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sábado, 5 de dezembro de 2009

Conheça 10 inovações que podem mudar futuro do planeta

A ciência atual caminha vertiginosamente para o futuro. Hoje, ela permite viagens interplanetárias, alterar características fundamentais de alimentos e até de seres humanos com a bioengenharia, e que pesquisadores ressuscitem animais extintos com o progresso da clonagem. No entanto, a ciência ainda não obteve vitórias satisfatórias sobre questões importantes como as alterações climáticas, a fome e as doenças.

Jovem usa prótese escocesa i-Limb, que capta as contrações musculares para realizar movimentos

Em um planeta que abriga cada vez mais pessoas e os recursos naturais encolhem, gerando conflitos políticos, o site científico Live Science listou 10 importantes pesquisas em andamento que os cientistas esperam que resultem em um futuro melhor para a humanidade:

10 - Ler a mente

Máquinas da verdade que realizam leituras da mente ainda permanecem no reino da ficção científica. Já os detectores de mentira ainda dependem de pistas indiretas para serem eficientes. Ainda assim, as varreduras cerebrais feitas por neurocientistas têm permitido prever o que as pessoas farão durante determinadas tarefas específicas, além de identificar quando o indivíduo cometerá um erro com até meio minuto de antecipação.

Outra técnica utilizada é a de feixes de luz infravermelha, que descobrem as preferências do investigado com base na atividade cerebral. Este método ainda está sendo estudado pelos cientistas e debatido por juristas devido às questões de privacidade.

9 - Ao redor do mundo em 90 minutos

Phileas Fogg (personagem fictício do romance 'A volta ao mundo em oitenta dias', de Júlio Verne) levou 80 dias para dar uma volta ao redor do planeta, mas outros viajantes ainda poderão fazer a mesma jornada em menos de uma hora. As forças aéreas de Estados Unidos e Brasil estão criando um conceito de propulsão a laser para utilizar em veículos capazes de transportar passageiros ou carga pela Terra. Aviões espaciais com capacidade para decolar e pousar como aeronaves regulares estão em fase de desenvolvimento no Reino Unido e nos EUA - algumas já poderiam ser colocadas em atividade nos próximos anos.

8 - Membros artificiais perfeitos

Veteranos de guerra e outros usuários poderão em breve controlar mãos, braços e pernas tão facilmente quanto os membros naturais. As próteses mais avançadas tendem a utilizar microprocessadores inteligentes, agindo como um cérebro minúsculo e prevendo como o usuário vai andar ou mover um braço. Ambos os macacos e seres humanos já utilizam sinais cerebrais para controlar braços robóticos e aplicações digitais, o que abre caminho para novas interfaces do cérebro com membros artificiais, e dando ao usuário completo controle.

7 - Realidade aumentada

Tente imaginar uma interface que aumenta o mundo físico ao nosso redor com informação digital e permite utilizar gestos naturais para interagir com essa informação. É exatamente isso o que faz a tecnologia chamada SixthSense, que já possui um protótipo do qual um vídeo da web é projetado sobre um jornal. A ideia dos cientistas é que um dia as pessoas olhem para qualquer objeto, inclusive a rua, e obtenha informações sobre eles em realidade aumentada.

6 - Regenerar o corpo

Ninguém tem poderes regenerativos ainda, mas os pacientes podem esperar uma crescente variedade de terapias de reparação ou substituição total de órgãos do corpo humano. Em 2006, uma equipe britânica desenvolveu o primeiro fígado artificial do mundo a partir de células-tronco retiradas do cordão umbilical. Além disso, um estudo australiano conseguiu restaurar a visão de um paciente com a ajuda de células-tronco adultas. O futuro da regeneração pode chegar em breve, avaliam os investigadores.

5 - Alimento para o mundo

Resolver a fome no mundo representa uma tarefa extremamente difícil, tendo em vista que a situação política e econômica de cada região gera complicações próprias. No entanto, os cientistas passaram a proteger as colheitas mais importantes que alimentam o mundo. Os investigadores continuam desenvolvendo variedades de trigo, milho e arroz com maiores rendimentos e mais resistentes às mudanças de temperatura, condições de seca e até mesmo os insetos.

As novas tecnologias de informação podem manter atualizados os agricultores sobre o estado de suas culturas e práticas agrícolas que preservem a longo prazo o solo rico em nutrientes. Se todas as tentativas dos pesquisadores falharem, eles ainda têm milhares de sementes armazenadas em um cofre para garantir o futuro dos alimentos no caso de uma catástrofe global.

4 - Plástico biodegradável

Um dos principais objetivos das novas tecnologias é transformar todo o lixo da Terra em material reutilizável. Penas de galinha e outros dejetos agrícolas podem se tornar plástico no futuro. Restos de comida, esgoto e outros resíduos, já começaram a servir de combustível para algumas indústrias. Alcançar 100% de sustentabilidade ainda pode parecer assustador, mas os esforços se somam.

Em Nova York, Seattle e Londres, os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) aplicaram um projeto para reavaliar os custos e níveis de produção de lixo, além de conscientizar a população a lidar corretamente com o lixo.

3 - Controle climático global

Tentar parar a Mãe Natureza de mandar chuva durante os Jogos Olímpicos, como ocorreu na última edição das Olimpíadas em Pequim, é uma meta perseguida cansativamente pelos cientistas. Planos de geoengenharia se tornaram temas muito debatidos da Academia Nacional de Ciências, da Sociedade Meteorológica Americana e do conselheiro científico da Casa Branca.

Entre as ideias, estão depositar partículas reflexivas na atmosfera para desviar raios solares e esfriar o planeta, ou então semear oceanos com ferro para que o carbono devore as algas. Até mesmo o bilionário Bill Gates se juntou a uma pesquisa que tenta diminuir ou acabar com a incidência de furacões - uma frota de navios agitaria o oceano para resfriar a água de superfície quente que abastece tais tempestades. As tecnologias de controle do clima estão quase se tornando realidade.

2 - Poder solar nas mãos

A fusão nuclear tem mantido o Sol brilhando por bilhões de anos. Agora, os cientistas querem recriar o poder da principal estrela do Sistema Solar na própria Terra para, finalmente, terem domínio sobre a energia de fusão. Um laser gigante, construído na National Ignition Facility, poderia ajudar nesse avanço, concentrando o seu poder sobre uma bolinha minúscula de combustível de hidrogênio e, consecutivamente, liberando mais energia do que os lasers requerem.

1 - Cérebro humano artificial

Grande parte do cérebro humano continua sendo um mistério embutido em bilhões de neurônios. Pesquisadores responsáveis pelo projeto Blue Brain anunciaram seus planos de criar um cérebro humano artificial na próxima década. Eles já modelaram parte do cérebro de um rato artificial, com a ajuda do supercomputador IBM Blue Gene, e constataram que células cerebrais deram indícios de uma auto-organização sem intervenção humana.

O sucesso dessa tecnologia poderia levar a um modelo para testes biomédicos, bem como uma melhor compreensão da consciência do ser humano. No entanto, os cientistas alertam que esse avanço não se trata de inteligência artificial - isso ainda está longe de acontecer.

Fonte: Terra - Foto: Getty Images

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Chocolate amargo reduz pressão em 15 dias, diz estudo

Comer alguns gramas de chocolate meio-amargo enriquecido por dia durante duas semanas pode ajudar a reduzir os riscos de doenças cardíacas, sugere um estudo publicado na edição de setembro da revista científica "Journal of Nutrition". Segundo a pesquisa, compostos conhecidos como flavonóides, presentes no cacau, principal ingrediente do chocolate, seriam os responsáveis pela ação benéfica do alimento.

Isso porque os flavonóides impulsionam o aumento da produção de óxido nítrico - uma substância química produzida pelo corpo que atua no relaxamento e dilatação das artérias. O consumo de chocolate enriquecido com os compostos ajudaria na redução da pressão sangüínea e da resistência à insulina - fatores que contribuem para diminuir o risco de doenças cardíacas.

"Nossa descoberta sugere que uma dieta com alimentos à base de cacau ricos em flavonóides e pouco calóricos pode ter um impacto positivo nos fatores de risco das doenças cardíacas", diz o estudo.

Impacto

A pesquisa das universidades de L'Aquila, na Itália, e Tufts, em Boston, foi feita com base nas informações de 11 homens e oito mulheres que apresentavam problemas de pressão alta e resistência à insulina. As pessoas foram divididas em dois grupos: o primeiro teve direito a comer 6g diários de chocolate meio-amargo durante duas semanas; o segundo, a mesma quantidade de chocolate branco.

Depois de 15 dias, os pesquisadores observaram que a pressão sangüínea dos primeiros caiu de maneira significativa, enquanto entre os segundos nenhuma mudança foi verificada.

Pesquisas anteriores já haviam indicado os benefícios do cacau enriquecido com flavonóides na redução do risco de problemas cardíacos. No entanto, os pesquisadores ressaltam que a pesquisa atual demonstra os efeitos a curto prazo do consumo dessas substâncias na prevenção de doenças cardíacas.

Mas June Davison, especialista da British Heart Foundation (BHF), que trabalha para combater doenças cardíacas, afirmou que é preciso ter cautela com a dieta. "É importante lembrar que o chocolate é normalmente parte do problema de saúde cardíaca, não a solução", disse. "Todo mundo pode comer um chocolate de vez em quando. No entanto, comer cinco porções de frutas e vegetais é a melhor maneira de consumir antioxidantes sem ter que se preocupar com a gordura e o açúcar do chocolate", concluiu.

Fonte: BBC

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Lista: dez preocupações científicas que você pode tirar da cabeça

New York Times explica dúvidas que causam mais dor de cabeça do que deveriam.

