braços triangulares dispostos em posições paralelas que, durante as oscilações, garantem a permanência da roda em posição perpendicular ao piso. Um situa-se na parte inferior e o outro, na superior.

Já o sistema McPherson substitui o triângulo superior por uma coluna estrutural com o amortecedor montado dentro da mola e a parte superior é fixada à carroceria por meio de batentes.

Mas qual a diferença prática? A suspensão do tipo McPherson leva vantagem por ter um custo mais baixo de produção, ocupar espaço reduzido e ter a manutenção simples, o que significa em menos gasto. De modo geral, a maioria dos carros conta com esse tipo de suspensão na dianteira.

A suspensão multi-braço ou convencional é mais utilizada no eixo traseiro de alguns veículos, principalmente quando há tração integral. Consiste de dois braços, superior e inferior, além de um outro na posição longitudinal. A mola helicoidal e o amortecedor são separados.

Carros rebaixados

O projeto de um automóvel assegura todas as possibilidades de uso, portanto se você quiser alterar algum componente é preciso muita cautela para não comprometer a carroceria e principalmente a dirigibilidade.

Nos carros rebaixados, por exemplo, o método mais utilizado é o corte das molas. Outra opção seria a compressão ou o destemperamento das molas. Em qualquer dos casos, essa prática diminui o curso dos amortecedores e, conseqüentemente, a vida útil de todos os componentes da suspensão. Já existem amortecedores e molas especiais para essa finalidade, mas o custo é elevado e o tempo de instalação é demorado.

Foto: Arquivo pessoal Carro rebaixado (Foto: Arquivo pessoal)

A tendência é que um carro rebaixado tenha mais estabilidade, já que o centro de gravidade também fica mais baixo, porém o conforto fica comprometido. A suspensão original dos carros é a que sempre entrega o melhor equilíbrio entre estabilidade e conforto.

Outro ponto a ser destacado em carros rebaixados é a integridade da carroceria. De acordo com a Dana, fabricante de sistemas automotivos, o risco mais sério é a possibilidade de trincas e rachaduras no monobloco, principalmente nas áreas próximas às torres dos amortecedores.

Atualmente, o rebaixamento da suspensão é uma pratica legalizada. Entrou em vigor no dia 1º de maio a resolução 262 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Embora não especifique quais tipos de modificação poderão ser feitas, a resolução não permite o uso de molas com regulagem de altura. Deste modo, não estão homologados os sistemas com rosca e a ar.

Quem quiser alterar a altura do veículo, seja levantar ou rebaixar, deve levar o carro para uma inspeção que avaliará a modificação. Essa inspeção só pode ser realizada em local cadastrado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Após aprovada a alteração, será emitido o Certificado de Segurança Veicular (CSV).

Depois disso, é preciso levar o veículo ao Departamento de Trânsito (Detran) para acrescentar ao documento a inscrição "medida verticalmente do solo ao ponto do farol baixo do veículo", como consta na nova resolução. Vale lembrar que ao efetuar as manutenções na suspensão o ideal é substituir uma peça por outra da mesma marca.

Fonte: G1

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Lista: dez preocupações científicas que você pode tirar da cabeça

New York Times explica dúvidas que causam mais dor de cabeça do que deveriam.

São coisas nas quais não é preciso pensar, de celulares cancerígenos a sacolas plásticas.

Durante a maior parte do ano, é dever da imprensa analisar o universo buscando formas de estragar seu dia. Quanto mais medo, culpa ou angústia uma notícia induzir, melhor. Mas agora você talvez queira dar um tempo, então elaboramos uma lista com 10 coisas com as quais você não deve se preocupar.

Agora, não posso garantir que nenhuma dessas preocupações seja infundada, porque não posso garantir que nada seja absolutamente seguro, incluindo atividades como ler um jornal. Com dinheiro suficiente, um pesquisador empreendedor com certeza poderia identificar uma substância química na impressão do jornal ou no teclado que fosse perigosamente cancerígena para qualquer rato que lesse diariamente trilhões de colunas sobre ciência.

O que eu posso realmente garantir é que não passaria nem um milésimo de segundo das minhas férias me preocupando com nenhuma dessas 10 coisas:

1. Hot-dogs assassinos

O que está acontecendo com as salsichas? Primeiro, o medo do nitrito. Depois, o alarme de que o ato de grelhar produz substâncias cancerígenas. Depois, quando essas ameaças se amansaram, os guerreiros da salsicha caíram nas garras daquele velho vilão: a gordura saturada.

