As comunidades virtuais também são um meio rápido, eficiente e abrangente de divulgar conceitos e preconceitos. "Ocorre nesses sites o que acontece com qualquer forma de interação social, seja ela mediada por tecnologia ou não", afirma o psiquiatra Benilton Bezerra Júnior, professor da UERJ. Exemplos de intolerância de todos os tipos são fartos no Orkut, em comunidades como "Traveco é na Facada" ou "Animais eu mato é na facada". Um dos tópicos da comunidade "Foda-se vizinho de merda" discutia o que era pior, ter um vizinho crente ou fã de funk carioca. "Os funkeiros da frente, que quando ligam o som aparece tanto preto que a minha empregada até recolhe a roupa do varal, pois acha que é arrastão!", escreveu um dos membros. "Agora tem um preto safado, macaco fedorento... pedreiro!!! Presidiário... fugitivo", escreveu uma usuária sobre outro membro participante de um fórum.
Ninguém se intimida. A antropóloga Adriana Dias, por exemplo, não teve dificuldades em encontrar quase 14 mil sites com conteúdo nazista e revisionista (negadores do Holocausto), para seu mestrado na Unicamp. Geralmente, muitos participantes se dizem alemães e arianos, mas quase ninguém prova ser descendente. "Essas pessoas construíram, socialmente, uma paranóia", afirma Adriana. "Dizem que os judeus representam uma ameaça econômica, que homens negros que aparecem na televisão mexem com a libido das mulheres e que a adoção de crianças negras e o casamento inter-racial estão levando ao genocídio da raça humana." Segundo Adriana, o fator coletivo é fundamental em tanto ódio: "Eles vão discutindo entre si e vão sendo convencidos paulatinamente que os negros e judeus querem tomar seu lugar na sociedade", diz.
Para a psicanalista Fani Hisgail, da PUC de São Paulo, pessoas que se comportam dessa maneira e chegam a incitar a morte de outro grupo estão à margem do código social e da ética. "Elas desejam criar conflitos, situações maléficas. São as misérias humanas", diz. Segundo Adriana Dias, elas são estimuladas pelo anonimato da rede e não têm medo de sofrer conseqüências legais. "Dizem que têm direito à liberdade de expressão." Sim, a Constituição brasileira garante esse direito. Mas proíbe o anonimato, justamente para responsabilizar quem abusa da liberdade de expressão.
Hospedeiras de comunidades virtuais como o Yahoo! e o Google (proprietário do Orkut) preferem remediar do que prevenir, atendendo a denúncias dos usuários e solicitações judiciais. Segundo o diretor de comunicação para assuntos públicos do Google no Brasil, Félix Ximenez, das 20 mil denúncias semanais, 95% são infundadas, geralmente motivadas por desafetos. Ele cita como exemplo uma denúncia contra uma comunidade sobre nazismo. "Mas era um grupo que debatia o tema, havia mais opiniões negativas em relação ao nazismo do que positivas." A comunidade foi mantida.
Prosseguindo minhas pesquisas pelo lado sombrio da rede, entrei em uma sala de bate-papo de um grande portal brasileiro, em um grupo para usuários de 15 a 20 anos. Logo de cara se percebe que sexo é o tema predominante. Fui chamada várias vezes e comecei a conversar com um usuário que se dizia um homem de 22 anos. "Ei, gatinha, vamos pro MSN agora, curtir algo mais quente pela webcam. Que tal, você topa?", perguntou. Eu disse que tinha 12 anos, mas meu interlocutor não se intimidou. "Curte falar de sexo?", continuou. "Sou tímida", recuei. "Já fez sexo?", ele insistiu. Respondi que não e perguntei se não me achava muito nova, mas ele insiste. "Só pra gente brincar, só matar a curiosidade. Você não tem webcam mesmo? Você me mostra algumas coisinhas, eu te mostro tudinho que você tem vontade." Não há nenhum tipo de controle: crianças de qualquer idade poderiam estar participando dessa conversa.
"O abuso não é só penetração. Um olhar lascivo pode ter um efeito devastador sobre uma criança", diz a psicanalista Fani Hasgail. "A pessoa que tem esse problema deve procurar ajuda, saber recuar frente a seu objeto de desejo." A ajuda pode inclusive surgir nas próprias redes de relacionamento. Como na comunidade "Pedofilia - Ajuda ao Pedófilo" do Orkut, moderada pela auxiliar de enfermagem e psicóloga Lidia Mara ("Brisa" no mundo virtual). "Eles se ajudam a controlar seus impulsos, pois sabem os danos físicos e psíquicos que um abuso causa em uma criança. Inclusive alguns sofreram isso na infância", disse Lidia, que ressalta que, apesar de sua formação, não atua como profissional, mas como amiga. "A comunidade é criticada abertamente por pseudo-justiceiros a fim de 5 minutos de fama. Mas em que outro local pedófilos trocam informações para não abusarem de crianças sem divulgar materiais pornográficos ou fazer apologia à pedofilia, com a segurança do anonimato e de sua integridade física?"