São coisas nas quais não é preciso pensar, de celulares cancerígenos a sacolas plásticas.

Durante a maior parte do ano, é dever da imprensa analisar o universo buscando formas de estragar seu dia. Quanto mais medo, culpa ou angústia uma notícia induzir, melhor. Mas agora você talvez queira dar um tempo, então elaboramos uma lista com 10 coisas com as quais você não deve se preocupar.

Agora, não posso garantir que nenhuma dessas preocupações seja infundada, porque não posso garantir que nada seja absolutamente seguro, incluindo atividades como ler um jornal. Com dinheiro suficiente, um pesquisador empreendedor com certeza poderia identificar uma substância química na impressão do jornal ou no teclado que fosse perigosamente cancerígena para qualquer rato que lesse diariamente trilhões de colunas sobre ciência.

O que eu posso realmente garantir é que não passaria nem um milésimo de segundo das minhas férias me preocupando com nenhuma dessas 10 coisas:

1. Hot-dogs assassinos

O que está acontecendo com as salsichas? Primeiro, o medo do nitrito. Depois, o alarme de que o ato de grelhar produz substâncias cancerígenas. Depois, quando essas ameaças se amansaram, os guerreiros da salsicha caíram nas garras daquele velho vilão: a gordura saturada.

Mas hoje até a gordura saturada não parece tão ruim assim, graças a um rigoroso experimento em Israel divulgado este mês. As pessoas em dieta de baixo carboidrato, sem restrição de calorias, consumiram mais gordura do que outro grupo forçado a cortar gordura e calorias, mas esses “gordurófilos” perderam mais peso e terminaram tendo melhores níveis de colesterol. E esse foi só o último de uma série de estudos contradizendo as previsões da classe médica sobre gordura saturada.

Se você realmente quer se preocupar, foque nos carboidratos dos pãezinhos. Mas em relação à salsicha gordurosa (ou qualquer outra coisa gordurosa das férias), se eu fosse você, relaxaria.

2. O ar-condicionado do carro que acaba com o planeta

Não importa o quanto você se sinta culpado por sua emissão de carbono no meio ambiente, você não tem que enfrentar um calor escaldante a caminho da praia. Após testes em velocidade a 105 km/h, os especialistas em quilometragem do edmunds.com informam que a resistência aerodinâmica por causa da janela aberta invalida qualquer economia de combustível obtida com o ar condicionado desligado.

3. Frutos proibidos que vêm de longe

Você tem coragem de comer kiwi? A pergunta faz sentido, porque, afinal de contas, uma “quilometragem de fruta” maior não significa mais emissão de gases do efeito estufa. Alimentos vindos de outros países geralmente são produzidos e enviados com muito mais eficiência do que os alimentos produzidos aqui, especialmente se os produtores locais transportam suas mercadorias por aí em pequenos caminhões. Um estudo demonstrou o transporte de maçãs da Nova Zelândia para o Reino Unido emite menos carbono do que o transporte de uvas produzidas e vendidas no Reino Unido.

4. Celulares cancerígenos

Alguns neurocirurgiões importantes foram notícia no programa de TV de Larry King este ano ao demonstrarem o medo que têm de celulares, portanto estabelecendo de uma vez por todas que a epidemiologia é muito mais complicada do que parece.

Como minha colega Tara Parker-Pope observou, não existe mecanismo biológico para que a radiação não-ionizante dos celulares cause câncer, e estudos epidemiológicos não conseguiram encontrar relações consistentes entre o câncer e o uso de celulares.

É possível que os médicos preocupados de hoje sejam inocentados, mas aposto que eles serão mais lembrados como os promotores da velha ameaça do “câncer causado por linhas de transmissão de força” – ou como a avó de James Thurber, que cobriu as tomadas da parede para evitar que a eletricidade vazasse.

Dirigir e falar ao telefone ao mesmo tempo realmente representa um risco, mas você deve se preocupar mais com os outros carros do que com câncer.

5. Sacolas de plástico diabólicas

Aprenda com a Agência de Proteção Ambiental: sacolas de papel não são melhores para o meio ambiente do que sacolas de plástico. As evidências de análises de análises de ciclo de vida são favoráveis às sacolas plásticas. Elas exigem muito menos energia – e emissão de gases do efeito estufa – para serem produzidas, transportadas e recicladas. Geram menos poluição do ar e das águas. E ocupam bem menos espaço em depósitos de lixo.

6. Garrafas de plástico tóxicas

Por anos, especialistas sistematicamente aprovaram o uso do bisfenol-a, ou BPA, que é usado em garrafas de policarbonato e muitos outros produtos de plástico. Sim, ele pode ser prejudicial se administrado em doses enormes em roedores, mas isso também pode acontecer com substâncias químicas encontradas em inúmeros alimentos que comemos todos os dias. A dosagem é que faz o veneno.

Mas este ano, depois de uma campanha realizada por alguns pesquisadores e ativistas, um comitê federal expressou preocupação em relação ao BPA presente em mamadeiras. Em seguida, veio o pânico. Apesar de não haver absolutamente nenhuma evidência de perigo aos humanos, o Wal-Mart retirou de suas prateleiras produtos contendo BPA, e políticos começaram a discutir proibições envolvendo a substância. Alguns especialistas temem os recalls, que poderiam fazer deste o alarme de saúde mais caro da história.

A Nalgene já anunciou que irá eliminar o BPA de suas garrafas super-resistentes. Por causa da atenção do público, a companhia provavelmente não teve outra escolha. Mas minha velha garrafa de tampa azul da Nalgene, a que é feita de BPA e que sobreviveu a geleiras, florestas e desertos, ainda está aqui ao meu lado, cheia de água. Se algum dia tentarem realizar o recall dela, terão que fazê-lo por cima do meu cadáver.

7. Tubarões assassinos

Em todo o mundo no ano passado, houve um total geral de um ataque de tubarão fatal (no Pacífico Sul), segundo o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão, da Universidade da Flórida.

8. O gelo que está desaparecendo no Ártico

O derretimento no Ártico no verão passado foi bastante ruim, mas nesta primavera tivemos notícias piores. A maioria dos especialistas esperava ainda mais derretimento este ano, e alguns cientistas criaram uma sensação na mídia ao prever que até o Pólo Norte ficariam completamente sem gelo até o fim do verão.

Apesar disso, até agora há mais gelo lá do que nessa mesma época no ano passado, e a maioria dos especialistas não esperam um novo recorde. Você ainda pode se preocupar com tendências a longo prazo no Ártico, mas pode descartar pelo menos uma preocupação: parece que pelo menos neste verão Papai Noel ainda pode pedir seus drinques com gelo.

9. A massa que está faltando no Universo

Mesmo o destino do Universo – expansão regular ou colapso cataclísmico – dependendo da quantidade de matéria escura que está em algum lugar lá fora, você pode ficar descansado que ninguém vai culpar você por isso. E a maioria dos especialistas duvida que esse colapso vá ocorrer durante suas férias.

10. Buracos de minhoca não-identificados

Será que suas férias podem ser interrompidas por uma queda repentina dentro de um buraco de minhoca? Se fizermos uma análise da teoria do tempo e do espaço e do filme “Jumper”, eu diria que a possibilidade não pode ser eliminada. Eu também acrescentaria que se o buraco de minhoca me levar para um universo alternativo, há uma grande chance de minha bagagem se perder no meio do caminho.

Mas, ainda assim, eu não me preocuparia muito com isso. Em um universo alternativo, talvez você não tenha que passar o resto do ano se preocupando com a matéria escura do universo ou com ratos de laboratório. Talvez você consiga até comprar uma daquelas garrafas da Nalgene.

Fonte: John Tierney (New York Times)

domingo, 3 de agosto de 2008

Mau cheiro faz apostador ser expulso de cassino nos EUA

Michael Wax admitiu que cheirava mal depois de 17 horas jogando.

Apostadores de sua mesa de pôquer teriam reclamado ao gerente.


Michael Wax, 54, admitiu que estava fedido na terça-feira (29), depois de ficar 17 horas apostando em um cassino de Atlantic City (New Jersey, EUA) – durante esse período, contou, não teve tempo para se limpar. Ele também entendeu que outros apostadores tenham reclamado de seu cheiro, mas disse que não merecia ter sido convidado a se retirar do local, como de fato aconteceu.

Segundo Dave Coskey, porta-voz do Borgata Hotel Casino & Spa, o estabelecimento não comenta assuntos envolvendo os clientes.

Wax, que pesa cerca de 200 quilos, disse que admitiu estar fedendo assim que os funcionários do cassino o abordaram. “Não há dúvidas que estou fedendo, não nego. Estou jogando há 17 horas”, teria dito o apostador, segundo sua própria versão.

Pedido de desculpas

O homem de Nova York, que é dono de uma empresa de limousines, é freqüentador assíduo do cassino do hotel Borgata. Ele acha que deveria encontrar um novo local para apostar, mas diz gostar desse estabelecimento. “Quero um pedido de desculpas.”

Segundo ele, um gerente da sala de pôquer o acompanhou até o banheiro depois de 17 horas de apostas e disse que seus companheiros de mesa estavam reclamando do cheiro. Quando Wax tentou ocupar novamente seu lugar, ele disse que o gerente pediu para ele se retirar.

O apostador fez uma queixa à Comissão de Controle de Cassinos, que vai determinar se algum regulamento ou lei foi violada, segundo um porta-voz da instituição.

Fonte: AP

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Interior do 'ônibus da prostituição' tem tons escuros e bar

Fotos mostram veículo com cortinas e bancos pretos.

'Serviço' foi descoberto por policiais que atuavam à paisana em Miami, EUA.