Mas hoje até a gordura saturada não parece tão ruim assim, graças a um rigoroso experimento em Israel divulgado este mês. As pessoas em dieta de baixo carboidrato, sem restrição de calorias, consumiram mais gordura do que outro grupo forçado a cortar gordura e calorias, mas esses “gordurófilos” perderam mais peso e terminaram tendo melhores níveis de colesterol. E esse foi só o último de uma série de estudos contradizendo as previsões da classe médica sobre gordura saturada.

Se você realmente quer se preocupar, foque nos carboidratos dos pãezinhos. Mas em relação à salsicha gordurosa (ou qualquer outra coisa gordurosa das férias), se eu fosse você, relaxaria.

2. O ar-condicionado do carro que acaba com o planeta

Não importa o quanto você se sinta culpado por sua emissão de carbono no meio ambiente, você não tem que enfrentar um calor escaldante a caminho da praia. Após testes em velocidade a 105 km/h, os especialistas em quilometragem do edmunds.com informam que a resistência aerodinâmica por causa da janela aberta invalida qualquer economia de combustível obtida com o ar condicionado desligado.

3. Frutos proibidos que vêm de longe

Você tem coragem de comer kiwi? A pergunta faz sentido, porque, afinal de contas, uma “quilometragem de fruta” maior não significa mais emissão de gases do efeito estufa. Alimentos vindos de outros países geralmente são produzidos e enviados com muito mais eficiência do que os alimentos produzidos aqui, especialmente se os produtores locais transportam suas mercadorias por aí em pequenos caminhões. Um estudo demonstrou o transporte de maçãs da Nova Zelândia para o Reino Unido emite menos carbono do que o transporte de uvas produzidas e vendidas no Reino Unido.

4. Celulares cancerígenos

Alguns neurocirurgiões importantes foram notícia no programa de TV de Larry King este ano ao demonstrarem o medo que têm de celulares, portanto estabelecendo de uma vez por todas que a epidemiologia é muito mais complicada do que parece.

Como minha colega Tara Parker-Pope observou, não existe mecanismo biológico para que a radiação não-ionizante dos celulares cause câncer, e estudos epidemiológicos não conseguiram encontrar relações consistentes entre o câncer e o uso de celulares.

É possível que os médicos preocupados de hoje sejam inocentados, mas aposto que eles serão mais lembrados como os promotores da velha ameaça do “câncer causado por linhas de transmissão de força” – ou como a avó de James Thurber, que cobriu as tomadas da parede para evitar que a eletricidade vazasse.

Dirigir e falar ao telefone ao mesmo tempo realmente representa um risco, mas você deve se preocupar mais com os outros carros do que com câncer.

5. Sacolas de plástico diabólicas

Aprenda com a Agência de Proteção Ambiental: sacolas de papel não são melhores para o meio ambiente do que sacolas de plástico. As evidências de análises de análises de ciclo de vida são favoráveis às sacolas plásticas. Elas exigem muito menos energia – e emissão de gases do efeito estufa – para serem produzidas, transportadas e recicladas. Geram menos poluição do ar e das águas. E ocupam bem menos espaço em depósitos de lixo.

6. Garrafas de plástico tóxicas

Por anos, especialistas sistematicamente aprovaram o uso do bisfenol-a, ou BPA, que é usado em garrafas de policarbonato e muitos outros produtos de plástico. Sim, ele pode ser prejudicial se administrado em doses enormes em roedores, mas isso também pode acontecer com substâncias químicas encontradas em inúmeros alimentos que comemos todos os dias. A dosagem é que faz o veneno.

Mas este ano, depois de uma campanha realizada por alguns pesquisadores e ativistas, um comitê federal expressou preocupação em relação ao BPA presente em mamadeiras. Em seguida, veio o pânico. Apesar de não haver absolutamente nenhuma evidência de perigo aos humanos, o Wal-Mart retirou de suas prateleiras produtos contendo BPA, e políticos começaram a discutir proibições envolvendo a substância. Alguns especialistas temem os recalls, que poderiam fazer deste o alarme de saúde mais caro da história.

