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sábado, 5 de dezembro de 2009

Mitos e verdades sobre o Google Earth

Você sabia que o Google recebe mais de 10 mil sugestões por hora de usuários para correção dos mapas online? É isso mesmo: são mais de um milhão de indicações dos internautas a cada quatro dias com correções em nomes e direções de ruas.

Com 500 milhões de usuários em todo o mundo, o Google aproveita sua experiência com o mapeamento colaborativo e o acesso simultâneo a dados para oferecer ferramentas corporativas do Google Earth e Maps.

Porém, ainda há muitas dúvidas sobre o Google Earth. As imagens são em tempo real? Quando o Google atualiza os mapas? É possível usar tudo de graça? As versões corporativas têm mapas mais recentes?

O principal mito recai sobre as imagens "online". Séries televisivas como "24 Horas" e filmes como "Inimigo de Estado", que mostram agências governamentais usando satélites para filmar o que está acontecendo, não passam de ficção. As imagens do Google Maps e Earth são obtidas por satélites e aviões com câmeras digitais, geralmente de propriedade privada. Após a aquisição dessas fotos, o Google faz parcerias com as companhias para disponibilizar os dados.

Outra dúvida é sobre a atualização das imagens, já que o Google não disponibiliza uma previsão de quais áreas terão melhores dados. Só é possível saber que uma cidade ou área rural tem dados novos após a publicação das imagens de satélites ou fotos aéreas. Já os dados vetoriais, como ruas e limites de bairros, são obtidos por meio de parcerias com empresas que produzem mapas.

Outro mito das ferramentas de mapas é que tudo está lá de graça. A versão free realmente está disponível para qualquer usuário fazer o que bem entender do software. Pode-se até mesmo usar a versão grátis para publicar informações e disponibilizá-las para outros internautas. Porém, caso um aplicativo precise de login e senha para ser acessado - por assinantes de um serviço, por exemplo - aí é necessário obter uma licença profissional do Google Earth ou Google Maps.

Com a introdução de ferramentas corporativas no mercado, existem dúvidas sobre a atualização e disponibilização dos dados. As opções para empresas têm alguns diferenciais, como a possibilidade de imprimir imagens com melhor qualidade ou de obter suporte técnico, porém a base de dados com mapas e imagens de satélites é exatamente a mesma da versão free. O que muda é a inclusão de ferramentas de medição de área e importação de arquivos de geoprocessamento.

Há algum tempo, a criação de modelos em 3D e sua inclusão em imagens de satélite eram temas de trabalhos acadêmicos, mas agora qualquer criança faz o mesmo usando o Google Earth. Da mesma forma que o PC democratizou a computação, o Google popularizou o geoprocessamento.

Fonte: Eduardo Freitas (Revista InfoGEO)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Saiba como armazenar e gerenciar seus contatos on-line

Por Fernando Panissi*

Foi-se o tempo em que a agenda de papel era usada para guardar todos os contatos. Hoje em dia, as pessoas mantêm telefones, endereços e e-mails de todos os seus contatos guardados nos mais diferentes dispositivos e ambientes virtuais. Se por um lado isso facilita o acesso às informações, por outro cria problemas na hora de organizar e sincronizar os dados.

O objetivo da coluna de hoje é minimizar essas dificuldades e ajudar você na tarefa de saber como manter e gerenciar seus contatos on-line. Vou mostrar as opções de armazenamento, suas vantagens, desvantagens e formatos usados na hora de exportar contatos.

Catálogo de endereços do Windows

Vantagens:

Está disponível em todos os computadores, é simples de usar e o arquivo gerado pode ser importado e exportado para diversos dispositivos e programas.

Desvantagens:

Não permite que o usuário deixe os contatos disponíveis na internet.

Catálogo de endereços do Windows importa e exporta facilmente os dados para diferentes dispositivos.

O que é:

O catálogo de endereços do Windows é uma ferramenta simples e pontual para gerenciar contatos. Por aceitar arquivos CSV (arquivos de texto, cujos dados são separados por ponto e vírgula), consegue importar e exportar facilmente as informações para os mais diversos dispositivos.

Essa ferramenta pode ser usada como repositório de contatos para troca de dados entre dispositivos móveis. Muitos celulares, smartphones e PDAs que possuem softwares específicos para PC permitem tal tarefa, usando um recurso de exportação em formato CSV e também vCard.

Um exemplo prático. Você tem um celular de uma marca e compra um novo de outro marca, não quer ter o trabalho de recadastrar todos seus contatos. Através de um software específico do celular (geralmente disponível no site do fabricante) é possível exportar os dados para o PC, e a grande maioria deste softwares suporta CSV e vCard. O arquivo gerado pode ser importado para o Catálogo do Windows, através da ferramenta presente no menu arquivo -> importar.

Depois é possível, através de outro software, este compatível com seu novo celular, enviar os dados do Catálogo de endereços, diretamente para a memória do aparelho.

O fato de os dados não estarem disponíveis na internet é um ponto negativo fortíssimo. Mas para amenizar o problema existem soluções on-line muito interessantes, como uma ferramenta do Google que detalho mais abaixo.

Dados vão desde nome, endereço e telefone até nomes de cônjuges e filhos

Como funciona:

Para abrir o catálogo de endereços clique em Iniciar, Executar (tecla de atalho Windows+R), escreva "wab.exe" e clique em OK. Esse comando serve para o Windows XP e Vista.

Com esse programa você pode cadastrar dados detalhados de seus contatos: eles vão desde nome, endereço e telefone até nomes de cônjuges e filhos. A interface é muito simples e lista os contatos com opções de ordenação nos títulos, como no Windows Explorer, que permite ordenar os contatos por nome, endereço de e-mail e telefones.

O uso é bastante simples. No topo da lista de contato, basta clicar sobre os itens, que o sistema irá ordená-los por aquele quesito, clicando novamente sobre o mesmo item, o sistema irá providenciar a ordem inversa (de a até z e de z até a), O campo de busca é eficiente: à medida que vamos digitando um nome, automaticamente os contatos são filtrados na lista. Também é possível criar grupos de contatos, ajudando a organizar melhor as informações.

Contatos do Gmail

Vantagens:

Está disponível on-line, direto do Gmail.

Desvantagens:

Não é possível ver seus contatos quando você não está conectado à internet.

Gmail permite armazenar todas as informações relevantes para manter seus contatos organizados.

O que é:

O catálogo de contatos do Gmail não é tão completo quanto o catálogo do Windows. Porém, ele permite armazenar todas as informações relevantes para manter seus contatos organizados, como a criação de grupos.

A busca também tem funcionamento simples e direto. Escreva parte do nome do contato e uma lista de respostas será preenchida, com a vantagem de apresentar resultado por sugestão. Isso funciona da seguinte forma: o Gmail identifica automaticamente contatos com os quais nos comunicamos, mas que não cadastramos em nossa lista, e apresenta essas informações como sugestão no resultado de busca. A ferramenta é ideal para localizar aquele contato que nunca nos preocupamos em cadastrar.

O Gmail permite, através de dois links na parte superior da ferramenta de contatos, importar e exportar dados nos formatos CVS (para importar para outra conta do Google), CSV do Outlook (para importar para o Outlook ou outros aplicativos) e vCard (para importar para o catálogo de endereços do Windows ou outros aplicativos).

Dispositivos Móveis (PDAs, smartphones, celulares)

Vantagens:

Estão conosco em todos os lugares, têm agendas bem completas.

Desvantagens:

Em caso de acidente, você pode perder todos os dados, se não tiver cópias de segurança. Existem aparelhos que não permitem a extração dos dados de uma forma trivial

Muitos dispositivos móveis dão aos usuários a possibilidade de importar e exportar dados de contatos para o PC. Com isso, permitem cópias de segurança e o compartilhamento dos contatos com outros dispositivos móveis – esses portáteis viabilizam o acesso às informações quando o usuário está longe do computador.

O primeiro passo para fazer essa sincronia de dados entre computador e equipamento portátil é conectar o dispositivo ao PC. Isso é feito através de um cabo de dados, Bluetooth, infravermelho ou rede Wi-Fi: a forma de conexão vai depender do seu aparelho. A maioria dos dispositivos modernos, mesmo os mais simples, são compatíveis com cabo de dados USB. O problema é que nem sempre eles acompanham o aparelho e, às vezes, precisam ser adquiridos a parte.

No site do fabricante de um dispositivo móvel que armazena contatos, você certamente encontrará um aplicativo que permite a interação com o aparelho. O funcionamento e oferta de ferramentas variam de produto para produto: vale a pena destrinchar o manual para descobrir as funcionalidades de seu dispositivo portátil.

Compatibilidade de arquivos

A grande questão na hora de organizar os arquivos é a compatibilidade para trocar os contatos entre os mais variados tipos de aplicativos. Usar programas que exportam e importam no formato CSV apresenta uma grande vantagem, pois eles podem ser editados no Excel, possibilitando a reorganização dos dados para ajustar alguma incompatibilidade com softwares proprietários dos dispositivos móveis.

Por exemplo, ao abrir o arquivo CSV, é possível ver cada um dos campos da agenda, assim, caso o programa de contatos esteja invertendo o campo nome pelo sobrenome, é possível, alterando a primeira linha da planilha, ajustar isso e realizar a importação sem transtorno.

Outro formato aceito pela maioria dos programas, e que não sofre os problemas de compatibilidade do CSV, é o vCard (cartão de visitas virtual). Ele é padronizado e, por isso, pode ser usado nos mais diversos tipos de dispositivos. Softwares como o Nokia PC Suite e o Palm Desktop contam com esse recurso.

Atualização automática de contatos

Tudo que indiquei acima não resolve outra questão primordial, que é a de atualização. Como saber automaticamente quando um contato mudou de e-mail? Ou como avisar a todos que seu número de telefone mudou? Alguns sites se propõem a resolver essa situação e vou citar dois deles.