A agência de notícias Associated Press divulgou fotos do interior de um prostíbulo que operava em um ônibus limusine. Ele percorria uma das áreas com maior número de turistas do sul do estado da Flórida e foi apreendido pela polícia de Miami Beach. Além do serviço de mulheres, o veículo oferecia bebidas.


Além do serviço de mulheres, o veículo oferecia uma ampla variedade de bebidas no bar

O negócio foi descoberto por agentes à paisana durante uma operação para combater a prostituição na região e que levou à detenção de mais de 75 pessoas, ao confisco de drogas e de dinheiro.

Cortina garantia privacidade a alguns clientes

Os oficiais observaram a movimentação de pessoas nas proximidades do veículo e decidiram entrar – para isso, cada um pagou US$ 40. No interior do automóvel, encontraram várias prostitutas que tiravam a roupa, faziam danças eróticas e ofereciam os serviços sexuais, informaram as autoridades.


Fotos mostram que interior do ônibus tinha bastante espaço
A mulher responsabilizada pelo prostíbulo sobre rodas, Christine Morteh, de 29 anos, foi acusada de estar envolvida em prostituição, de estimular outras mulheres a praticar o "ofício mais antigo do mundo" e de operar um negócio sem licença.

Caminhão transformado em ônibus servia como prostíbulo nos EUA

Fonte: G1 - Fotos: AP

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Saiba mais sobre o Dia de Santo Antônio

Santo Antônio é casamenteiro porque ajudava mulheres a arrumar dote

Santo é um dos mais populares do país, segundo a CNBB.

Frade franciscano ganhou fama por pregar de forma simples aos mais humildes.

Católicos comemoram Dia de Santo Antônio nesta sexta-feira (13)

Seu nome de batismo era Fernando, mas foi como Antônio de Coimbra ou Antônio de Pádua, como alguns preferem chamá-lo, que Santo Antônio ganhou popularidade entre católicos de todo o mundo. O frade, que nasceu em Lisboa em 1195 e faleceu na Itália aos 36 anos, foi canonizado um ano depois de morrer e tem seu dia comemorado nesta sexta-feira (13).

Segundo o padre Gustavo Haas, assessor de liturgia da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Santo Antônio começou sua trajetória religiosa na Congregação dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, em Lisboa, mas em pouco tempo se sensibilizou com a causa franciscana e decidiu se tornar missionário. Ao entrar na Congregação dos Franciscanos, onde recebeu o nome de Antônio de Coimbra, o frade foi pregar o evangelho na África, mas por motivo de doença teve que retornar.

Um problema no navio em que estava obrigou Santo Antônio a ficar na Itália, país onde conheceu São Francisco de Assis. Santo Antônio então dedicou sua vida religiosa a pregar para os humildes na Europa e seus sermões ficaram conhecidos pela simplicidade e clareza. “Santo Antônio se destacou por ser um ótimo pregador. Sua capacidade de falar de forma simples, diretamente para o povo, o fez ganhar popularidade”, afirma Haas.

Ainda de acordo com Haas, entre as principais características do santo estão a luta pela justiça e a valorização dos mais humildes. Por ter morrido na cidade de Pádua, na Itália, por complicações da mesma doença que o obrigou a deixar a África, Santo Antônio também é conhecido como Santo Antônio de Pádua. “Ainda hoje portugueses e italianos discordam sobre o fato de Santo Antônio ser um santo português ou italiano. Por isso as duas nomenclaturas são utilizadas”, diz.

Santo casamenteiro

Apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo que ajuda mulheres a encontrarem um marido. Segundo Haas, a fama ganhou popularidade porque, em uma sociedade onde as mulheres eram, em geral, marginalizadas, Santo Antônio ajudava moças humildes a conseguirem um dote e um enxoval para poderem se casar.

Seu dia é comemorado em 13 de junho, mas algumas paróquias comemoram o dia de Santo Antônio no dia 13 de todos os meses."Além de missas e de festejos populares que acontecem pelo país, é comum a realização de trezenas, em vez de novenas, por Santo Antônio”, afirma Haas. Uma trezena corresponde a 13 dias de oração, que geralmente começa em 1º de junho.

“Depois de Nossa Senhora, Santo Antônio é, sem dúvida, o santo mais popular, do Norte ao Sul do país. Dia 13 não é dia de azar, é dia de Santo Antônio”, diz.

Fonte: G1 - Foto: Reprodução (TV Globo)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Web vira 'fonte da discórdia' para casais de namorados

Vida 'secreta' virtual mostra que nem sempre a tecnologia ajuda no namoro.

Comunidades no Orkut culpam mundo on-line por relacionamentos complicados.


Comunidade com 25 mil membros protesta contra os 'oferecidos' do Orkut

"Vê que namora e dá em cima!", "Orkut me dá crises de ciúmes", "Internet + namoro = brigas". Com até 47 mil membros, muitos deles dispostos a abrir o coração nos fóruns, comunidades do Orkut como essas mostram que a mesma internet que reúne casais apaixonados também pode manchar o que parecia um conto de fadas.

Recados "carinhosos" pelo Orkut e novos amigos na lista do MSN são dois dos sinais que costumam alertar a maioria dos casais de que algo pode não estar indo bem.

"Uma menina da mesma sala da faculdade do meu namorado deixou um recado assim: 'oi, lindo. Só passei para te encher. Beijão'". Que raiva!", desabafa uma garota em resposta à pergunta "Qual foi a pior coisa que você viu no Orkut do seu namorado?".

O relato está na comunidade "Vê que namora e dá em cima!", com mais de 25 mil membros na rede social mais popular no Brasil.

Vida secreta

Em alguns casos, porém, as pistas não aparecem e ajudam a esconder vidas "secretas" administradas em sites e redes sociais. Foi assim com Melissa (nome fictício), que terminou um namoro de 7 meses quando resolveu conferir o histórico de internet de seu namorado, há cerca de dois anos.

"Ele estava dormindo e eu precisava fazer um trabalho no computador. Acabei o trabalho e fiquei de bobeira. Como estava cansada de ele sempre mexer no meu computador, eu cliquei no histórico da internet e achei umas 20 entradas em sites de sexo e vídeos baixados".

Melissa conta que outros sites arquivados mostravam fotos ampliadas de meninas no Orkut, em poses sensuais. "Fiquei revoltada. Lembrei de cada vez que troquei de roupa por causa dele", conta, ao dizer que o namorado censurava as roupas que ela usava e se incomodava se alguém a olhava na rua.

"Disse que nunca tinha nem pensando em mexer nas coisas dele, mas me senti no direito, já que minha vida era invadida todos os dias". Ela diz que o ex-namorado vasculhava os arquivos do computador dela e chegou até a exigir que ela deletasse e-mails de um namoro anterior. "Era um terreno que ele não dominava na minha vida e isso era um problema".

Quando perguntada se a tecnologia ajuda ou atrapalha os relacionamentos, Melissa diz que depende de cada caso. "Eu sempre lidei como uma coisa do dia-a-dia. Acho que quando a relação tem um problema, a internet atrapalha. Ou ajuda, como foi o meu caso".

Do ICQ ao MSN

Bruno Muxfeldt Rocha, de 21 anos, namora Marina desde 2003, quando se conheceram na praia e usavam o comunicador ICQ para conversar.

Ele é dono da comunidade "O Orkut atrapalha meu namoro" e conta que as relações virtuais já renderam brigas por Orkut e MSN, mantendo o casal separado por algum tempo.

"No começo, eu tinha pisado na bola, e ela disse que eu só poderia ter um número 'x' de meninas no meu Orkut, e que esse número não poderia ser maior do que o número de homens da lista de amigos", explica.

Bruno conta que, hoje, o casal amadureceu e superou conflitos do mundo virtual. A "contabilidade" do número de amigos e amigas, por exemplo, não é mais regra. "Acho que não temos mais paciência de ficar vigiando o Orkut um do outro. Mas eu ainda não teria coragem de adicionar uma ex-namorada por que sei que isso seria motivo pra mais uma briga”, explica.

Ciúme de você

Com 47 mil membros, a comunidade "O Orkut me dá crise de ciúmes" costuma ser ponto de encontro para quem decide compartilhar suas angústias.

"Não acompanho de muito perto os membros, mas acho muito engraçado quando eles deixam mensagens pedindo para denunciar o perfil de um ex", diz Daianne Moraes, de 23 anos, moderadora da comunidade.

Ela conta que também já enfrentou situações em que a tecnologia atrapalhou o namoro.

"Brigas sérias, nunca tive. Mas há um tempo rolava muito estresse por causa das mensagens carinhosas das amigas e ex-casos dele. Ele nunca deu motivo, mas o fato de elas escreverem já era suficiente pra eu ficar insegura", conta.

Ela namora há 4 anos, e diz que hoje superou a maior parte dos problemas. Ela e o namorado não têm ex-namorados na lista de amigos. "Essa situação não foi imposta claramente, mas foi acontecendo, deletamos ao poucos as pessoas com quem já tivemos algum tipo de relacionamento.”

Para Daianne, o mundo virtual pode facilitar os relacionamentos se a pessoa for segura. "Mas se a pessoa não estiver emocionalmente bem, prejudica muito", completa.

Fonte: G1 - Foto: Reprodução

sábado, 3 de maio de 2008

Estudantes da Bélgica batem recorde de explosão de refrigerante

Reação química entre bebida e bala de menta causa explosões de espuma.

Evento reuniu 1.500 estudantes em praça da cidade de Leuven.


Um dos fenômenos mais recentes da ciência popular, que já ganhou diversas releituras no YouTube, é a explosão de refrigerante causada pela mistura de Coca-Cola com a bala de menta Mentos. Na condições ideais de pressão e temperatura, a experiência resulta em explosões gigantescas.