A Nalgene já anunciou que irá eliminar o BPA de suas garrafas super-resistentes. Por causa da atenção do público, a companhia provavelmente não teve outra escolha. Mas minha velha garrafa de tampa azul da Nalgene, a que é feita de BPA e que sobreviveu a geleiras, florestas e desertos, ainda está aqui ao meu lado, cheia de água. Se algum dia tentarem realizar o recall dela, terão que fazê-lo por cima do meu cadáver.

7. Tubarões assassinos

Em todo o mundo no ano passado, houve um total geral de um ataque de tubarão fatal (no Pacífico Sul), segundo o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão, da Universidade da Flórida.

8. O gelo que está desaparecendo no Ártico

O derretimento no Ártico no verão passado foi bastante ruim, mas nesta primavera tivemos notícias piores. A maioria dos especialistas esperava ainda mais derretimento este ano, e alguns cientistas criaram uma sensação na mídia ao prever que até o Pólo Norte ficariam completamente sem gelo até o fim do verão.

Apesar disso, até agora há mais gelo lá do que nessa mesma época no ano passado, e a maioria dos especialistas não esperam um novo recorde. Você ainda pode se preocupar com tendências a longo prazo no Ártico, mas pode descartar pelo menos uma preocupação: parece que pelo menos neste verão Papai Noel ainda pode pedir seus drinques com gelo.

9. A massa que está faltando no Universo

Mesmo o destino do Universo – expansão regular ou colapso cataclísmico – dependendo da quantidade de matéria escura que está em algum lugar lá fora, você pode ficar descansado que ninguém vai culpar você por isso. E a maioria dos especialistas duvida que esse colapso vá ocorrer durante suas férias.

10. Buracos de minhoca não-identificados

Será que suas férias podem ser interrompidas por uma queda repentina dentro de um buraco de minhoca? Se fizermos uma análise da teoria do tempo e do espaço e do filme “Jumper”, eu diria que a possibilidade não pode ser eliminada. Eu também acrescentaria que se o buraco de minhoca me levar para um universo alternativo, há uma grande chance de minha bagagem se perder no meio do caminho.

Mas, ainda assim, eu não me preocuparia muito com isso. Em um universo alternativo, talvez você não tenha que passar o resto do ano se preocupando com a matéria escura do universo ou com ratos de laboratório. Talvez você consiga até comprar uma daquelas garrafas da Nalgene.

Fonte: John Tierney (New York Times)

domingo, 3 de agosto de 2008

Nova técnica cirúrgica pode acabar com ‘corcunda’

‘Cifoplastia’ foi criada em 2002 nos EUA e foi trazida para o Brasil há cerca de um ano.

Operação é indicada em casos de cifose progressiva causada por osteoporose.


Uma nova técnica cirúrgica promete corrigir a cifose, curvatura da parte superior das costas, normalmente observada em idosos.

O neurocirurgião Eduardo Barreto trouxe a técnica para o Brasil há cerca de um ano e explica que o procedimento compensa o desgaste das vértebras causado pela osteoporose.

“As pessoas idosas vão se curvando ao longo dos anos. Isso ocorre porque as vértebras, que são quadradas, se quebram na parte frente e a coluna vai envergando. Trata-se de fraturas por compressão da coluna que causam o que chamamos de cifose progressiva”, conta Barreto.

Cirurgia dura 40 minutos

“O procedimento é minimamente invasivo e consiste em colocar um balão dentro das vértebras quebradas. Ele é, então, inflado, o que faz a vértebra voltar à posição original. O balão, no entanto, só serve para abrir espaço, pois se coloca enxerto de acrílico em seu lugar”, completa o médico, que acrescenta que a operação tem duração de 40 minutos.

“A operação reverte a cifose e alivia quase que imediatamente a dor. No dia seguinte, o paciente retorna para casa", revela ele, que já tratou 40 pacientes com a técnica.

A administradora Margarete Miller, de 52 anos, fez a cirurgia em dezembro de 2007, coberta pelo plano de saúde, e já não sente mais dor. “Eu sofria de osteoporose precoce, mas não sabia até que, em 2002, sofri um acidente de ônibus e fraturei várias vértebras. Os primeiros médicos que me atenderam não me indicaram para cirurgia. Ao longo do tempo, a situação foi piorando até que eu já não conseguia mais andar. Sentia dores nas costas inteiras”, relata ela.