Plaxo (www.plaxo.com)

Quando um contato do Plaxo altera dados, você recebe essa atualização automaticamente

Trata-se de uma rede social de contatos, com uma eficiente ferramenta de controle que pode ser sincronizada com programas como o Outlook. Quando um contato seu, cadastrado no mesmo site, altera algum dado, é enviada uma notificação e os dados são atualizados de forma automática.

O Plaxo também sincroniza com sistemas on-line, como os contatos do Gmail, Hotmail e Yahoo!Mail, entre outros. Uma limitação do Plaxo é não permitir a transferência de todos os contatos em formato vCard.

UNYK (www.unyk.com)

Visualmente pobre, porém com a vantagem de ser em português, o Unyk permite gerenciar os dados dos contatos e receber as atualizações realizadas pelos usuários cadastrados. Tem também uma ferramenta simples de sincronismo com o Outlook e permite importar dados de sistemas como Orkut, Gmail e Yahoo!Mail, entre outros.

Como limitadores, ele não trabalha com arquivos vCard nem importa contatos em formato CSV - apesar disso, tem uma ferramenta que exporta listas neste último formato.

*Fernando Panissi é especialista em tecnologia e internet, formado em Sistemas de Informação com extensão em gestão. É professor universitário e ministra cursos de extensão em desenvolvimento de sistemas.

Fonte: G1 Tecnologia - Imagens: Reprodução

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Dica: coloque suas apresentações de PowerPoint em um DVD

Testei o PPT2DVD, que você pode pegar no Baixatudo.

Este programa é super simples e funcional. A versão de demonstração funciona por 30 dias e coloca uma marca d’água na apresentação, contudo é ótima para avaliar a funcionalidade do programa e tomar a decisão da compra, caso necessite da versão completa do programa.

img02_ppt2dvd_031008.gif

A animação acima mostra todos os passos para criação do DVD. É simples:

Ao entrar no programa, duas ações são possíveis: exportar o conteúdo de um PPT para um DVD (formato normal ou de alta definição) ou exportar para um arquivo de vídeo (sendo WMV, AVI MPEG2 ou MPEG1). Selecionei para este exemplo a opção DVD, já que faz parte da dúvida.

Após selecionar a opção de DVD, clique no botão “next” na tela seguinte. Você deve selecionar o arquivo do PowerPoint, clicando no botão “browse” e localizando-o em seu PC. Ao clicar em “next”, a janela seguinte tem duas ações muito importantes: a primeira é poder incluir mais de um PPT (clicando novamente no botão “browse”), e definir como será a interação com a apresentação no DVD pois existem duas opções que podem ser marcadas: play the slides automatically (exibir os slides automaticamente ) e play the slides manually (exibir os slides manualmente). Na primeira o DVD mostrará os slides direto, sem a qualquer, como se fosse realmente um vídeo; na segunda, serão inseridos botões de avançar e voltar, e você poderá controlar o fluxo pelo controle remoto do DVD. Ambas as opções podem ser marcadas: neste caso, o programa irá criar um menu no DVD para que você escolha na hora da exibição qual modo quer.

O passo seguinte se refere à qualidade do vídeo a ser gravado. As configurações apresentadas são genéricas e atendem ao propósito de exibição em TV. Se quiser, pode usar o modo widescreen, alterando a variável aspect ratio.

Avançando, temos a visão dos menus que serão criados no DVD. Clicando sobre a imagem de cada item do menu, é possível personalizar a visualização de cada tela do DVD, reposicionando os botões, mudando imagem de fundo, etc. É uma questão de mexer para enxergar todas as funcionalidades. Se não quiser personalizar nada, basta clicar em “next”.

A seqüência é uma tela de pré-visualização do vídeo, que são apenas os 3 primeiros slides. Recomendo já clicar em “next” para o próximo passo, que é a finalização do trabalho. O que é importante destacar é o fato de você poder jogar direto em um DVD, marcando a opção burn a disc. O resultado final, com esta opção marcada, já será o DVD gravado, bastando colocar uma mídia virgem na unidade de gravação.

Pronto, sua apresentação estará em DVD. Simples, não?

Fonte: Fernando Panissi (G1)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Orkut libera pacotão de ferramentas para o Brasil nesta quinta

Até dia 14, todos os usuários brasileiros devem ter acesso aos aplicativos.

Chamados de widgets, eles acrescentam inúmeras funções às redes sociais.


Aplicativos serão exibidos no menu à esquerda

O Google vai iniciar, nesta quinta-feira (10), a oferta no Brasil de aplicativos que acrescentam diversas funções ao Orkut, rede social com cerca de 30 milhões de usuários no país. A disponibilidade será feita de forma gradual entre os internautas e, segundo o Google, deve ser concluída para todos os brasileiros cadastrados no site até o dia 14.

Em sua estréia, o diretório de aplicativos terá apenas 20 ferramentas em português. Mas os internautas do Orkut também poderão acessar os chamados widgets disponíveis em outras línguas, que somam cerca de 300. Os widgets foram popularizados pelo Facebook e criam inúmeras funções a sites de relacionamento: permitem mostrar quais seus filmes favoritos, quais livros já leu, as línguas que fala, os países para onde já viajou e os games que joga, por exemplo.

Entre as ofertas específicas para brasileiros no Orkut, há opções de entretenimento (“OYO Cinema&TV”, “Vou, Não Vou”, “Classificar meus amigos”, “Meu mapa do Brasil”), esportes (“GloboEsporte.com”, “Torcida”, “Soccer Bets”, “Joga TV”, “Futebol Social Clube”), game (“Crazy Story Game”, “Strategy Game – Civilization”), música (“Minha Música”, “Sonora”, “Jukebox”, “iLike”, “Ciberserenatas”), notícias (“OrkuTimes”) e religião (“Bible Verses”).

Em alguns meses, a empresa espera que as ofertas em português cheguem a centenas. “A disponibilização de conteúdo será mais restrita no começo, pois queremos que o primeiro contato do usuário com essa novidade seja realmente impressionante”, afirmou Eduardo Thuler, gerente de produto para o Orkut.

A partir de quinta-feira, os usuários começarão a encontrar os aplicativos do lado esquerdo de seu perfil, onde hoje aparece um menu com recados, fotos, listas e mensagens, entre outras opções. Ao clicar em aplicativos (ou “apps”), o internauta será direcionado a uma página com diversas dessas ferramentas, exibidas inclusive em rankings (mais populares e mais recentes). Quando opta por se juntar a um desses aplicativos, o usuário pode ou não notificar seus amigos sobre essa ação.

Apenas três dessas ferramentas serão exibidas com destaque no perfil do internauta, na área inferior, onde atualmente é possível ver as fotos e vídeos recentemente adicionados. O próprio usuário escolhe quais opções ficarão em destaque. Os demais widgets serão listados nesse menu à esquerda, evitando assim que a página fique muito poluída, como acontece com o Facebook.

Desenvolvedores

Criadas por desenvolvedores, os aplicativos precisam ser oferecidos ao Google aqui e, antes de serem disponibilizadas no Orkut, elas passam por testes que verificam sua segurança, velocidade de carregamento e facilidade de uso. Essas ferramentas devem seguir um padrão chamado de OpenSocial, promovido pelo Google para facilitar a criação de widgets – MySpace, LinkedIn, hi5, Friendster, Plaxo e Ning também usam essa plataforma.

Qualquer desenvolvedor pode oferecer suas criações para serem usadas no Orkut. Caso passem pelos testes do Google e sejam aprovadas – processo que deve levar até uma semana, segundo a empresa -, os criadores podem inclusive lucrar com suas invenções. Para isso, é necessário que pensem em alguma forma de ganhar dinheiro, como exibir anúncios junto às aplicações, como fazem os blogs que usam o sistema de anúncios Adsense, por exemplo.

Nenhum anúncio deve ser disponibilizado no perfil do internauta: eles só podem aparecer quando o usuário entra na página específica daquele aplicativo. No caso de um widget não ser aprovado - por usar anúncios de forma inadequada ou criar brechas de segurança no site, entre outros casos -, o Google diz orientar os desenvolvedores sobre as modificações necessárias para a aprovação.

Fonte: G1 - Foto: Reprodução

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Internauta poderá criar novos endereços de internet a partir de 2009

Icann, entidade controladora da rede, aprovou regras flexíveis para o registro de sites.

Palavras como nomes de países poderão substituir o tradicional '.com' na web.

A agência controladora da internet aprovou nesta quinta (26) regras mais flexíveis para o registro de endereços na web. A medida, que só deve surtir efeito a partir de 2009, possibilita que milhares de novos domínios sejam registrados em alternativa ao ".com", endereço mais comum em 25 anos de controle da rede.

A medida deve mudar radicalmente a maneira de navegar na internet e tem conseqüência profundas para empresas e consumidores.

As novas extensões podem facilitar a criação de endereços mais fáceis de lembrar - já que a maioria dos nomes e marcas está registrada com a terminação ".com". Os novos nomes podem incluir localidades, como ".brasil", ou estabelecimentos comerciais, como ".banco".

A Icann (Corporação para os Nomes e Números Atribuídos na Internet) aprovou as novas normas por unanimidade em reunião em Paris (França), com a presença de 1.500 representantes de 70 países. O órgão anunciou que não vai analisar casos específicos por enquanto.

Mudanças

A Icann ainda precisa definir detalhes, como as taxas para obtenção dos novos domínios. Estima-se que o registro de cada nova extensão, que pode ser desde um nome de país até os polêmicos ".sexo" ou ".xxx", vá custar cerca de US$ 100 mil para ajudar a entidade a cobrir um custo de mais de US$ 20 milhões.

O site de leilões eBay é uma das companhias que defende um domínio próprio. Cidades como Berlim e Nova York podem se beneficiar, respectivamente, com endereços terminados em ".berlim" e ".nyc".

O conselho também aprovou a criação de domínios baseados em alfabetos como o cirílico e o chinês, contemplando o crescente número de internautas que não tem o inglês como língua nativa.

Longa negociação

A entidade controladora da internet aceitou ofertas por novos nomes em 2000 e 2004. Mas as análises levaram muito tempo e, até hoje, apenas treze propostas discutidas nessas negociações foram aprovadas.