Para eternizar o "experimento", 1.500 estudantes belgas se reuniram na praça Ladeuzeplein, na cidade de Leuven, e bateram o recorde mundial de "explosão de refrigerante". As imagens abaixo mostram o "antes e depois" da explosão em massa.

Segundo 'especialistas', a variação light do refrigerante aumenta os estragos da explosão

Com capas de chuva, estudantes comemoram a explosão de refrigerante e bala de menta

Fontes: G1 / France Presse - Fotos: Sven Dillen (AFP)

sábado, 19 de abril de 2008

do_mal.com

Receitas de bomba, blogs anoréxicos, fóruns racistas, manuais suicidas. Mergulhamos no lado sombrio da internet para entender por que esse conteúdo se dissemina e como as comunidades “do mal” são combatidas

Nas últimas semanas, fui uma jovem deprimida à beira do suicídio. Também fui um pedófilo buscando pornografia infantil, uma menina ingênua assediada por homens mais velhos em chats e uma garota anoréxica procurando dicas para emagrecer. Não, leitor, não estou sofrendo de múltipla personalidade. Esses personagens fictícios me acompanharam durante uma investigação sobre o que acontece de pior nas redes de relacionamento da internet.

Ninguém nega que sites como Orkut, Myspace e Facebook, além de fóruns e listas de discussão, são ferramentas sensacionais de comunicação. Mas há quem use esses sites para aprender a construir bombas e violar mercadorias. Para disseminar intolerância e violência. Ou incentivar comportamentos perigosos como anorexia e suicídio. A facilidade para discutir em grupo coisas sombrias levanta uma questão: onde termina a liberdade de expressão e onde começa o crime? Além da lei, outra questão: o que fazer?

SUICÍDIO

Más companhias: Vinícius Marques (à esq.) foi incentivado por amigos virtuais a cometer suicídio. Seus desenhos (à dir.) estão no encarte de seu CD póstumo.

O caso que mais chamou atenção no Brasil para o lado negro das comunidades virtuais foi o do gaúcho Vinícius Marques, que cometeu suicídio em 2006, aos 16 anos. Conversas arquivadas no serviço Google Groups mostram que Yoñlu (personalidade virtual de Vinícius) obteve orientação e incentivo da comunidade para morrer inalando monóxido de carbono. Em Ponta Grossa (PR), o jovem Thiago Arruda se matou de forma semelhante em 2007, depois que ofensas homofóbicas no Orkut extrapolaram para a vida real. Nos EUA, Megan Meier, 13 anos, se enforcou por causa de mensagens que trocava com um certo John Evans, 16 - um personagem criado pela mãe de uma ex-amiga. Em Bridgend, no País de Gales, 17 jovens se enforcaram desde janeiro de 2007. A polícia acredita haver conexões entre eles no site Bebo, um Orkut britânico.

Para tentar entender histórias como essas, entrei em uma lista de discussão cujo tema é "tirar a própria vida". Me fazendo passar por suicida, escrevi: "Decidi me matar e quero saber qual o método menos doloroso". Em pouco tempo obtive respostas. "Procure os arquivos sobre os coquetéis (...) ou (...). São os métodos mais letais e menos dolorosos para ir embora", disse um internauta. "Uma overdose de um barbitúrico de ação rápida como o (...) ou o (...) é considerada a melhor maneira pelos grupos de eutanásia", ensina outro. "Se fizer do jeito certo, o enforcamento não é tão doloroso, além de ser barato e fácil. Só precisa uma corda", disse alguém. "Explosivos não são tão difíceis de conseguir. Uns 20 litros de diesel e um pacote de fertilizante devem produzir uma explosão suficiente para te incinerar instantaneamente. Mas, para ter certeza, dobre ou triplique a quantidade", afirma o último.

Fiquei chocada com a objetividade das respostas. Ninguém se mostrou perturbado, e apenas um dos meus interlocutores perguntou qual o motivo da minha decisão. Depois, entendi que aquelas pessoas estavam habituadas a discutir métodos de suicídio e dividir experiências traumáticas, como desemprego, fins de relacionamento, abuso sexual, vício em drogas e doenças terminais. Há inclusive quem tenta dissuadir os suicidas. "Eu imploro, não escolha uma solução tão drástica. Você tem (diferentemente de mim), toda sua vida pela frente", escreveu um participante para um garoto de 18 anos que pretendia tirar a vida. "Pode soar hipócrita para alguém que planeja se matar ainda neste mês (...) Sou a favor do direito de alguém acabar com a própria vida, apenas certifique-se de que a possibilidade de felicidade realmente não existe", aconselhou.

Me fazendo passar por suicida, escrevi: "Decidi me matar e quero saber qual o método menos doloroso". Em pouco tempo obtive várias respostas

Mas, para cada pessoa que envia mensagens como essas acima, há muitas outras dando força. O que leva a essa atitude? "Quem faz isso pode estar sendo irônico, pode não levar a sério a ameaça de morte ou até estar testando teorias", diz Luciana Ruffo, psicóloga do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo. Também podem ser suicidas potenciais que pensam estar ajudando pessoas com o mesmo problema. "Mas com certeza são pessoas que precisam de ajuda, precisam se conhecer. Não estão adaptadas ao meio em que vivem."

"Eu acredito que para o Vinícius foi absolutamente decisivo o fato de alguém cortar essa teia que o prendia à vida", disse o psicanalista Mário Corso, terapeuta do garoto, em entrevista à revista "Época". "Ele brincava com a idéia de morrer como uma saída para as crises de angústia e desespero. Mas tinha laços fortes com a vida que podiam resgatá-lo. Sem aquele último estímulo ele não teria tido coragem para se matar, como não teve das outras vezes", afirma Corso, que só tomou a atitude de se expor por acreditar que o que aconteceu com Vinícius foi criminoso. Incentivar alguém a cometer suicídio ou prestar auxílio para que o faça é crime previsto no código penal (veja quadro "Chat e Castigo").

Megan Meier, 13 anos, que se enforcou após receber ofensas de um pretendente fictício

"Pesquisas mostram que potenciais suicidas têm muito medo de sentir dor, de não escolherem o método adequado ou executá-lo mal e sobreviverem com seqüelas graves a uma tentativa malsucedida", diz David Phillips, professor de sociologia da Universidade da Califórnia e um dos maiores pesquisadores do mundo de casos de imitação em suicídios. "Acredito que ter alguém te ensinando como fazer é um fator de risco", afirma. "Além disso, experimentos de psicologia social mostram que muitas pessoas só tomam coragem para tomar atitudes que violam normas quando vêem outras fazendo o mesmo. É como se ganhassem permissão." Esse princípio da imitação vale para todos os comportamentos "desviantes", mais evidentes na internet.

Não se trata de demonizar a rede: ela apenas facilita a conexão entre as pessoas, sejam amantes de bolo de cenoura ou suicidas potenciais. "Esses sites permitem que pessoas passando pelas mesmas experiências se encontrem mais facilmente", diz Will Reader, professor de psicologia da Universidade de Sheffield Halam, no Reino Unido. "Antes da internet era mais difícil para suicidas potenciais encontrarem uns aos outros, mais difícil ainda para indivíduos desenvolverem 'culturas suicidas' nas quais uns encorajam os outros a se matarem."

TOLERÂNCIA

Ódio em banda larga: Vírus 27 é um membro dos Carecas do Subúrbio, grupo da Grande São Paulo que usa a internet para divulgar as suas idéias homofóbicas

As comunidades virtuais também são um meio rápido, eficiente e abrangente de divulgar conceitos e preconceitos. "Ocorre nesses sites o que acontece com qualquer forma de interação social, seja ela mediada por tecnologia ou não", afirma o psiquiatra Benilton Bezerra Júnior, professor da UERJ. Exemplos de intolerância de todos os tipos são fartos no Orkut, em comunidades como "Traveco é na Facada" ou "Animais eu mato é na facada". Um dos tópicos da comunidade "Foda-se vizinho de merda" discutia o que era pior, ter um vizinho crente ou fã de funk carioca. "Os funkeiros da frente, que quando ligam o som aparece tanto preto que a minha empregada até recolhe a roupa do varal, pois acha que é arrastão!", escreveu um dos membros. "Agora tem um preto safado, macaco fedorento... pedreiro!!! Presidiário... fugitivo", escreveu uma usuária sobre outro membro participante de um fórum.

Ninguém se intimida. A antropóloga Adriana Dias, por exemplo, não teve dificuldades em encontrar quase 14 mil sites com conteúdo nazista e revisionista (negadores do Holocausto), para seu mestrado na Unicamp. Geralmente, muitos participantes se dizem alemães e arianos, mas quase ninguém prova ser descendente. "Essas pessoas construíram, socialmente, uma paranóia", afirma Adriana. "Dizem que os judeus representam uma ameaça econômica, que homens negros que aparecem na televisão mexem com a libido das mulheres e que a adoção de crianças negras e o casamento inter-racial estão levando ao genocídio da raça humana." Segundo Adriana, o fator coletivo é fundamental em tanto ódio: "Eles vão discutindo entre si e vão sendo convencidos paulatinamente que os negros e judeus querem tomar seu lugar na sociedade", diz.