“No dia seguinte à cirurgia eu já fazia coisas que eu não conseguia há mais de um ano, como pentear o cabelo e tomar banho”, completa Margarete, que, desde o terceiro mês após o procedimento, faz hidroterapia para ajudar no tratamento da osteoporose.

Avanços

Barreto explica ainda que a técnica usada em Margarete surgiu nos Estados Unidos em 2002 e já avançou. No III Simpósio Internacional de Coluna, que aconteceu nos dias 1º e 2 de agosto, foram discutidas pesquisas sobre como o procedimento pode ser aplicado a casos de trauma ou tumor na coluna.

“A técnica progrediu graças a pesquisas feitas no exterior e nós queremos trazer para o Brasil”, disse o médico, ao lembrar que a cifoplastia já representa um passo adiante em relação a um outro procedimento mais antigo, a vertebroplastia.


Cirurgia é minimamente invasiva e dura cerca de 40 minutos

Fonte: G1 - Imagem: Arte (G1)

Mau cheiro faz apostador ser expulso de cassino nos EUA

Michael Wax admitiu que cheirava mal depois de 17 horas jogando.

Apostadores de sua mesa de pôquer teriam reclamado ao gerente.


Michael Wax, 54, admitiu que estava fedido na terça-feira (29), depois de ficar 17 horas apostando em um cassino de Atlantic City (New Jersey, EUA) – durante esse período, contou, não teve tempo para se limpar. Ele também entendeu que outros apostadores tenham reclamado de seu cheiro, mas disse que não merecia ter sido convidado a se retirar do local, como de fato aconteceu.

Segundo Dave Coskey, porta-voz do Borgata Hotel Casino & Spa, o estabelecimento não comenta assuntos envolvendo os clientes.

Wax, que pesa cerca de 200 quilos, disse que admitiu estar fedendo assim que os funcionários do cassino o abordaram. “Não há dúvidas que estou fedendo, não nego. Estou jogando há 17 horas”, teria dito o apostador, segundo sua própria versão.

Pedido de desculpas

O homem de Nova York, que é dono de uma empresa de limousines, é freqüentador assíduo do cassino do hotel Borgata. Ele acha que deveria encontrar um novo local para apostar, mas diz gostar desse estabelecimento. “Quero um pedido de desculpas.”

Segundo ele, um gerente da sala de pôquer o acompanhou até o banheiro depois de 17 horas de apostas e disse que seus companheiros de mesa estavam reclamando do cheiro. Quando Wax tentou ocupar novamente seu lugar, ele disse que o gerente pediu para ele se retirar.

O apostador fez uma queixa à Comissão de Controle de Cassinos, que vai determinar se algum regulamento ou lei foi violada, segundo um porta-voz da instituição.

Fonte: AP

Carta perdida nos EUA chega com 60 anos de atraso, e no endereço errado

Envelope voltou para a mesma casa onde morava remetente, no Kansas.

Texto comentava clima de 'luto' após eleição de Harry Truman, em 1948.


Demorou sessenta anos, mas correio americano entregou carta

Uma carta que descrevia o estado de espírito nos Estados Unidos após a vitória de Harry S Truman nas eleições presidenciais ficou perdida por cerca de 60 anos, e reapareceu nesta semana na caixa postal de uma moradora de Kansas.

Xan Wedel encontrou a carta, com carimbo postal datado de 11 de novembro de 1948, no final de julho. O envelope estava marcado com "retornar ao remetente".

A missiva estava endereçada a Ruth Willisten, da cidade de Rockfall, Connecticut, mas jamais chegou a seu destino. A remetente era Gertrude Gilmore, que morava na casa hoje habitada por Xan Wedel em 1948.

Diz a carta: "a cidade está de luto desde a eleição", na qual Truman derrotou Thomas E. Dewey. Segundo Wedel, a residência foi construída pela família Gilmore em 1890. Gertrude seria uma das filhas do casal.

Wedel diz que vai tentar encontrar detalhes sobre a família que viveu por tantos anos na casa onde hoje ela mora. "Seria interessante descobrir se ainda há parentes ou descendentes na cidade, que possam contar a história por trás desta carta."

Fonte: G1 - Imagem: Arte (G1)