Em outra ação, a Icann aprovou as recomendações de um modelo de "aluguel" de domínio, que permite o uso de endereços por um período de testes de até cinco dias. Dessa forma, uma empresa poderá testar se determinado endereço chama ou não a atenção dos internautas.

Fontes: G1 / Associated Press / France Presse

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Web vira 'fonte da discórdia' para casais de namorados

Vida 'secreta' virtual mostra que nem sempre a tecnologia ajuda no namoro.

Comunidades no Orkut culpam mundo on-line por relacionamentos complicados.


Comunidade com 25 mil membros protesta contra os 'oferecidos' do Orkut

"Vê que namora e dá em cima!", "Orkut me dá crises de ciúmes", "Internet + namoro = brigas". Com até 47 mil membros, muitos deles dispostos a abrir o coração nos fóruns, comunidades do Orkut como essas mostram que a mesma internet que reúne casais apaixonados também pode manchar o que parecia um conto de fadas.

Recados "carinhosos" pelo Orkut e novos amigos na lista do MSN são dois dos sinais que costumam alertar a maioria dos casais de que algo pode não estar indo bem.

"Uma menina da mesma sala da faculdade do meu namorado deixou um recado assim: 'oi, lindo. Só passei para te encher. Beijão'". Que raiva!", desabafa uma garota em resposta à pergunta "Qual foi a pior coisa que você viu no Orkut do seu namorado?".

O relato está na comunidade "Vê que namora e dá em cima!", com mais de 25 mil membros na rede social mais popular no Brasil.

Vida secreta

Em alguns casos, porém, as pistas não aparecem e ajudam a esconder vidas "secretas" administradas em sites e redes sociais. Foi assim com Melissa (nome fictício), que terminou um namoro de 7 meses quando resolveu conferir o histórico de internet de seu namorado, há cerca de dois anos.

"Ele estava dormindo e eu precisava fazer um trabalho no computador. Acabei o trabalho e fiquei de bobeira. Como estava cansada de ele sempre mexer no meu computador, eu cliquei no histórico da internet e achei umas 20 entradas em sites de sexo e vídeos baixados".

Melissa conta que outros sites arquivados mostravam fotos ampliadas de meninas no Orkut, em poses sensuais. "Fiquei revoltada. Lembrei de cada vez que troquei de roupa por causa dele", conta, ao dizer que o namorado censurava as roupas que ela usava e se incomodava se alguém a olhava na rua.

"Disse que nunca tinha nem pensando em mexer nas coisas dele, mas me senti no direito, já que minha vida era invadida todos os dias". Ela diz que o ex-namorado vasculhava os arquivos do computador dela e chegou até a exigir que ela deletasse e-mails de um namoro anterior. "Era um terreno que ele não dominava na minha vida e isso era um problema".

Quando perguntada se a tecnologia ajuda ou atrapalha os relacionamentos, Melissa diz que depende de cada caso. "Eu sempre lidei como uma coisa do dia-a-dia. Acho que quando a relação tem um problema, a internet atrapalha. Ou ajuda, como foi o meu caso".

Do ICQ ao MSN

Bruno Muxfeldt Rocha, de 21 anos, namora Marina desde 2003, quando se conheceram na praia e usavam o comunicador ICQ para conversar.

Ele é dono da comunidade "O Orkut atrapalha meu namoro" e conta que as relações virtuais já renderam brigas por Orkut e MSN, mantendo o casal separado por algum tempo.

"No começo, eu tinha pisado na bola, e ela disse que eu só poderia ter um número 'x' de meninas no meu Orkut, e que esse número não poderia ser maior do que o número de homens da lista de amigos", explica.

Bruno conta que, hoje, o casal amadureceu e superou conflitos do mundo virtual. A "contabilidade" do número de amigos e amigas, por exemplo, não é mais regra. "Acho que não temos mais paciência de ficar vigiando o Orkut um do outro. Mas eu ainda não teria coragem de adicionar uma ex-namorada por que sei que isso seria motivo pra mais uma briga”, explica.

Ciúme de você

Com 47 mil membros, a comunidade "O Orkut me dá crise de ciúmes" costuma ser ponto de encontro para quem decide compartilhar suas angústias.

"Não acompanho de muito perto os membros, mas acho muito engraçado quando eles deixam mensagens pedindo para denunciar o perfil de um ex", diz Daianne Moraes, de 23 anos, moderadora da comunidade.

Ela conta que também já enfrentou situações em que a tecnologia atrapalhou o namoro.

"Brigas sérias, nunca tive. Mas há um tempo rolava muito estresse por causa das mensagens carinhosas das amigas e ex-casos dele. Ele nunca deu motivo, mas o fato de elas escreverem já era suficiente pra eu ficar insegura", conta.

Ela namora há 4 anos, e diz que hoje superou a maior parte dos problemas. Ela e o namorado não têm ex-namorados na lista de amigos. "Essa situação não foi imposta claramente, mas foi acontecendo, deletamos ao poucos as pessoas com quem já tivemos algum tipo de relacionamento.”

Para Daianne, o mundo virtual pode facilitar os relacionamentos se a pessoa for segura. "Mas se a pessoa não estiver emocionalmente bem, prejudica muito", completa.

Fonte: G1 - Foto: Reprodução

domingo, 1 de junho de 2008

Site faz pornografia para unir árabes e judeus em Israel

Filmes reúnem homens e mulheres de etnias e religiões diferentes.

Em entrevista, criador do serviço diz que nicho ainda não havia sido explorado.


'Make love, not war': slogan 'hippie' volta em filme pornô entre árabes e judeus

O caminho para a paz no Oriente Médio, pelo menos segundo os criadores do site de entretenimento adulto Parpar1, é o sexo. Revivendo o slogan 'faça amor, e não guerra', a página reúne filmes pornográficos com mulheres e homens judeus ou árabes israelenses.

Fundado por dois profissionais da área de tecnologia de informação de Tel Aviv, a página contém vídeos - a maioria com elenco formado por amadores - com títulos curiosos como "a filha do rabino", "orgia em Jerusalém" e "lésbicas kosher".

Em entrevista ao jornal 'Forward', Avi Levy, um dos criadores do site, afirma que o serviço foi criado apenas de olho nos lucros. "Eu não sou político. Estou aqui para ganhar dinheiro", diz Levy. "Mas, é claro, eu não acho que um árabe é um ser inferior a um judeu."

A postura "politizada", no entanto, é um dos grandes responsáveis pelo sucesso inicial do site. "Era um nicho ainda inexplorado na pornografia: sexo explícito entre árabes e judeus", conta Levy.

Fonte: G1 - Foto: Reprodução

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Flickr, Apple e blog ‘dedo-duro’ vencem o Oscar da internet

Prêmio está em sua 12ª edição e divide sites vencedores em cerca de 70 categorias.

Cada seção tem duas escolhas: a da academia e a dos internautas.


O Webby Awards, prêmio considerado o Oscar da internet, apresentou nesta semana os sites vencedores de sua 12ª edição anual. Entre os destaques dessa edição estão o site de fotos Flickr, a rede social Flock, a página da Apple, o endereço de fãs de game Kongregate e o blog Post Secret, que revela segredos dos internautas.

Os ganhadores são divididos em cerca de 70 categorias: "ativismo", "arte", "beleza", "melhores práticas", "melhor uso de vídeo", "blog cultural", "celebridade", "comunidade", "eletrônicos de consumo", "games", "humor", "filmes e redes sociais", entre outros. O Webby Awards mostra sempre dois resultados: aquele escolhido por membros da Academy of Digital Arts and Sciences e a seleção dos internautas.

O Flickr aparece como vencedor da categoria "melhores práticas" pela academia, da qual também participavam Digg, Facebook, NYTimes.com e Yelp. Na escolha dos internautas, o Digg – indicador do que os outros internautas estão vendo na web - levou o prêmio. O Flickr, página do Yahoo para os usuários exibirem suas fotos e agora vídeos, também teve vitória unânime na seção "comunidade".

Flickr venceu diversos prêmios no Oscar da internet

Já em “redes sociais”, a academia deu o prêmio para o Flock, navegador com recursos que integram sites como Youtube, Facebook, Flickr, Del.icio.us e Twitter (clique aqui para entender como funciona). Os internautas discordaram e elegeram o Facebook o melhor nessa competição que também considerava o Bebo, ChangeEverything.ca e Ning. A página da Apple foi unânime em “melhor uso de vídeo ou imagem animada” e também levou pelos internautas em “melhor navegação/estrutura” – na opinião da academia, o site TED.com é o melhor dessa categoria. Para os dois júris, o Kongregate é o melhor site de games e o The Escapist, o vencedor entre assuntos “relacionados a games”. Os blogs são divididos nas diversas seções “negócios”, “política” e “cultura/pessoal”. O vencedor dessa última divisão, tanto para a academia quanto para os internautas, foi o Post Secret, que divulga segredos de milhares de pessoas. Pela fato de essas revelações serem enviadas pelos próprios donos dos segredos em cartões postais, criando um bonito efeito, a página também ganhou por unanimidade em “Netart” (arte na internet).

Vencedor, Post Secret revela segredos escritos em cartão postal. Internauta quer que Hillary perca, para ela ter a chance de ser a primeira presidente mulher dos EUA

Confira aqui os resultados

Fonte: G1 - Foto: Reprodução

sábado, 3 de maio de 2008

O que é: Spam

Mensagem eletrônica de conteúdo publicitário enviada por empresas sem a autorização do destinatário. A estratégia começou a ser explorada em e-mails e já se adaptou a novos formatos como mensagens instantâneas e comentários em blogs.

A fórmula foi adaptada para espalhar pragas virtuais pela internet, tentando enganar os internautas com mensagens de caráter apelativo, geralmente sobre temas como sexo, dinheiro e produtos imperdíveis.

Fonte: G1

Spam 'celebra' 30 anos e já domina 90% dos e-mails da internet

Primeira propaganda eletrônica foi enviada para 393 usuários da antiga Arpanet.