"O problema é, estão tratando o homossexualismo como uma coisa normal, e isso não está certo! (...) Isso está moldando nossa sociedade para um nível patético. (...) Sem falar que nosso mundo está, em parte, sendo destruído por causa do homossexualismo, pois foram os homossexuais que iniciaram a contaminar o mundo com a Aids"
Comentário publicado em um fórum do Orkut

Para a psicanalista Fani Hisgail, da PUC de São Paulo, pessoas que se comportam dessa maneira e chegam a incitar a morte de outro grupo estão à margem do código social e da ética. "Elas desejam criar conflitos, situações maléficas. São as misérias humanas", diz. Segundo Adriana Dias, elas são estimuladas pelo anonimato da rede e não têm medo de sofrer conseqüências legais. "Dizem que têm direito à liberdade de expressão." Sim, a Constituição brasileira garante esse direito. Mas proíbe o anonimato, justamente para responsabilizar quem abusa da liberdade de expressão.

Hospedeiras de comunidades virtuais como o Yahoo! e o Google (proprietário do Orkut) preferem remediar do que prevenir, atendendo a denúncias dos usuários e solicitações judiciais. Segundo o diretor de comunicação para assuntos públicos do Google no Brasil, Félix Ximenez, das 20 mil denúncias semanais, 95% são infundadas, geralmente motivadas por desafetos. Ele cita como exemplo uma denúncia contra uma comunidade sobre nazismo. "Mas era um grupo que debatia o tema, havia mais opiniões negativas em relação ao nazismo do que positivas." A comunidade foi mantida.

PEDOFILIA

Prosseguindo minhas pesquisas pelo lado sombrio da rede, entrei em uma sala de bate-papo de um grande portal brasileiro, em um grupo para usuários de 15 a 20 anos. Logo de cara se percebe que sexo é o tema predominante. Fui chamada várias vezes e comecei a conversar com um usuário que se dizia um homem de 22 anos. "Ei, gatinha, vamos pro MSN agora, curtir algo mais quente pela webcam. Que tal, você topa?", perguntou. Eu disse que tinha 12 anos, mas meu interlocutor não se intimidou. "Curte falar de sexo?", continuou. "Sou tímida", recuei. "Já fez sexo?", ele insistiu. Respondi que não e perguntei se não me achava muito nova, mas ele insiste. "Só pra gente brincar, só matar a curiosidade. Você não tem webcam mesmo? Você me mostra algumas coisinhas, eu te mostro tudinho que você tem vontade." Não há nenhum tipo de controle: crianças de qualquer idade poderiam estar participando dessa conversa.

"O abuso não é só penetração. Um olhar lascivo pode ter um efeito devastador sobre uma criança", diz a psicanalista Fani Hasgail. "A pessoa que tem esse problema deve procurar ajuda, saber recuar frente a seu objeto de desejo." A ajuda pode inclusive surgir nas próprias redes de relacionamento. Como na comunidade "Pedofilia - Ajuda ao Pedófilo" do Orkut, moderada pela auxiliar de enfermagem e psicóloga Lidia Mara ("Brisa" no mundo virtual). "Eles se ajudam a controlar seus impulsos, pois sabem os danos físicos e psíquicos que um abuso causa em uma criança. Inclusive alguns sofreram isso na infância", disse Lidia, que ressalta que, apesar de sua formação, não atua como profissional, mas como amiga. "A comunidade é criticada abertamente por pseudo-justiceiros a fim de 5 minutos de fama. Mas em que outro local pedófilos trocam informações para não abusarem de crianças sem divulgar materiais pornográficos ou fazer apologia à pedofilia, com a segurança do anonimato e de sua integridade física?"

Eu disse que tinha 12 anos, mas ele não se intimidou. "curte falar de sexo?" Não há qualquer controle: crianças de qualquer idade poderiam ter essa conversa

"Gostar sexualmente de crianças afeta drástica e permanentemente a sua relação social", me confidenciou "Johnnie", 23 anos. Ele diz ter começado a perceber que gostava de meninos mais novos aos 14 anos, quando arrumou a primeira namorada. Mas enfatiza que o sentimento é platônico. "As comunidades fazem um papel importante no combate. Uma vez que um pedófilo faz um amigo igual, ele passa menos tempo pensando na criança. Ninguém melhor que um pedófilo para agüentar as desilusões amorosas de outro, quando isso acontece. De outra forma, quando se unem pedófilos abusadores, você terá o encorajamento das perversidades."

Johnnie está certo. Se podem servir como terapia em grupo, as redes também são um espaço amplo para os pornógrafos, que costumam usar gírias como "pthc" (pre-teen hardcore, algo como "pré-adolescente barra-pesada", que indica fotos e vídeos de conteúdo sexual explícito) ou "hussyfan" para despistar. Normalmente fazem contato oferecendo troca de material e fornecendo algum endereço de e-mail para conversas mais privadas no MSN ou programas semelhantes. Sites de compartilhamento de arquivos também são ferramentas muito usadas. Minha persona "pedófila" só fez um contato, com um sujeito que numa comunidade disse ter fotos "pthc", mas por e-mail afirmou que "era só zoação".

CHAT E CASTIGO

Seus atos na internet podem infringir a lei

EXEMPLO CRIME PENA

Dizer que alguém cometeu algum crime: "Ele é um ladrão"
Calúnia Artigo 138 do Código Penal (CP)
Detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa

Espalhar um boato para uma ou mais pessoas
Difamação Art. 139 do CP
Detenção, de 3 meses a 1 ano, e multa

Ofender a honra, dignidade ou decoro: chamar a pessoa de "gorda", "feia", "vaca" etc.
Injúria Art. 140 do CP
Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa

Dizer que vai "pegar" ou agredir alguém
Ameaça Art. 147 do CP
Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa

Divulgar informação considerada confidencial, produzindo dano
Divulgação de segredo Art. 153 do CP
Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa

Instigar alguém a suicidar-se ou prestar auxílio para que o faça
Incitação ao suicídio Art. 122 do CP
Detenção, de 1 a 3 anos

Dizer que odeia alguém, um grupo ou alguma organização
Pode recair em crime de calúnia, difamação ou injúria - Arts. 138, 139 e 140 do CP
Detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa

Zombar de religiões
Escárnio por motivo de religião Art. 208 do CP
Detenção, de 1 mês a 1 ano, ou multa

Acessar sites pornográficos
Favorecimento da prostituição Art. 228 do CP
Detenção, de 2 a 5 anos

Ensinar como fazer "um gato", como burlar mecanismos de segurança ou construir bombas
Apologia de crime ou criminoso Art. 287 do CP
Detenção, de 3 a 6 meses, ou multa

Incitar violência a pessoas, grupos étnicos, religiosos ou de orientação sexual semelhante
Incitação ou apologia de crime - Art. 286 e 287 do CP
Detenção, de 3 a 6 meses, ou multa

Dizer que alguém é isso ou aquilo por sua cor de pele
Preconceito ou discriminação raça-cor-etnia - Art. 20 da lei 7.716/89
Reclusão de 1 a 3 anos e multa

Ver ou enviar pela internet fotos de crianças nuas
Pornografia infantil Art. 241 da lei 8.069/90
Multa de 3 a 20 salários, aplicando-se o dobro em caso de reincidência
Fonte: Patrícia Peck Pinheiro Advogados

APOLOGIA AO CRIME

Tragédia evitada: torcedores do Flamengo buscam os do Vasco em 17 de fevereiro, dia de clássico; o confronto, marcado no Orkut, foi impedido pela polícia

Nem sempre há intenções NOCIVAS por trás dos delitos virtuais. Aparentes piadas, como criar no Orkut uma comunidade para celebrar ligações clandestinas de televisão a cabo, podem dar cadeia. Foi o que aconteceu com Michele de Araújo Nogueira, 23 anos, criadora da "Gatonet", que reunia 222 membros quando foi tirada do ar. Tratava-se de apologia ao crime, um dos delitos mais comuns nas redes sociais. O delegado José Mariano de Araújo Filho, da delegacia especializada em delitos praticados por meios eletrônicos do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (DEIC) da Polícia Civil de São Paulo, conta que normalmente são investigados os responsáveis pelos fóruns.

Vale desde incentivo à "gambiarra" na TV a cabo até a exaltação de comportamentos criminosos. "Uma vez pegamos uma comunidade de um time de futebol chamada 'Al-Qaeda'. Eles postaram fotos de montes de cocaína, gente com arma na mão e frases como 'se nós dermos as mãos, quem vai empunhar as armas?'", conta o delegado Mariano. Os torcedores podem nunca ter pego em uma arma, mas fazer apologia ao crime publicamente é ilegal.

Mas muita gente parece não saber disso. "Alguém aí sabe alguma maneira de burlar o detector de lacres (nessas lojas como Renner, C&A etc.)?", pergunta uma pessoa no fórum da comunidade orkutiana "Eu já roubei" . "Diz a lenda que um ímã potente resolve o negócio", responde um anônimo, ensinando como retirar as etiquetas eletrônicas utilizadas por lojas para evitar furtos. As empresas agradecem pelas dicas sobre falhas de segurança.

Um membro da comunidade alerta: "Depois de acender, corre mesmo, porque a explosão é brutal!", antes de ensinar como construir uma bomba caseira

Seja por ingenuidade ou para ver o circo pegar fogo, exemplos de incitação a comportamentos perigosos são infinitos. "Depois de acender corre mesmo, porque a explosão é brutal!", alerta um membro da comunidade "Operações com explosivos", antes de ensinar como construir uma bomba caseira com ingredientes fáceis de obter. Ele deu a receita mesmo após protestos de outros membros do grupo, voltado para profissionais que lidam com explosões. "Algumas pessoas não têm muita noção de seriedade nem consciência e transmitem opiniões irresponsáveis", afirma a psicóloga Luciana Ruffo.

O que vai determinar se um comportamento irresponsável pode ser caracterizado como crime ou não depende da legislação do país onde a pessoa está e as palavras usadas. "Meus direitos constitucionais me permitem postar informações na minha página do Myspace sobre como construir uma bomba", diz Angela Bell, porta-voz do escritório de relações públicas do FBI, o departamento de investigações federais dos Estados Unidos. "Mas o FBI pode me investigar se eu encorajar os visitantes a usar esses dados para ameaçar ou machucar alguém. Seria percebido como ato potencial de terrorismo."

"As etiquetas eletrônicas da C&A e da Leader Magazine foram as mais fáceis de tirar, só puxei com certa intensidade e saiu. A Renner está de parabéns, pois tive de cortar com estilete para tirar "

"Tinha um ímã da minha TV e passei no lacre de um boné na C&A e soltou mole mole "
Comentários postados em comunidade do Orkut

Não raro, conflitos virtuais migram para a vida real, como discussões entre torcidas organizadas de futebol, que começam na internet e são resolvidas na rua. Em setembro de 2006, uma briga entre torcedores do Botafogo e do Fluminense antes de um jogo pela Copa Sul-Americana deixou um morto e dois feridos. Integrantes da torcida Fúria Jovem do Botafogo surpreenderam os rivais da organizada Young Flu quando estes deixavam a sua sede. Na época a polícia investigou comunidades do Orkut, já que uma mensagem no site falava em "invadir o Méier", bairro da Young Flu. Dias depois, mensagens marcando revanche apareciam na comunidade "Brigas de Torcidas Organizadas", já tirada do ar.

Os orkuteiros membros de organizadas têm outra versão da história, "revisionista". "Confrontos entre organizadas em sites de relacionamentos não passam de lendas!", disse um. "Quando tem algo assim, é coisa de moleques, crianças e fakes (perfis falsos)", disse outro. Para completar, não podia faltar intimidação: "Estamos espalhados por todo o País! Jamais acabarão conosco, imprensa maldita!". Fiz o favor de corrigir os erros de ortografia dos torcedores.

Até comunidades do tipo "Eu odeio o fulano", na qual todo mundo posta por brincadeira, podem esbarrar na ilegalidade. "Dependendo do contexto, pode recair em crime de calúnia, difamação ou injúria", diz Patricia Peck, advogada especialista em direito digital. E alerta: mesmo quem não comenta na comunidade, mas é membro dela, pode ser responsabilizado por eventuais atos ilícitos. "É o princípio do 'quem cala consente'", diz Patricia.

DISTÚRBIOS ALIMENTARES

Fome anônima: na internet, garotas com distúrbios alimentares encontram incentivo de outras que passam pelo mesmo problema - geralmente para mantê-lo

Apologia à anorexia e bulimia pode não ser contra a lei. Mas, diferentemente do que defendem suas adeptas, quase nunca é apenas a defesa de um estilo de vida. Segundo um estudo da ONG Seu Abrigo, dirigida pela psicóloga Ana Helena Soares, da Fundação Fiocruz, sites sobre distúrbios podem estimulá-los. Os autores dessas páginas (66% são meninas entre 13 e 17 anos) ensinam dietas e táticas e dão dicas de como disfarçar a doença para a família e amigos. "Os espaços contêm materiais que personificam, glorificam e endeusam a doença, incluindo cartas, orações e credos. Essas estratégias de absorção do grupo geram um efeito de desresponsabilização do doente", afirma o documento.

Não é difícil entender por que a apologia a esses distúrbios alimentares pode influenciar meninas suscetíveis. Em uma comunidade do Orkut dedicada ao tema, a moderadora lista os "mandamentos de uma ana" ("ana" e "mia" são apelidos carinhosos para anorexia e bulimia): "Olhe no espelho e diga a você mesma que está gorda. Você nunca estará magra demais. Fique de olho nas calorias. Se puder, nem coma, só quando estiver fraca demais e achar que não vai agüentar. Mas lembre-se: comer é para os fracos". Os efeitos dessas frases sobre uma jovem com problemas de auto-estima ou tendências a comportamentos destrutivos podem ser devastadores.

As meninas freqüentam os blogs umas das outras e deixam comentários de incentivo, congratulando a amiga pelo "sucesso" de não comer

Muitos desses blogs viram uma espécie de terapia coletiva. As meninas freqüentam os sites umas das outras e deixam comentários de incentivo, às vezes congratulando a amiga no "sucesso" em não comer. Algumas poucas aconselham a procurar tratamento. As autoras alternam "posts" ora triunfantes com a resistência à comida, ora em tom de desespero e alerta. "Eu não posso mais continuar assim. Imagino alguém me encontrando numa poça de sangue e vômito... morta. Minhas pernas estão fracas e é possível escutar o tlééc dos ossos. Preciso parar de vomitar, essa mutilação precisa acabar. Espero que isso ajude quem vem aqui a não cometer o mesmo erro que eu cometi...", escreveu a blogueira chamada Aninha.

"Meninas, me ajudem, não consigo emagrecer", escrevi no site de discussão Inforum. Várias mensagens de outras meninas seguiram-se à minha, com o mesmo teor. "Parem de vomitar, vocês estão acabando com a vida de vocês com esse negócio de querer ficar magra", alertou outra.

Vanessa Costa, 21 anos, é uma das poucas meninas a se identificar. Ela, que sofre transtornos alimentares desde os 13, criou seu blog há cerca de um ano, inspirada por outras blogueiras. "Não conheço nenhuma delas pessoalmente nem mesmo seus nomes verdadeiros. Elas se escondem. Eu não me escondo", diz. Hoje, grávida de três meses, Vanessa está em processo de recuperação, seguindo uma dieta balanceada. E prefere falar sobre outros assuntos em sua página.

"Tenho medo do que algumas meninas escrevem e não vejo saída pra algumas delas senão morrer numa maca de hospital. Algumas deixam comentários falando que querem perder dois quilos pra uma festa e perguntam como fazem pra ter anorexia. Elas não têm noção da triste realidade que nós já passamos", afirma Vanessa. "Acredito que esses blogs deviam ser censurados. Essas meninas nunca irão se curar se tiverem apoio de outras."

Em novembro do ano passado, a Microsoft retirou do ar quatro blogs espanhóis hospedados no serviço Windows Live Spaces que faziam apologia a transtornos alimentares, mesmo sem uma ordem judicial, atitude rara. Algumas pessoas podem encarar isso como censura, mas, na época, o responsável pelos serviços Hotmail, Messenger e Spaces da Microsoft na Espanha, Jaime Esteban, declarou que os blogs infringiam as normas de uso dos serviços.

FIM DE PAPO

As causas para a disseminação de conteúdo "do mal" são claras: anonimato, facilidade para encontrar semelhantes e potencialização da interação social. Já as saídas para esse problema variam de acordo com o especialista. "O combate ao racismo, por exemplo, deve envolver leis, educação, políticas públicas e ação da polícia", diz a antropóloga Adriana Dias. Para Félix Ximenez, do Google, a solução passa pelo incentivo à denúncia de abusos. O aprimoramento do trabalho policial é o caminho apontado pelo delegado José Mariano de Araújo Filho: "Não há crime que não possa ser rastreado pela rede", diz. "Contamos com programas para recuperação de dados deletados", afirma Sérgio Kobayashi, diretor do Núcleo de Informática do Instituto de Criminalística de São Paulo. O órgão, que recebe cerca de 300 casos de exames periciais por mês, analisa conteúdo de sites, de discos rígidos de computadores e mensagens. "Em todas as ocasiões, esses laudos são peças fundamentais na comprovação do crime cometido", diz.

"Creio que é preciso estar atento ao que se passa nas redes", diz o psiquiatra Benilton Bezerra Junior. "Para a maioria dos usuários, a internet dá acesso não controlado a um universo que é muito mais amplo, complexo e intrigante do que eles são capazes de avaliar. Aumentam exponencialmente os efeitos benéficos dessas redes, mas em compensação explodem os usos condenáveis", afirma. Cabe aos responsáveis acompanhar o que se passa nesse universo. "A internet não é um quintal ou a rua em frente de casa. Pode ser perigosa para quem ainda não tem maturidade para avaliar seus atrativos e riscos."

"Há um grande debate em torno da censura", diz o psicólogo Will Reader. "Alguns membros do parlamento britânico sugeriram proibir sites como os de apologia a anorexia. Mas isso envolve liberdade de expressão: quem decide quais sites devem ser banidos?", questiona. Reader concorda que o monitoramento dos pais é fundamental. "Fazemos a mesma coisa no mundo real, restringindo os locais onde as crianças podem ir", diz.

Para o psiquiatra Benilton Junior, as interações sociais mediadas pelo computador se tornam mais complexas com as crescentes possibilidades de produção e distribuição de conteúdo, que já está deixando os computadores e chegando a celulares e TVs. "Isso terá um impacto enorme no nosso cotidiano - para o bem e para o mal." Se é que já não está tendo.

Fonte: Revista Galileu

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Quem são os colegas inconvenientes nas empresas e como lidar com eles

Toda empresa tem seus funcionários inconvenientes, é difícil encontrar uma que não tenha. A consultora de etiqueta profissional, Rosana Fa, autora do livro "Postura Profissional: Comportamento pode pesar mais que desempenho", da editora Qualitymark, resume a "chatice" no dia-a-dia corporativo em um termo: invasão de espaço.

Via de regra, as pessoas não maltratam o inconveniente, mas se afastam ou evitam uma relação mais profunda. O motivo é a dificuldade de lidar com ele. Como, afinal, comunicar a alguém que está se sentindo incomodado com suas atitudes e manias?

Quem são eles?