Atualmente, e-mail não é único meio dos spammers, que atacam por redes sociais.

Emagreça. Aumente sua capacidade sexual. Clique aqui para ganhar milhões de dólares, ou para conhecer a mulher de seus sonhos. Fique rico sem fazer nada. É só abrir sua caixa de e-mail para encontrar promessas como essas, que praticamente todos os internautas reconhecem como fantasiosas. Essa prática não é nova: o lixo virtual via correio eletrônico, batizado de 'spam', completa, neste sábado (3), 30 anos.

O primeiro spam foi enviado em 3 de maio de 1978 por Gary Thuerk, funcionário da empresa Digital Equipment Corporation (DEC). A mensagem para 393 usuários da Arpanet, rede de computadores gerida pelo governo americano e que, eventualmente, se transformou na internet.

A DEC, uma das pioneiras na produção e venda de computadores, não existe mais. O convite para evento de lançamento de novos produtos da empresa, no entanto, foi preservado.

A estratégia de Thuerk também não desapareceu. Pelo contrário: hoje em dia, cerca de 120 bilhões de spams são enviados diariamente. Segundo estudos, até 90% dos e-mails são de propagandas enviadas em massa.

A reação à mensagem enviada em 1978 também mostra o início de uma guerra contra o spam. Revoltados, usuários da Arpanet inundaram a caixa de entrada de Thuerk com reclamações e pedidos de retratação.

Atualmente, apesar de sistemas de filtro nas caixas de e-mail conseguirem reduzir a exposição do usuário ao lixo eletrônico, a batalha dificilmente terá fim. Nos últimos anos, os spammers desenvolveram novas técnicas para chegar ao usuário sem usar e-mail. Redes sociais como Orkut, Facebook e MySpace, além de serviços como o Twitter, são os novos meios.

A consultoria americana Ferris Research calcula que, em 2008, serão gastos US$ 140 bilhões no combate às mensagens indesejadas.

A mensagem 'pioneira':

Mail-from: DEC-MARLBORO rcvd at 3-May-78 0955-PDT
Date: 1 May 1978 1233-EDT
From: THUERK at DEC-MARLBORO
Subject: ADRIAN@SRI-KL

DIGITAL WILL BE GIVING A PRODUCT PRESENTATION OF THE NEWEST MEMBERS OF THE DECSYSTEM-20 FAMILY; THE DECSYSTEM-2020, 2020T, 2060, AND 2060T. THE DECSYSTEM-20 FAMILY OF COMPUTERS HAS EVOLVED FROM THE TENEX OPERATING SYSTEM AND THE DECSYSTEM-10 COMPUTER ARCHITECTURE. BOTH THE DECSYSTEM-2060T AND 2020T OFFER FULL ARPANET SUPPORT UNDER THE TOPS-20 OPERATING SYSTEM.

THE DECSYSTEM-2060 IS AN UPWARD EXTENSION OF THE CURRENT DECSYSTEM 2040 AND 2050 FAMILY. THE DECSYSTEM-2020 IS A NEW LOW END MEMBER OF THE DECSYSTEM-20 FAMILY AND FULLY SOFTWARE COMPATIBLE WITH ALL OF THE OTHER DECSYSTEM-20 MODELS.

WE INVITE YOU TO COME SEE THE 2020 AND HEAR ABOUT THE DECSYSTEM-20 FAMILY AT THE TWO PRODUCT PRESENTATIONS WE WILL BE GIVING IN CALIFORNIA THIS MONTH. THE LOCATIONS WILL BE:

TUESDAY, MAY 9, 1978 - 2 PM
HYATT HOUSE (NEAR THE L.A. AIRPORT)
LOS ANGELES, CA

THURSDAY, MAY 11, 1978 - 2 PM
DUNFEY'S ROYAL COACH
SAN MATEO, CA
(4 MILES SOUTH OF S.F. AIRPORT AT BAYSHORE, RT 101 AND RT 92)

A 2020 WILL BE THERE FOR YOU TO VIEW. ALSO TERMINALS ON-LINE TO OTHER DECSYSTEM-20 SYSTEMS THROUGH THE ARPANET. IF YOU ARE UNABLE TO ATTEND, PLEASE FEEL FREE TO CONTACT THE NEAREST DEC OFFICE FOR MORE INFORMATION ABOUT THE EXCITING DECSYSTEM-20 FAMILY.

Fonte: G1

sábado, 19 de abril de 2008

do_mal.com

Receitas de bomba, blogs anoréxicos, fóruns racistas, manuais suicidas. Mergulhamos no lado sombrio da internet para entender por que esse conteúdo se dissemina e como as comunidades “do mal” são combatidas

Nas últimas semanas, fui uma jovem deprimida à beira do suicídio. Também fui um pedófilo buscando pornografia infantil, uma menina ingênua assediada por homens mais velhos em chats e uma garota anoréxica procurando dicas para emagrecer. Não, leitor, não estou sofrendo de múltipla personalidade. Esses personagens fictícios me acompanharam durante uma investigação sobre o que acontece de pior nas redes de relacionamento da internet.

Ninguém nega que sites como Orkut, Myspace e Facebook, além de fóruns e listas de discussão, são ferramentas sensacionais de comunicação. Mas há quem use esses sites para aprender a construir bombas e violar mercadorias. Para disseminar intolerância e violência. Ou incentivar comportamentos perigosos como anorexia e suicídio. A facilidade para discutir em grupo coisas sombrias levanta uma questão: onde termina a liberdade de expressão e onde começa o crime? Além da lei, outra questão: o que fazer?

SUICÍDIO

Más companhias: Vinícius Marques (à esq.) foi incentivado por amigos virtuais a cometer suicídio. Seus desenhos (à dir.) estão no encarte de seu CD póstumo.

O caso que mais chamou atenção no Brasil para o lado negro das comunidades virtuais foi o do gaúcho Vinícius Marques, que cometeu suicídio em 2006, aos 16 anos. Conversas arquivadas no serviço Google Groups mostram que Yoñlu (personalidade virtual de Vinícius) obteve orientação e incentivo da comunidade para morrer inalando monóxido de carbono. Em Ponta Grossa (PR), o jovem Thiago Arruda se matou de forma semelhante em 2007, depois que ofensas homofóbicas no Orkut extrapolaram para a vida real. Nos EUA, Megan Meier, 13 anos, se enforcou por causa de mensagens que trocava com um certo John Evans, 16 - um personagem criado pela mãe de uma ex-amiga. Em Bridgend, no País de Gales, 17 jovens se enforcaram desde janeiro de 2007. A polícia acredita haver conexões entre eles no site Bebo, um Orkut britânico.

Para tentar entender histórias como essas, entrei em uma lista de discussão cujo tema é "tirar a própria vida". Me fazendo passar por suicida, escrevi: "Decidi me matar e quero saber qual o método menos doloroso". Em pouco tempo obtive respostas. "Procure os arquivos sobre os coquetéis (...) ou (...). São os métodos mais letais e menos dolorosos para ir embora", disse um internauta. "Uma overdose de um barbitúrico de ação rápida como o (...) ou o (...) é considerada a melhor maneira pelos grupos de eutanásia", ensina outro. "Se fizer do jeito certo, o enforcamento não é tão doloroso, além de ser barato e fácil. Só precisa uma corda", disse alguém. "Explosivos não são tão difíceis de conseguir. Uns 20 litros de diesel e um pacote de fertilizante devem produzir uma explosão suficiente para te incinerar instantaneamente. Mas, para ter certeza, dobre ou triplique a quantidade", afirma o último.

Fiquei chocada com a objetividade das respostas. Ninguém se mostrou perturbado, e apenas um dos meus interlocutores perguntou qual o motivo da minha decisão. Depois, entendi que aquelas pessoas estavam habituadas a discutir métodos de suicídio e dividir experiências traumáticas, como desemprego, fins de relacionamento, abuso sexual, vício em drogas e doenças terminais. Há inclusive quem tenta dissuadir os suicidas. "Eu imploro, não escolha uma solução tão drástica. Você tem (diferentemente de mim), toda sua vida pela frente", escreveu um participante para um garoto de 18 anos que pretendia tirar a vida. "Pode soar hipócrita para alguém que planeja se matar ainda neste mês (...) Sou a favor do direito de alguém acabar com a própria vida, apenas certifique-se de que a possibilidade de felicidade realmente não existe", aconselhou.

Me fazendo passar por suicida, escrevi: "Decidi me matar e quero saber qual o método menos doloroso". Em pouco tempo obtive várias respostas

Mas, para cada pessoa que envia mensagens como essas acima, há muitas outras dando força. O que leva a essa atitude? "Quem faz isso pode estar sendo irônico, pode não levar a sério a ameaça de morte ou até estar testando teorias", diz Luciana Ruffo, psicóloga do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo. Também podem ser suicidas potenciais que pensam estar ajudando pessoas com o mesmo problema. "Mas com certeza são pessoas que precisam de ajuda, precisam se conhecer. Não estão adaptadas ao meio em que vivem."

"Eu acredito que para o Vinícius foi absolutamente decisivo o fato de alguém cortar essa teia que o prendia à vida", disse o psicanalista Mário Corso, terapeuta do garoto, em entrevista à revista "Época". "Ele brincava com a idéia de morrer como uma saída para as crises de angústia e desespero. Mas tinha laços fortes com a vida que podiam resgatá-lo. Sem aquele último estímulo ele não teria tido coragem para se matar, como não teve das outras vezes", afirma Corso, que só tomou a atitude de se expor por acreditar que o que aconteceu com Vinícius foi criminoso. Incentivar alguém a cometer suicídio ou prestar auxílio para que o faça é crime previsto no código penal (veja quadro "Chat e Castigo").