Alguns comportamentos incomodam os colegas, causando dispersão no dia-a-dia. Ainda mais quando no ambiente de trabalho não há salas separadas. Falar demais, falar alto ou passar o dia fazendo brincadeiras e contando piadas são exemplos. Cultivar o bom humor é essencial nos dias de hoje e uma atitude valorizada nas empresas. Mas o que os gestores esperam é que a pessoa enxergue a rotina de trabalho com leveza, sem desespero e estresse. Ou seja, ninguém quer que o profissional se transforme em um piadista.

Existem ainda os "bitolados", aqueles que, com pouca vida social, vivem apenas o universo da organização e, por isso, não medem esforços para atingir melhores resultados. Eles telefonam para os outros no fim de semana, ou mesmo durante a semana após o expediente, e exigem que todos tenham a mesma disponibilidade de tempo para se dedicar ao trabalho. Respeitar o horário de trabalho é uma premissa da etiqueta profissional.

"Quem se preocupa demasiadamente com o trabalho corre o risco de se tornar um 'chato de galocha'. No final, ninguém quer se aproximar dele", garante a sócia-diretora da Vox Solutions, empresa do CLIV Solution Group, Angela Mota Sardelli.

Além disso, essas pessoas que apenas vivem para a empresa correm o risco de se tornarem inquietas e ansiosas. "Quem nunca conviveu com um colega que não parava quieto, andava para lá e para cá, o tempo inteiro, ou ficava agitado e falava muito?", pergunta Rosana.

Amigos íntimos?

Outro tipo de inconveniente é aquele que faz perguntas íntimas. "Ele acredita que é super amigo dos colegas e pergunta sobre o relacionamento deles, a situação financeira...", lembra a especialista em postura profissional.

Mostrar intimidade onde não há a completos desconhecidos é igualmente ruim. "É muito comum em São Paulo - não posso dizer que aconteça com freqüência em outros estados - os profissionais conhecerem uma pessoa e, depois de alguns poucos minutos, já começar a chamá-la por um apelido. No esforço de mostrar carisma, eles acabam parecendo falsos". Pior ainda é falar pegando no braço da pessoa ou no ombro. "Muita gente não gosta de ser tocada", garante Rosana.

Necessidade de afirmação

Os profissionais que não deixam ninguém terminar de falar e vira e mexe estão interrompendo os outros também são considerados desagradáveis. "Geralmente, são pessoas que não gostam de ouvir, acham que o que têm para falar é mais importante, ou querem aparecer mais do que os outros para a chefia. Em uma reunião, elas se esforçam para mostrar competência e não deixam ninguém falar ou ficam completando o raciocínio dos colegas. Esse tipo de atitude gera conflitos, brigas dramáticas", conta a especialista, com base em sua experiência.

Quem também está com os dias contados é aquele funcionário estressado, que, quando fica nervoso, todos percebem. Ele chama atenção dos membros da equipe na frente de todo mundo, não mede as palavras nem os gestos. "Hoje em dia há processo para tudo e as pessoas que não tomam cuidado podem ser acusadas de assédio moral. Por isso, temos que buscar agir de forma educada".

Paquera longe da empresa

Por fim, flertes fora de hora também são "péssimos", nas palavras de Rosana. "Atualmente, não são apenas os homens que 'cantam' colegas de trabalho, as mulheres também. Recomendo à vítima fingir que não entendeu, ser simpática e agir como se tivesse sido uma brincadeira. Se o 'chato' insistir, fale da namorada ou esposa, mesmo que não tenha. Em último caso, fale sério e diga que está se sentindo incomodado".

Para evitar ser desagradável, a questão é ter bom senso. "O problema é que as pessoas que incomodam geralmente não percebem". Lidar com os colegas inconvenientes, por sua vez, não é tão difícil quanto parece. O conselho é ser sincero com certa medida. "Sempre que expor o defeito de alguém, coloque como se fosse uma limitação sua primeiro, para não magoar. Por exemplo, você tem um colega de trabalho que fala alto demais. Nesse caso, diga que tem grande dificuldade de se concentrar e ajudaria se ele diminuísse o tom de voz".

Fonte: InfoMoney

sexta-feira, 14 de março de 2008

Strippers montam cooperativa em São Francisco

Dançarinas compraram casa de strip-tease dos proprietários para servir de sede.

Garotas trabalham com escalas e usufruem de escritório.

Lilah Mayhem confere sua escala no escritório antes de subir ao palco na casa de strip-tease Lusty Lady (Dama da Luxúria, numa tradução livre), em São Francisco, na Califórnia, nos EUA. O trabalho para a equipe variada de dançarinas da casa não acaba quando elas deixam o palco. Em um ato inédito, as strippers se juntaram e compraram a casa dos proprietários para passar a trabalhar em regime de cooperativa. (Foto: Reuters/Erin Siegal)

Lilah Mayhem dança no palco da casa de strip-tease Lusty Lady em São Francisco. (Foto: Reuters/Erin Siegal)

Fonte: G1

domingo, 13 de janeiro de 2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ela gastou R$ 12 mil, perdeu namorado e não entrou no 'BBB'

Joilma Kalliandra gastou R$ 5 mil em roupas para usar durante o confinamento. Estudante de direito, ela enfrentou críticas e foi deixada pelo namorado.

Entre os milhares de candidatos a uma das 14 vagas da oitava edição do “Big Brother Brasil”, uma piauiense sonhou alto –e caro- demais. Joilma Kalliandra Ribeiro de Alencar, prestes a completar 23 anos, estudante de direito, achou que valia a pena arriscar tudo por um lugar ao sol na beira da piscina do “BBB”.

Gastou os R$ 2 mil que tinha na poupança, fez um empréstimo de outros R$ 10 mil, saiu de biquíni na principal avenida de Teresina, posou para um ensaio fotográfico, apenas de lingerie, no meio de um shopping. E ainda por cima perdeu o namorado.

Não, ela não está entre os 14 confinados do reality show. “Foi uma pena mesmo não terem me chamado. Eu tinha me inscrito uma vez antes, mas sabia que não tinha chance. Agora, me achava mais preparada, estou mais madura.”

Decidida a entrar no programa, a estudante desenvolveu uma tática: “Chamar a atenção da produção para mim”. O primeiro passo foi enviar o vídeo para a TV Globo, no qual ela afirmava que o “BBB” precisava de uma piauiense. “As pessoas têm uma visão muito negativa do Piauí, acham que aqui só tem miséria, seca e corrupção. E nunca tivemos direito de responder a isso, todo mundo aqui quer mudar essa imagem”, discursa.

Os próximos passos foram mais ousados: “Fiz uma matéria com a TV daqui do Piauí, de biquíni, na principal avenida de Teresina. Eles queriam mostrar que eu era uma mulher de parar o trânsito. E parou mesmo [risos]. Resolvi, então, fazer umas fotos de lingerie no shopping, com todo mundo olhando.” Constrangimento? Nem pensar! “Eu queria muito entrar no ‘BBB’, não poderia ter vergonha de me mostrar”, conclui.

R$ 5 mil em roupas

Para bancar tudo isso, mais o processo de ‘embelezamento’ que decidiu fazer, Joilma torrou os R$ 2 mil que tinha na poupança, guardados para sua formatura, e fez a mãe pegar um empréstimo no banco de mais R$ 10 mil.

“Agora não vou mais me formar, porque acabei gastando todo o dinheiro”, se conforma. Ela planejava também fazer cursinho para prestar o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), sonho que ficou para trás.

“Comecei a me arrumar, fiz clareamento nos dentes, tirei o aparelho. Gastei em vídeos, fotos, publicidade. Só o meu cabelo, que eu tingi e pus megahair, foi quase R$ 2 mil.” A estudante, que não trabalha, conseguiu diminuir R$ 5 mil da dívida, ao devolver roupas e sapatos que havia comprado para usar dentro da casa. “Eu estava muito confiante.”

Ou ele ou eu

Joilma namorava e pretendia ficar noiva em fevereiro. “Íamos nos casar depois da minha formatura, no meio do ano. Ele me apoiava, mas não agüentou a pressão, não gostava de ver minhas fotos. Me disse: ‘Você está pensando 100% no ‘BBB’, não pensa mais em mim’.”

Além do namorado, a moça teve de enfrentar também críticas de advogados, que não viram com bons olhos a superexposição da estudante. “Noventa e oito por cento da população estava me apoiando, estava acreditando que eu ia para o ‘BBB’. Mas muitas pessoas do meio do Direito diziam que as minhas fotos eram incompatíveis com a minha profissão.”

Apesar de estar a um semestre de se formar advogada, Joilma diz que seu grande sonho sempre foi ser atriz. “Meu pai nunca deixou. Ao invés de me colocar no teatro, ele me levava para a natação. Nunca tive chance”, lamenta. E depois de tanto passear pela cidade de biquíni, a moça já recebeu convites para fazer “ensaios sensuais”, mas não aceitou nenhum.

“BBB” na TV

A estudante assistiu à estréia do “Big Brother Brasil”, na última terça-feira (8), e disse que ficou “tristérrima”. Mas aproveitou para criticar sua conterrânea, Gyselle. “Eu a conheço muito bem. Em Teresina é difícil não conhecer as pessoas, principalmente as que se expõem mais. Ontem [terça-feira] ela se transformou, depois que entrou na casa. Estava na dela, santinha, tranqüila, mas o perfil dela é o oposto”, disparou.

E se arrependimento matasse... Joilma continuaria vivinha da silva. “Ah, se tiver ‘BBB9’ eu vou [me inscrever de novo], com certeza! Só não sei se vou fazer uma campanha como essa, de novo. Agora estou negativa, gastei um dinheiro que eu nem tinha”.