Megan Meier, 13 anos, que se enforcou após receber ofensas de um pretendente fictício

"Pesquisas mostram que potenciais suicidas têm muito medo de sentir dor, de não escolherem o método adequado ou executá-lo mal e sobreviverem com seqüelas graves a uma tentativa malsucedida", diz David Phillips, professor de sociologia da Universidade da Califórnia e um dos maiores pesquisadores do mundo de casos de imitação em suicídios. "Acredito que ter alguém te ensinando como fazer é um fator de risco", afirma. "Além disso, experimentos de psicologia social mostram que muitas pessoas só tomam coragem para tomar atitudes que violam normas quando vêem outras fazendo o mesmo. É como se ganhassem permissão." Esse princípio da imitação vale para todos os comportamentos "desviantes", mais evidentes na internet.

Não se trata de demonizar a rede: ela apenas facilita a conexão entre as pessoas, sejam amantes de bolo de cenoura ou suicidas potenciais. "Esses sites permitem que pessoas passando pelas mesmas experiências se encontrem mais facilmente", diz Will Reader, professor de psicologia da Universidade de Sheffield Halam, no Reino Unido. "Antes da internet era mais difícil para suicidas potenciais encontrarem uns aos outros, mais difícil ainda para indivíduos desenvolverem 'culturas suicidas' nas quais uns encorajam os outros a se matarem."

TOLERÂNCIA

Ódio em banda larga: Vírus 27 é um membro dos Carecas do Subúrbio, grupo da Grande São Paulo que usa a internet para divulgar as suas idéias homofóbicas

As comunidades virtuais também são um meio rápido, eficiente e abrangente de divulgar conceitos e preconceitos. "Ocorre nesses sites o que acontece com qualquer forma de interação social, seja ela mediada por tecnologia ou não", afirma o psiquiatra Benilton Bezerra Júnior, professor da UERJ. Exemplos de intolerância de todos os tipos são fartos no Orkut, em comunidades como "Traveco é na Facada" ou "Animais eu mato é na facada". Um dos tópicos da comunidade "Foda-se vizinho de merda" discutia o que era pior, ter um vizinho crente ou fã de funk carioca. "Os funkeiros da frente, que quando ligam o som aparece tanto preto que a minha empregada até recolhe a roupa do varal, pois acha que é arrastão!", escreveu um dos membros. "Agora tem um preto safado, macaco fedorento... pedreiro!!! Presidiário... fugitivo", escreveu uma usuária sobre outro membro participante de um fórum.

Ninguém se intimida. A antropóloga Adriana Dias, por exemplo, não teve dificuldades em encontrar quase 14 mil sites com conteúdo nazista e revisionista (negadores do Holocausto), para seu mestrado na Unicamp. Geralmente, muitos participantes se dizem alemães e arianos, mas quase ninguém prova ser descendente. "Essas pessoas construíram, socialmente, uma paranóia", afirma Adriana. "Dizem que os judeus representam uma ameaça econômica, que homens negros que aparecem na televisão mexem com a libido das mulheres e que a adoção de crianças negras e o casamento inter-racial estão levando ao genocídio da raça humana." Segundo Adriana, o fator coletivo é fundamental em tanto ódio: "Eles vão discutindo entre si e vão sendo convencidos paulatinamente que os negros e judeus querem tomar seu lugar na sociedade", diz.

"O problema é, estão tratando o homossexualismo como uma coisa normal, e isso não está certo! (...) Isso está moldando nossa sociedade para um nível patético. (...) Sem falar que nosso mundo está, em parte, sendo destruído por causa do homossexualismo, pois foram os homossexuais que iniciaram a contaminar o mundo com a Aids"
Comentário publicado em um fórum do Orkut

Para a psicanalista Fani Hisgail, da PUC de São Paulo, pessoas que se comportam dessa maneira e chegam a incitar a morte de outro grupo estão à margem do código social e da ética. "Elas desejam criar conflitos, situações maléficas. São as misérias humanas", diz. Segundo Adriana Dias, elas são estimuladas pelo anonimato da rede e não têm medo de sofrer conseqüências legais. "Dizem que têm direito à liberdade de expressão." Sim, a Constituição brasileira garante esse direito. Mas proíbe o anonimato, justamente para responsabilizar quem abusa da liberdade de expressão.

Hospedeiras de comunidades virtuais como o Yahoo! e o Google (proprietário do Orkut) preferem remediar do que prevenir, atendendo a denúncias dos usuários e solicitações judiciais. Segundo o diretor de comunicação para assuntos públicos do Google no Brasil, Félix Ximenez, das 20 mil denúncias semanais, 95% são infundadas, geralmente motivadas por desafetos. Ele cita como exemplo uma denúncia contra uma comunidade sobre nazismo. "Mas era um grupo que debatia o tema, havia mais opiniões negativas em relação ao nazismo do que positivas." A comunidade foi mantida.

PEDOFILIA

Prosseguindo minhas pesquisas pelo lado sombrio da rede, entrei em uma sala de bate-papo de um grande portal brasileiro, em um grupo para usuários de 15 a 20 anos. Logo de cara se percebe que sexo é o tema predominante. Fui chamada várias vezes e comecei a conversar com um usuário que se dizia um homem de 22 anos. "Ei, gatinha, vamos pro MSN agora, curtir algo mais quente pela webcam. Que tal, você topa?", perguntou. Eu disse que tinha 12 anos, mas meu interlocutor não se intimidou. "Curte falar de sexo?", continuou. "Sou tímida", recuei. "Já fez sexo?", ele insistiu. Respondi que não e perguntei se não me achava muito nova, mas ele insiste. "Só pra gente brincar, só matar a curiosidade. Você não tem webcam mesmo? Você me mostra algumas coisinhas, eu te mostro tudinho que você tem vontade." Não há nenhum tipo de controle: crianças de qualquer idade poderiam estar participando dessa conversa.

"O abuso não é só penetração. Um olhar lascivo pode ter um efeito devastador sobre uma criança", diz a psicanalista Fani Hasgail. "A pessoa que tem esse problema deve procurar ajuda, saber recuar frente a seu objeto de desejo." A ajuda pode inclusive surgir nas próprias redes de relacionamento. Como na comunidade "Pedofilia - Ajuda ao Pedófilo" do Orkut, moderada pela auxiliar de enfermagem e psicóloga Lidia Mara ("Brisa" no mundo virtual). "Eles se ajudam a controlar seus impulsos, pois sabem os danos físicos e psíquicos que um abuso causa em uma criança. Inclusive alguns sofreram isso na infância", disse Lidia, que ressalta que, apesar de sua formação, não atua como profissional, mas como amiga. "A comunidade é criticada abertamente por pseudo-justiceiros a fim de 5 minutos de fama. Mas em que outro local pedófilos trocam informações para não abusarem de crianças sem divulgar materiais pornográficos ou fazer apologia à pedofilia, com a segurança do anonimato e de sua integridade física?"

Eu disse que tinha 12 anos, mas ele não se intimidou. "curte falar de sexo?" Não há qualquer controle: crianças de qualquer idade poderiam ter essa conversa

"Gostar sexualmente de crianças afeta drástica e permanentemente a sua relação social", me confidenciou "Johnnie", 23 anos. Ele diz ter começado a perceber que gostava de meninos mais novos aos 14 anos, quando arrumou a primeira namorada. Mas enfatiza que o sentimento é platônico. "As comunidades fazem um papel importante no combate. Uma vez que um pedófilo faz um amigo igual, ele passa menos tempo pensando na criança. Ninguém melhor que um pedófilo para agüentar as desilusões amorosas de outro, quando isso acontece. De outra forma, quando se unem pedófilos abusadores, você terá o encorajamento das perversidades."

Johnnie está certo. Se podem servir como terapia em grupo, as redes também são um espaço amplo para os pornógrafos, que costumam usar gírias como "pthc" (pre-teen hardcore, algo como "pré-adolescente barra-pesada", que indica fotos e vídeos de conteúdo sexual explícito) ou "hussyfan" para despistar. Normalmente fazem contato oferecendo troca de material e fornecendo algum endereço de e-mail para conversas mais privadas no MSN ou programas semelhantes. Sites de compartilhamento de arquivos também são ferramentas muito usadas. Minha persona "pedófila" só fez um contato, com um sujeito que numa comunidade disse ter fotos "pthc", mas por e-mail afirmou que "era só zoação".

CHAT E CASTIGO

Seus atos na internet podem infringir a lei

EXEMPLO CRIME PENA

Dizer que alguém cometeu algum crime: "Ele é um ladrão"
Calúnia Artigo 138 do Código Penal (CP)
Detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa

Espalhar um boato para uma ou mais pessoas
Difamação Art. 139 do CP
Detenção, de 3 meses a 1 ano, e multa

Ofender a honra, dignidade ou decoro: chamar a pessoa de "gorda", "feia", "vaca" etc.
Injúria Art. 140 do CP
Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa

Dizer que vai "pegar" ou agredir alguém
Ameaça Art. 147 do CP
Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa

Divulgar informação considerada confidencial, produzindo dano
Divulgação de segredo Art. 153 do CP
Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa

Instigar alguém a suicidar-se ou prestar auxílio para que o faça
Incitação ao suicídio Art. 122 do CP
Detenção, de 1 a 3 anos

Dizer que odeia alguém, um grupo ou alguma organização
Pode recair em crime de calúnia, difamação ou injúria - Arts. 138, 139 e 140 do CP
Detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa

Zombar de religiões
Escárnio por motivo de religião Art. 208 do CP
Detenção, de 1 mês a 1 ano, ou multa

Acessar sites pornográficos
Favorecimento da prostituição Art. 228 do CP
Detenção, de 2 a 5 anos

Ensinar como fazer "um gato", como burlar mecanismos de segurança ou construir bombas
Apologia de crime ou criminoso Art. 287 do CP
Detenção, de 3 a 6 meses, ou multa

Incitar violência a pessoas, grupos étnicos, religiosos ou de orientação sexual semelhante
Incitação ou apologia de crime - Art. 286 e 287 do CP
Detenção, de 3 a 6 meses, ou multa

Dizer que alguém é isso ou aquilo por sua cor de pele
Preconceito ou discriminação raça-cor-etnia - Art. 20 da lei 7.716/89
Reclusão de 1 a 3 anos e multa

Ver ou enviar pela internet fotos de crianças nuas
Pornografia infantil Art. 241 da lei 8.069/90
Multa de 3 a 20 salários, aplicando-se o dobro em caso de reincidência
Fonte: Patrícia Peck Pinheiro Advogados

APOLOGIA AO CRIME

Tragédia evitada: torcedores do Flamengo buscam os do Vasco em 17 de fevereiro, dia de clássico; o confronto, marcado no Orkut, foi impedido pela polícia

Nem sempre há intenções NOCIVAS por trás dos delitos virtuais. Aparentes piadas, como criar no Orkut uma comunidade para celebrar ligações clandestinas de televisão a cabo, podem dar cadeia. Foi o que aconteceu com Michele de Araújo Nogueira, 23 anos, criadora da "Gatonet", que reunia 222 membros quando foi tirada do ar. Tratava-se de apologia ao crime, um dos delitos mais comuns nas redes sociais. O delegado José Mariano de Araújo Filho, da delegacia especializada em delitos praticados por meios eletrônicos do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (DEIC) da Polícia Civil de São Paulo, conta que normalmente são investigados os responsáveis pelos fóruns.

Vale desde incentivo à "gambiarra" na TV a cabo até a exaltação de comportamentos criminosos. "Uma vez pegamos uma comunidade de um time de futebol chamada 'Al-Qaeda'. Eles postaram fotos de montes de cocaína, gente com arma na mão e frases como 'se nós dermos as mãos, quem vai empunhar as armas?'", conta o delegado Mariano. Os torcedores podem nunca ter pego em uma arma, mas fazer apologia ao crime publicamente é ilegal.

Mas muita gente parece não saber disso. "Alguém aí sabe alguma maneira de burlar o detector de lacres (nessas lojas como Renner, C&A etc.)?", pergunta uma pessoa no fórum da comunidade orkutiana "Eu já roubei" . "Diz a lenda que um ímã potente resolve o negócio", responde um anônimo, ensinando como retirar as etiquetas eletrônicas utilizadas por lojas para evitar furtos. As empresas agradecem pelas dicas sobre falhas de segurança.

Um membro da comunidade alerta: "Depois de acender, corre mesmo, porque a explosão é brutal!", antes de ensinar como construir uma bomba caseira

Seja por ingenuidade ou para ver o circo pegar fogo, exemplos de incitação a comportamentos perigosos são infinitos. "Depois de acender corre mesmo, porque a explosão é brutal!", alerta um membro da comunidade "Operações com explosivos", antes de ensinar como construir uma bomba caseira com ingredientes fáceis de obter. Ele deu a receita mesmo após protestos de outros membros do grupo, voltado para profissionais que lidam com explosões. "Algumas pessoas não têm muita noção de seriedade nem consciência e transmitem opiniões irresponsáveis", afirma a psicóloga Luciana Ruffo.

O que vai determinar se um comportamento irresponsável pode ser caracterizado como crime ou não depende da legislação do país onde a pessoa está e as palavras usadas. "Meus direitos constitucionais me permitem postar informações na minha página do Myspace sobre como construir uma bomba", diz Angela Bell, porta-voz do escritório de relações públicas do FBI, o departamento de investigações federais dos Estados Unidos. "Mas o FBI pode me investigar se eu encorajar os visitantes a usar esses dados para ameaçar ou machucar alguém. Seria percebido como ato potencial de terrorismo."

"As etiquetas eletrônicas da C&A e da Leader Magazine foram as mais fáceis de tirar, só puxei com certa intensidade e saiu. A Renner está de parabéns, pois tive de cortar com estilete para tirar "

"Tinha um ímã da minha TV e passei no lacre de um boné na C&A e soltou mole mole "
Comentários postados em comunidade do Orkut

Não raro, conflitos virtuais migram para a vida real, como discussões entre torcidas organizadas de futebol, que começam na internet e são resolvidas na rua. Em setembro de 2006, uma briga entre torcedores do Botafogo e do Fluminense antes de um jogo pela Copa Sul-Americana deixou um morto e dois feridos. Integrantes da torcida Fúria Jovem do Botafogo surpreenderam os rivais da organizada Young Flu quando estes deixavam a sua sede. Na época a polícia investigou comunidades do Orkut, já que uma mensagem no site falava em "invadir o Méier", bairro da Young Flu. Dias depois, mensagens marcando revanche apareciam na comunidade "Brigas de Torcidas Organizadas", já tirada do ar.

Os orkuteiros membros de organizadas têm outra versão da história, "revisionista". "Confrontos entre organizadas em sites de relacionamentos não passam de lendas!", disse um. "Quando tem algo assim, é coisa de moleques, crianças e fakes (perfis falsos)", disse outro. Para completar, não podia faltar intimidação: "Estamos espalhados por todo o País! Jamais acabarão conosco, imprensa maldita!". Fiz o favor de corrigir os erros de ortografia dos torcedores.

Até comunidades do tipo "Eu odeio o fulano", na qual todo mundo posta por brincadeira, podem esbarrar na ilegalidade. "Dependendo do contexto, pode recair em crime de calúnia, difamação ou injúria", diz Patricia Peck, advogada especialista em direito digital. E alerta: mesmo quem não comenta na comunidade, mas é membro dela, pode ser responsabilizado por eventuais atos ilícitos. "É o princípio do 'quem cala consente'", diz Patricia.

DISTÚRBIOS ALIMENTARES

Fome anônima: na internet, garotas com distúrbios alimentares encontram incentivo de outras que passam pelo mesmo problema - geralmente para mantê-lo

Apologia à anorexia e bulimia pode não ser contra a lei. Mas, diferentemente do que defendem suas adeptas, quase nunca é apenas a defesa de um estilo de vida. Segundo um estudo da ONG Seu Abrigo, dirigida pela psicóloga Ana Helena Soares, da Fundação Fiocruz, sites sobre distúrbios podem estimulá-los. Os autores dessas páginas (66% são meninas entre 13 e 17 anos) ensinam dietas e táticas e dão dicas de como disfarçar a doença para a família e amigos. "Os espaços contêm materiais que personificam, glorificam e endeusam a doença, incluindo cartas, orações e credos. Essas estratégias de absorção do grupo geram um efeito de desresponsabilização do doente", afirma o documento.

Não é difícil entender por que a apologia a esses distúrbios alimentares pode influenciar meninas suscetíveis. Em uma comunidade do Orkut dedicada ao tema, a moderadora lista os "mandamentos de uma ana" ("ana" e "mia" são apelidos carinhosos para anorexia e bulimia): "Olhe no espelho e diga a você mesma que está gorda. Você nunca estará magra demais. Fique de olho nas calorias. Se puder, nem coma, só quando estiver fraca demais e achar que não vai agüentar. Mas lembre-se: comer é para os fracos". Os efeitos dessas frases sobre uma jovem com problemas de auto-estima ou tendências a comportamentos destrutivos podem ser devastadores.

As meninas freqüentam os blogs umas das outras e deixam comentários de incentivo, congratulando a amiga pelo "sucesso" de não comer

Muitos desses blogs viram uma espécie de terapia coletiva. As meninas freqüentam os sites umas das outras e deixam comentários de incentivo, às vezes congratulando a amiga no "sucesso" em não comer. Algumas poucas aconselham a procurar tratamento. As autoras alternam "posts" ora triunfantes com a resistência à comida, ora em tom de desespero e alerta. "Eu não posso mais continuar assim. Imagino alguém me encontrando numa poça de sangue e vômito... morta. Minhas pernas estão fracas e é possível escutar o tlééc dos ossos. Preciso parar de vomitar, essa mutilação precisa acabar. Espero que isso ajude quem vem aqui a não cometer o mesmo erro que eu cometi...", escreveu a blogueira chamada Aninha.

"Meninas, me ajudem, não consigo emagrecer", escrevi no site de discussão Inforum. Várias mensagens de outras meninas seguiram-se à minha, com o mesmo teor. "Parem de vomitar, vocês estão acabando com a vida de vocês com esse negócio de querer ficar magra", alertou outra.

Vanessa Costa, 21 anos, é uma das poucas meninas a se identificar. Ela, que sofre transtornos alimentares desde os 13, criou seu blog há cerca de um ano, inspirada por outras blogueiras. "Não conheço nenhuma delas pessoalmente nem mesmo seus nomes verdadeiros. Elas se escondem. Eu não me escondo", diz. Hoje, grávida de três meses, Vanessa está em processo de recuperação, seguindo uma dieta balanceada. E prefere falar sobre outros assuntos em sua página.

"Tenho medo do que algumas meninas escrevem e não vejo saída pra algumas delas senão morrer numa maca de hospital. Algumas deixam comentários falando que querem perder dois quilos pra uma festa e perguntam como fazem pra ter anorexia. Elas não têm noção da triste realidade que nós já passamos", afirma Vanessa. "Acredito que esses blogs deviam ser censurados. Essas meninas nunca irão se curar se tiverem apoio de outras."

Em novembro do ano passado, a Microsoft retirou do ar quatro blogs espanhóis hospedados no serviço Windows Live Spaces que faziam apologia a transtornos alimentares, mesmo sem uma ordem judicial, atitude rara. Algumas pessoas podem encarar isso como censura, mas, na época, o responsável pelos serviços Hotmail, Messenger e Spaces da Microsoft na Espanha, Jaime Esteban, declarou que os blogs infringiam as normas de uso dos serviços.

FIM DE PAPO

As causas para a disseminação de conteúdo "do mal" são claras: anonimato, facilidade para encontrar semelhantes e potencialização da interação social. Já as saídas para esse problema variam de acordo com o especialista. "O combate ao racismo, por exemplo, deve envolver leis, educação, políticas públicas e ação da polícia", diz a antropóloga Adriana Dias. Para Félix Ximenez, do Google, a solução passa pelo incentivo à denúncia de abusos. O aprimoramento do trabalho policial é o caminho apontado pelo delegado José Mariano de Araújo Filho: "Não há crime que não possa ser rastreado pela rede", diz. "Contamos com programas para recuperação de dados deletados", afirma Sérgio Kobayashi, diretor do Núcleo de Informática do Instituto de Criminalística de São Paulo. O órgão, que recebe cerca de 300 casos de exames periciais por mês, analisa conteúdo de sites, de discos rígidos de computadores e mensagens. "Em todas as ocasiões, esses laudos são peças fundamentais na comprovação do crime cometido", diz.