Fonte: G1 - Fotos: Divulgação

Feira em Las Vegas tem até aparelho para remover chulé

CES 2008 tem alguns acessórios de utilidade e gosto duvidosos. Exaustor para fumaça de cigarro e jaqueta com aquecedor estão na lista.
Nos seus quatro dias de duração, a feira de eletrônicos CES 2008 apresentou diversos produtos que fizeram a alegria dos fãs de tecnologia (confira aqui). Mas também não faltaram no evento - que termina nesta quinta-feira (10), em Las Vegas - acessórios de utilidade e gosto duvidosos. Entre eles, um aparelho que promete acabar com o mau cheiro nos sapatos, um exaustor para fumaça de cigarro e uma jaqueta com sistema de aquecimento.

Conheça esses acessórios curiosos

Seus problemas acabaram! Uma empresa japonesa apresentou na CES 2008 um aparelho que promete remover bactérias do sapato e, conseqüentemente, o mau cheiro que fica nos calçados. Tudo isso, explicam os exibidores, graças a um sistema que libera ozônio. Por US$ 80 (Foto: Juliana Carpanez/G1)

O exaustor para fumantes chupa toda a fumaça que sai do cigarro. Depois, diz o fabricante, um sistema iônico faz com que o cheiro desapareça. Custa US$ 40. Já a imagem à direita mostra um equipamento de ginástica que simula os movimentos do cavalo – a idéia é fazer abdominais sem muito esforço. Para manter a forma assim, é preciso desembolsar US$ 600 (Foto: Juliana Carpanez / G1)

Na CES 2008, comida japonesa armazena dados: cada pen drive tem 1 GB e custa US$ 60. Teclados também ganham estampa e strass dá um toque Las Vegas aos eletrônicos (Foto: Juliana Carpanez / G1)

Capas para alto falantes de iPod também entram no clima Las Vegas, onde é realizada a CES 2008. Orelha de porquinho determina o volume do iPod: direita aumenta, esquerda diminui (Foto: Juliana Carpanez / G1)

Pinturas ou fotos escondem os aparelhos de TV. Usuário deve fornecer à empresa o tamanho do aparelho, escolher a moldura e também a imagem que deve ser exibida. Preços, que não incluem a TV, vão de US$ 2,7 mil a US$ 10 mil. A jaqueta, por sua vez, tem um sistema de aquecimento (Foto: Juliana Carpanez / G1)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Como curar a ressaca de Ano Novo

Agora chegou a pior parte: curar a maldita ressaca. Para isso, é preciso programar uma desintoxicação. Durante a bebedeira, o aparelho digestivo teve muito trabalho extra. O estômago precisou fabricar mais suco gástrico; o fígado mais bile, além de ter que neutralizar as toxinas presentes pelo álcool. O intestino necessitou produzir mais suco entérico e ainda ficou com o trânsito mais lento.

Antes de começar a desintoxicação, vá até uma feirinha mais próxima. É lá que você encontrará os remédios naturais: verduras, frutas e legumes. Além de mais fácil digestão, os vegetais vão prover o organismo de vitaminas que auxiliarão no funcionamento dos rins e do fígado, os principais órgãos responsáveis pela desintoxicação. Inclua, também, muito líquido: água de coco (contém potássio) e sucos de frutas frescas.

A água é importante nesse processo. Ela repõe os líquidos perdidos e auxilia na remoção das toxinas acumuladas. As fibras solúveis, como o farelo de aveia ou trigo, arroz integral ou pão integral.

Evite carne vermelha (para não sobrecarregar fígado), queijos, molhos e frituras. Elimine ainda os alimentos industrializados, embutidos e enlatados, como salsichas, presunto, biscoitos, entre outros.

Suco anti-ressaca

Maçã: 1 unidade média descascada
Cenoura: ½ unidade descascada
Aipo (ou salsão): 1 talo pequeno
Laranja : suco de 1 unidade
Preparo: pique a maçã, a cenoura e o aipo e bata no liquidificador com o suco de laranja ou a água de coco. Beba em seguida. Use de 2 a 3 copos neste dia.

Fonte: nutricionista Maribel Melos

Dicas:


Veja também:

domingo, 9 de dezembro de 2007

Sete pecados financeiros para abandonar em 2008

Pecado nº 1: Não colocar os gastos no papel

Essa é a primeira recomendação de nove entre dez consultores financeiros: se você não anota o quanto gasta, não tem como saber exatamente para onde está indo seu dinheiro. Comece do jeito que achar mais fácil: separe um caderno e escreva tudo o que gastar diariamente. Se preferir, organize tudo numa planilha no computador. O importante é não deixar passar nenhuma compra sem registro. Depois, será mais fácil analisar onde é possível cortar gastos e definir prioridades.

Pecado nº 2: Não conferir o extrato bancário

Entregar todo o dinheiro nas mãos do banco e nem acompanhar o que anda acontecendo com ele não é atitude de quem dá valor ao que ganha. Para o professor e consultor financeiro Rafael Paschoarelli, entender exatamente quais são as tarifas que o banco desconta da sua conta é fundamental. "Confira. Se não entender a cobrança, questione. Se não ficar satisfeito, ligue no Banco Central ou no Procon", diz.

Pecado nº 3: Não fazer planos com antecedência

Para o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, um passo importante para evitar gastos desnecessários é planejar e sonhar com as realizações financeiras muito antes de acontecerem. "É importante conversar sobre os sonhos a dois, em família, e fazer metas e contas a longo prazo", diz. A recomendação serve para viagens, por exemplo. Roteiros de última hora em geral elevam as despesas com hospedagem e passagens. Olhe o calendário já em janeiro e analise as possíveis datas para viajar em 2008. A prática evita também as compras por impulso de coisas que não seriam prioridade. "Se você perder entre cinco e dez minutos por semana planejando seus gastos, já vai sentir mudanças", diz o consultor da IGF, Alexandre Lignos.

Pecado nº 4: Não reservar dinheiro para as contas anuais

IPTU, IPVA, material escolar, seguro do carro: não deixe as despesas cobradas fielmente todos os anos pegarem você de surpresa e deixarem um rombo nas suas contas. "Não vá empurrando para depois ver como que faz", diz o consultor Alexandre Lignos, da IGF. Já que são inevitáveis, vale deixar reservado um dinheiro para essas despesas: dá para conseguir descontos no pagamento à vista e, com o dinheiro na mão, negociar preços melhores.

Pecado nº 5: Não dar valor às moedinhas

"Posso devolver R$ 0,10 em balinhas"? Da próxima vez que você escutar essa pergunta em um supermercado ou qualquer boa casa do ramo, seja enfático: diga não. Para o consultor Rafael Paschoarelli, valorizar seus centavos pode garantir alguns reais a mais para as pequenas despesas. Se tiver dúvidas, faça um teste: em vez de deixá-las espalhadas por aí, junte todas as moedinhas que receber de troco em um cofrinho e veja o quanto terá até dezembro do ano que vem.

Pecado nº 6 : Comprar sem pechinchar

Faça uma meta para 2008: a de nunca mais comprar nada pelo preço anunciado. Depois de pesquisar o melhor preço para o produto que você deseja, negocie com o vendedor e bata o pé: ou compre por menos, ou não compre. "As lojas esperam que você peça um desconto, está embutido no preço. Claro que isso não vale para um saco de feijão, mas pechinchar faz toda a diferença", diz o professor Rafael Paschoarelli.

Pecado nº 7: Fazer mau uso do cartão de crédito

Usado de maneira inteligente, o cartão de crédito pode ser um aliado; o problema é quando os gastos saem do controle. A facilidade para fazer compras com o cartão acabam levando à armadilha de dividir tudo em parcelas e comprometer grande parte da renda por meses. "Parcele somente o inevitável: se sua geladeira quebrou e você precisa de outra rápido, talvez. Agora, para uma TV de plasma, é bem melhor juntar o dinheiro", diz o professor Rafael Paschoarelli.

Fonte: G1

Papai Noel diz ter sido demitido por dizer "ho ho ho"

Um Papai Noel em uma loja de departamentos na Austrália disse nesta quarta-feira que foi demitido por ter dito "ho ho ho" e cantado canções de Natal a crianças.

A companhia de emprego Westaff, que supre lojas com velhinhos de barba branca e roupa vermelha, orientou seus papais noéis a dizer "ha ha ha", porque a palavra "ho", que é uma gíria americana para prostituta, poderia ofender as mulheres.

No último incidente, o jornal Cairns Post afirmou que John Oakes, 70 anos, foi despedido na segunda-feira por falar "ho ho ho" e cantar a música natalina Jingle Bells .

"Eles estão tentando matar o espírito de Natal", afirmou Oakes, um humorista aposentado que foi Papai Noel por três anos.

O porta-voz da Westaff, Bert Jansz, declarou ao jornal que o empregado foi demitido por sua atitude, não por seu "ho ho ho". Segundo Jansz, os Papais Noéis da empresa não foram proibidos de usar a típica risada natalina.

Fonte: Terra

Artigo de sex shop quase deixa britânico amputado

Bombeiros foram chamados para um socorro inusitado, em Manchester, no Reino Unido: retirar uma argola de metal do pênis de um homem, segundo o jornal Metro.

O homem, que não teve o nome divulgado, foi levado para o Hospital Royal Wigan, na Grande Manchester, onde os médicos temeram ter que amputar o pênis da vítima em função do corte de irrigação sangüínea.

Diante da dificuldade dos médicos em solucionar o problema, os bombeiros foram chamados ao hospital. Com a ajuda de um pequeno amolador, eles removeram a argola.

O homem, que tem cerca de 40 anos, recebeu anestesia para que fosse feita a remoção. Além disso, uma fina folha metálica foi colocada em torno de seu pênis para protegê-lo durante a operação, que levou cerca de 20 minutos.

Fonte: Terra