"Creio que é preciso estar atento ao que se passa nas redes", diz o psiquiatra Benilton Bezerra Junior. "Para a maioria dos usuários, a internet dá acesso não controlado a um universo que é muito mais amplo, complexo e intrigante do que eles são capazes de avaliar. Aumentam exponencialmente os efeitos benéficos dessas redes, mas em compensação explodem os usos condenáveis", afirma. Cabe aos responsáveis acompanhar o que se passa nesse universo. "A internet não é um quintal ou a rua em frente de casa. Pode ser perigosa para quem ainda não tem maturidade para avaliar seus atrativos e riscos."

"Há um grande debate em torno da censura", diz o psicólogo Will Reader. "Alguns membros do parlamento britânico sugeriram proibir sites como os de apologia a anorexia. Mas isso envolve liberdade de expressão: quem decide quais sites devem ser banidos?", questiona. Reader concorda que o monitoramento dos pais é fundamental. "Fazemos a mesma coisa no mundo real, restringindo os locais onde as crianças podem ir", diz.

Para o psiquiatra Benilton Junior, as interações sociais mediadas pelo computador se tornam mais complexas com as crescentes possibilidades de produção e distribuição de conteúdo, que já está deixando os computadores e chegando a celulares e TVs. "Isso terá um impacto enorme no nosso cotidiano - para o bem e para o mal." Se é que já não está tendo.

Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Google cria página especial para acessar Orkut do celular

Serviço permite acesso a perfis e postagem de 'scraps'.

Rede social do Google é a mais popular entre internautas brasileiros.





Tela de acesso do Orkut para telefones celulares (Foto: Reprodução)

Sem alarde, o Google lançou neste final de semana a versão para telefones celulares do site de relacionamentos Orkut , o mais popular entre os internautas brasileiros.

Para acessar o Orkut, é preciso ter um telefone celular com acesso a internet. Basta, então, digitar o endereço m.orkut.com no browser do aparelho. Pela página, mais leve que o Orkut original, é possível verificar uma versão resumida dos perfis. Também é possível ver e enviar 'scraps'.

As vantagens de se utilizar a versão para celulares do Orkut são velocidade e custo. Como o site é programado para a tela do aparelho telefônico, traz menos imagens e um código com menos informações. Desta forma, o aparelho baixa as páginas mais rapidamente. E, como as operadoras de celular cobram por quantidade de dados baixados, sai mais barato navegar pela nova versão, em comparação ao Orkut original.

Atualmente, 54% dos usuários do Orkut são brasileiros. O país responde por mais de 27 milhões de perfis postados no site. O número de pessoas cadastradas, no entanto, é desconhecido, já que há milhares de perfis falsos e cadastros duplicados.

Fonte: G1

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Utilitário de cópias de segurança prático, eficiente e gratuito

Cobian Backup é um pequeno utilitário que permite realizar cópias de segurança de arquivos e pastas, e salvá-las em seu disco rígido local ou alguma outra unidade de rede.

Você pode configurar o programa para que faça cópias regularmente a cada intervalo de tempo. Suporta protocolos de compressão de arquivos, mediante o uso do algoritmo ZIP e proteção com senha.

Cobian Backup pode ser executado como serviço do Windows NT/2000/XP. A interface tem suporte a drag-and-drop e permite realizar cópias progressivas, isto é, que só adicionam à cópia já existente os arquivos novos ou alterados.

Melhoras: Suporta cópias Volume Shadow e compressão 7zip

Dados básicos

• Data : 04 de Abril de 2008
• Tamanho : 5,5 MB
• S.O.: Win95/98/98SE/NT/ME/2000/XP
• Downloads globais: 30.852

Dez dicas para poupar tempo ao fazer buscas na web

Esqueça a biblioteca de Alexandria. A Internet é, sem dúvida, a maior fonte de informações da história. Entretanto, encontrar informação útil nesta caótica e quase infinita estrutura pode ser bastante complicado. Confira dez dicas para não perder tempo e otimizar suas buscas na rede.

1- Tenha claro o que procura

Estar focado no que se busca é básico para que não se perca tempo. Mas se existe algo que inclina à divagação e à dispersão é a busca na Internet. Quando estamos procurando, às vezes encontramos coisas que não eram exatamente nosso objetivo, mas que se tornam interessantes.

Então, vamos olhar, e acabamos perdendo o caminho. Portanto, ao iniciar uma busca, tenha um objetivo bem definido em mente. Por exemplo, saber "qual o nome dos sete anões da Branca de Neve em espanhol" - e evite perder tempo averiguando quem dubla cada um dos personagens, o ano do filme da Disney, quantas vezes foi exibido, e assim por diante.

2- Escolha a ferramenta adequada

"Ora, o Google", dirão alguns. Mas ainda que este seja o buscador mais popular, a informação flui por diferentes caminhos. Não se restrinja ao site campeão: outros meios podem ser fóruns, blogs, sites especializados ou até mesmo seus contatos no messenger. Às vezes, o que se procura está a um contato de distância. Preste atenção também a outros mecanismos de buscas - sim, eles existem.

3- Aprenda a usar a ferramenta

Ao escolher um buscador, antes de mais nada vale a pensa investir um pouco de tempo para saber exatamente como ele funciona. Se é melhor realizar a busca usando os termos entre aspas, se usa os operadores lógicos "and", "or" e outros, ou se realiza buscas contextuais em páginas concretas. Todo o tempo gasto em conhecer a ferramenta é tempo que será economizado ao conseguir utilizá-la com objetividade.

4- Seja claro e objetivo

Ainda que os mecanismos de buscas vão sendo otimizados para entender a maneira de pensar humana, os humanos também podem conhecer a maneira de raciocinar de uma ferramenta de busca. Por exemplo, para fazer uma busca de várias palavras, é conveniente pensar não apenas em como se procura mas também em como o programa que gerencia as buscas vai entender o pedido que se faz.

Por exemplo, em vez de procurar por "amor e poesia", frase que tem um "e" que muitas vezes é ignorado pelos buscadores, é melhor buscar "poesia amor" - mais facilmente o programa entenderá que são duas palavras-chave a considerar em seus parâmetros de busca.

5 - Aprenda a diferenciar à primeira vista

Ao fazer uma busca, é bom conseguir determinar de cara se os resultados têm algo a ver o que se quer encontrar. Basta olhar as primeiras palavras de cada resultado para saber se foi encontrada informação útil ou simplesmente sites que pouco têm a ver com o que se precisa encontrar. Perca alguns segundos analisando as primeiras linhas dos resultados. Você saberá se está na pista certa.

6- Use inglês, dicionários e tradutores

Outras línguas, como espanhol ou português, podem até estar ganhando mais espaço na Internet, mas a realidade é que a imensa maioria das páginas está - ou oferece versão - em inglês. Portanto, se você não encontra em português o que procura, experimente traduzir as palavras-chave para o inglês e fazer nova busca. Se precisar, utilize dicionários ou mesmo os tradutores online para investigar páginas que pareçam interessantes.

7- Aprenda a buscar indiretamente

A busca indireta dá resultados ótimos quando parece ser impossível encontrar aquilo que se busca. Trata-se de não atacar diretamente o tema que procuramos, mas buscar algo relacionado com ele. Por exemplo, procurar a letra de uma canção de Elvis Presley da qual não se lembra o nome. Se não se encontra nada a partir de "Elvis Presley", pode-se experimentar usar um pedaço da letra do qual se recorde (como "kiss me my darling").

Entre os primeros resultados, certamente estará a letra de "It's now or never". Isso é aplicável a uma grande variedade de temas, e é especialmente útil quando o tema principal da busca é muito amplo ou quando, por exemplo, buscamos o nome de uma pessoa, já que pode haver muito mais gente com tal nome do que se imagina.

8- Imagens

A busca de imagens é especialmente complicada, e para conseguir os melhores resultados, além de usar dicas anteriores (busca indireta, tradução para outras línguas), não use apenas a busca de imagens do Google, por exemplo. Procure também por sites que possam conter as imagens que você quer, e aproveite outros buscadores - inclusive específicos para imagens.

9- A Wikipedia é amiga

Se a procura é por um termo popular, é quase certo que já exista na wikipedia. A enciclopédia global online colaborativa tem informação de qualidade. Não se perde muito tempo em consultá-la, mas pode-se economizar tempo ao encontrar lá o que se procura e, muitas vezes, outras referências sobre o assunto permitem que se tenha mais fontes de informação.

10- Experiência é a princial aliada

Na busca via Internet a experiência não é um grau, são 360. À medida que fizer buscas, você aprenderá a discriminar melhor, vai adicionar aos seus sites favoritos outros buscadores especializados, que funcionem melhor para determinados assuntos, e aprenderá também a pensar mais como uma ferramenta de busca, porque as entenderá melhor. Ou seja: busque e aprenda com as buscas que faz. Em pouco tempo você se tornará uma ferramenta indispensável para outras pessoas que não vão precisar de um buscador: elas terão você.

» Site permite buscar imagens em múltiplos idiomas
» Mecanismo permite procurar pessoasl na web
» Wikipedia prepara serviço de buscas coletivo
» Buscas inúteis na Internet custam dois dias de trabalho

Fonte: Terra Espanha

segunda-feira, 10 de março de 2008

Programas gratuitos garantem a privacidade on-line

My Lockbox permite proteger com senha arquivos e pastas confidenciais.

Softwares também aumentam segurança de navegação na internet.

Para quem compartilha o computador com outras pessoas, seja em casa, em lan-houses ou no trabalho, privacidade é fundamental. Para ajudar a proteger seus dados de forma simples e rápida, o Baixatudo selecionou alguns programas gratuitos disponíveis na rede.

My Lockbox permite proteger com senha arquivos do computador - Foto: Reprodução

O My Lockbox é um aplicativo gratuito que permite proteger por senha qualquer arquivo no seu computador. A pasta protegida fica escondida de qualquer usuário e aplicativo do sistema, não só a partir do computador local mas também na rede.

Em sua versão 1.2, o My Lockbox é fácil de usar e permite ao usuário definir onde ficará a pasta protegida e qual será a senha para acessá-la. Com o painel de controle é possível fazer alterações básicas de parâmetros como localização da pasta, tipo de proteção e senha.

Já o SecureMaker.com 5.1.9 é uma suíte versátil que combina vários serviços de proteção: previne a ação de programas maliciosos, protege contra spyware, evita rastreamento e apaga histórico de navegação, assegurando a privacidade do usuário. Além disso, com ele é possível limpar o registro do computador e desfragmentar o disco rígido, assim como gerar senhas e incluir criptografia em e-mails.

Outra opção é o Returnil Virtual System 2008 Personal Edition, solução que protege o sistema operacional Windows contra ataques de vírus e instalação de spyware. Além de limpar automaticamente todos os seus rastros de atividades na web e histórico de navegação, a tecnologia permite criar uma "cópia" do seu sistema Windows quando inicializado (boot), a fim de evitar a perda de dados por desatenção ou ação externa.

Durante a navegação, programas também ajudam a identificar com facilidade os sites ligados a spyware, adware, spam, vírus, ataques ao navegador, phishing ou fraudes on-line. O McAfee SiteAdvisor adiciona um ícone à barra de ferramentas que muda de cor para indicar quando um site não é seguro ou apresenta algum tipo de perigo. Conta com versões para usuários de Internet Explorer ou Firefox.

Fonte: G1

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Microsoft quer comprar o Yahoo por US$ 44,6 bilhões

A proposta de US$ 31 por ação representa um prêmio de 62% em relação ao preço atual. Microsoft já tem plano para integrar os funcionários das duas empresas.

A Microsoft fez uma proposta de compra do Yahoo nesta sexta-feira (1º) no valor de US$ 44,6 bilhões. O objetivo da empresa é aumentar sua competitividade no mercado de serviços on-line, e, principalmente, das ferramentas de busca.

A proposta de US$ 31 por ação representa um prêmio de 62% em relação ao fechamento de ontem da ação do Yahoo na Bolsa de Nova York, a US$ 19,18. Com a notícia, por volta das 10h (de Brasília), as ações do Yahoo! disparavam 54% no pré-mercado em Wall Street, cotada em US$ 29,70, enquanto a Microsoft recuava 2%, a US$ 31,95.

Em comunicado, a gigante do setor de software informou que o acordo iria criar uma empresa mais eficiente, com uma sinergia total de US$ 1 bilhão por ano, com a geração de mais valor para os anunciantes e eficiências operacionais.

A Microsoft também revelou que já tem desenvolvido um plano para integrar os funcionários das duas empresas.

A expectativa da Microsoft é de obter aprovação regulatória para o acordo, com sua conclusão prevista para o segundo semestre de 2008.

"Temos um grande respeito pelo Yahoo, e juntos podemos oferecer um conjunto de soluções cada vez mais interessante para consumidores, editores e anunciantes, enquanto nos posicionamos melhor na competição pelo mercado de serviços on-line", disse Steve Ballmer, diretor executivo da Microsoft.

Revitalizar a companhia

O anúncio foi feito antes da abertura dos mercados nos Estados Unidos, um dia depois que o ex-chefe-executivo do Yahoo Terry Semel deixasse a diretoria da empresa.

A partida de Semel acontece depois que o Yahoo anunciou um projeto de redução de pessoal de 1.000 empregados como parte de um esforço para revitalizar a companhia.

O co-fundador do Yahoo Jerry Yang substituiu Semel como diretor-executivo para reforçar os lucros da firma californiana e o preço das ações.

O Yahoo sofreu uma queda em seus lucros no quarto trimestre de 2007 e no conjunto do ano, e advertiu que 2008 seria igualmente difícil, enquanto enfernta uam reorganização para incrementar sua principal fonte de rendas, as vendas de publicidade.

A empresa registrou um lucro líquido no quarto trimestre de US$ 205,7 milhões, uma queda de 23,5%, e para o conjunto do ano um lucro em baixa de 12,1%, a US$ 660 milhões.

Atualmente, seu concorrente, o Google , embolsa mais de 32% de suas rendas de publicidade na internet em nível mundial, contra menos de 20% para o Yahoo, depois de há apenas dois anos os dois grupos registrarem posições muito próximas.

O Yahoo foi fundado em 1994 pelos estudantes Jerry Yang e David Filo, da Universidade de Stanford. A empresa tem sede em Sunnyvale, na Califórnia (EUA).

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Alerta: seu orkut não está seguro

Uma das mais recentes atualizações do Orkut é o “cadeado de segurança”, que permite ao usuário restringir o acesso a fotos e vídeos de seu perfil. Não por acaso, uma das mais recentes “ferramentas” disponíveis na internet foi criada justamente para quebrar essa medida de privacidade do site de relacionamentos (e comunidades repetidas).

Com poucos cliques, pessoas mal-intencionadas podem destravar o bloqueio e acessar o conteúdo das páginas “trancadas” sem que você saiba da invasão.

Portanto, fique alerta. A maneira mais segura de preservar sua privacidade no Orkut continua sendo deixar arquivos pessoais fora da brincadeira.

Fonte: Renato Bueno (G1)

domingo, 13 de janeiro de 2008

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Sites de relacionamento invadiram a web em 2007

Centenas de milhões de internautas se renderam em 2007 ao frenesi dos sites de relacionamento, como o Orkut, o MySpace ou o Facebook, uma forma lúdica de troca de experiências que tem se mostrado rentável, mas também tem sido questionada por uma grande exposição da vida privada.

Das dez palavras-chave mais freqüentemente postas na ferramenta de busca Google este ano, sete são de sites de socialização, dentre os quais o britânico Badoo, o americano Facebook e o canadense Webkinz, um site para crianças no qual elas jogam com bichinhos de pelúcia virtuais que possuem amigos.

Cedendo à tentação de se expor em uma página pessoal, olhar a de outros e criar uma rede de "amigos" que compartilham gostos e desgostos, mais de 110 milhões de internautas se inscreveram no MySpace e 55 milhões no FaceBook, os dois sites mais concorridos do mundo, cujo número de membros aumentou em 30% e 100%, respectivamente.

Segundo a companhia especializada Comscore, os sites de relacionamento receberam 500 milhões de visitantes, um número que deve levar em consideração a ressalva de que um internauta utiliza, em geral, mais de um site. O fenômeno afeta a todos os países, onde não há apenas os dois pesos pesados americanos, mas também centenas de sites locais em plena ascensão, como o popular Orkut no Brasil.

O site Mixi no Japão reivindica oito milhões de membros e o Xiaonei, da China, diz ter seis milhões. Já na Coréia, 85% dos internautas do país estão inscritos no Cyworld, que conta com 18 milhões de usuários. Um em cada quatro americanos usa o MySpace.

A cada dia são criados novos sites, em que é possível participar das incontáveis e mais diferentes comunidades, que vão desde as mulheres ao volante, passando pelos fãs de Chaves e Capolin e terminando nas comunidades que reúne pessoas feias. Mas em 2007, houve também a multiplicação de usos cada vez mais invasivos dos sites.

"Uso o Facebook para fuxicar", reconhece Caroline, uma jovem francesa que vive em Nova York. "Olho o que os meus amigos fazem (no Facebook, todas as mudanças de páginas de uma pessoa são comunicadas a seus "amigos") e até já achei a foto do meu marido em uma festa, posta na Internet por um amigo dele".

"Bloqueei todos os acessos, não quero que se escrevam bobagens na minha página quando procuro por um trabalho", opinou, por sua vez, Daphné, outra francesa em Nova York que, como suas amigas, se sentiu tentada por esta forma lúdica de conhecer pessoas. Mas vários casos saíram a público nos Estados Unidos, ressaltando os excessos que esta moda permite, algo que, para os especialistas, marca uma nova etapa da internet mundial.

O MySpace e o Facebook também atraíram inúmeras pessoas que utilizam estes sites para cometerem crimes sexuais. Uma mãe, por exemplo, se inscreveu no MySpace com o perfil de um adolescente e assediou através do site uma amiga de sua filha, uma jovem de 13 anos que acabou por se enforcar. O caso freqüentou as primeiras páginas de todos os jornais.

Em outro exemplo do fenômeno, o Facebook - com o desejo de transformar seu sucesso em lucro - se vinculou a dezenas de empresas, permitindo-lhes a detectar em tempo real as compras dos membros de Facebook e comunicar estas informações a todos os seus "amigos". Uma avalanche de protestos finalmente obrigou à página a limitar este sistema.

Alguns estados americanos pediram aos sites que controlassem a idade de seus membros, e a Comissão Européia manifestou sua preocupação por sua intromissão na vida privada. Apesar disso, o crescimento dos sites de relacionamento continua: o mundo viu apenas "a ponta do iceberg", garantiu o responsável pelo desenvolvimento do MySpace, Amit Kapur, que acredita que este fenômeno é apenas "a evolução natural da Web".

Os sites de relacionamento participam, de fato, de uma Internet personalizada. O frenesi destas "redes sociais" ganhou também as esferas financeiras: o grupo Microsoft comprou recentemente 1,6% do Facebook por US$ 240 milhões. A este preço, o site, que ainda não movimenta dinheiro, vale US$ 15 bilhões, quase tanto quanto a General Motors.

É quase 30 vezes o valor ao qual foi comprado o site MySpace em 2005 por News Corp. Dados que alguns temem que cause a explosão de uma nova bolha, e suas naturais conseqüências.

Fonte: AFP / Montagem dos Logos: Jorge Tadeu

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