"Gostar sexualmente de crianças afeta drástica e permanentemente a sua relação social", me confidenciou "Johnnie", 23 anos. Ele diz ter começado a perceber que gostava de meninos mais novos aos 14 anos, quando arrumou a primeira namorada. Mas enfatiza que o sentimento é platônico. "As comunidades fazem um papel importante no combate. Uma vez que um pedófilo faz um amigo igual, ele passa menos tempo pensando na criança. Ninguém melhor que um pedófilo para agüentar as desilusões amorosas de outro, quando isso acontece. De outra forma, quando se unem pedófilos abusadores, você terá o encorajamento das perversidades."
Johnnie está certo. Se podem servir como terapia em grupo, as redes também são um espaço amplo para os pornógrafos, que costumam usar gírias como "pthc" (pre-teen hardcore, algo como "pré-adolescente barra-pesada", que indica fotos e vídeos de conteúdo sexual explícito) ou "hussyfan" para despistar. Normalmente fazem contato oferecendo troca de material e fornecendo algum endereço de e-mail para conversas mais privadas no MSN ou programas semelhantes. Sites de compartilhamento de arquivos também são ferramentas muito usadas. Minha persona "pedófila" só fez um contato, com um sujeito que numa comunidade disse ter fotos "pthc", mas por e-mail afirmou que "era só zoação".
CHAT E CASTIGO
Seus atos na internet podem infringir a lei
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EXEMPLO CRIME PENA
Dizer que alguém cometeu algum crime: "Ele é um ladrão"
Calúnia Artigo 138 do Código Penal (CP) |
Detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa |
| Espalhar um boato para uma ou mais pessoas |
Difamação Art. 139 do CP |
Detenção, de 3 meses a 1 ano, e multa |
| Ofender a honra, dignidade ou decoro: chamar a pessoa de "gorda", "feia", "vaca" etc. |
Injúria Art. 140 do CP |
Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa |
| Dizer que vai "pegar" ou agredir alguém |
Ameaça Art. 147 do CP |
Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa |
| Divulgar informação considerada confidencial, produzindo dano |
Divulgação de segredo Art. 153 do CP |
Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa |
| Instigar alguém a suicidar-se ou prestar auxílio para que o faça |
Incitação ao suicídio Art. 122 do CP |
Detenção, de 1 a 3 anos |
| Dizer que odeia alguém, um grupo ou alguma organização |
Pode recair em crime de calúnia, difamação ou injúria - Arts. 138, 139 e 140 do CP |
Detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa |
| Zombar de religiões |
Escárnio por motivo de religião Art. 208 do CP |
Detenção, de 1 mês a 1 ano, ou multa |
| Acessar sites pornográficos |
Favorecimento da prostituição Art. 228 do CP |
Detenção, de 2 a 5 anos |
| Ensinar como fazer "um gato", como burlar mecanismos de segurança ou construir bombas |
Apologia de crime ou criminoso Art. 287 do CP |
Detenção, de 3 a 6 meses, ou multa |
| Incitar violência a pessoas, grupos étnicos, religiosos ou de orientação sexual semelhante |
Incitação ou apologia de crime - Art. 286 e 287 do CP |
Detenção, de 3 a 6 meses, ou multa |
| Dizer que alguém é isso ou aquilo por sua cor de pele |
Preconceito ou discriminação raça-cor-etnia - Art. 20 da lei 7.716/89 |
Reclusão de 1 a 3 anos e multa |
| Ver ou enviar pela internet fotos de crianças nuas |
Pornografia infantil Art. 241 da lei 8.069/90 |
Multa de 3 a 20 salários, aplicando-se o dobro em caso de reincidência |
Fonte: Patrícia Peck Pinheiro Advogados
APOLOGIA AO CRIME
Tragédia evitada: torcedores do Flamengo buscam os do Vasco em 17 de fevereiro, dia de clássico; o confronto, marcado no Orkut, foi impedido pela polícia
Nem sempre há intenções NOCIVAS por trás dos delitos virtuais. Aparentes piadas, como criar no Orkut uma comunidade para celebrar ligações clandestinas de televisão a cabo, podem dar cadeia. Foi o que aconteceu com Michele de Araújo Nogueira, 23 anos, criadora da "Gatonet", que reunia 222 membros quando foi tirada do ar. Tratava-se de apologia ao crime, um dos delitos mais comuns nas redes sociais. O delegado José Mariano de Araújo Filho, da delegacia especializada em delitos praticados por meios eletrônicos do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (DEIC) da Polícia Civil de São Paulo, conta que normalmente são investigados os responsáveis pelos fóruns.
Vale desde incentivo à "gambiarra" na TV a cabo até a exaltação de comportamentos criminosos. "Uma vez pegamos uma comunidade de um time de futebol chamada 'Al-Qaeda'. Eles postaram fotos de montes de cocaína, gente com arma na mão e frases como 'se nós dermos as mãos, quem vai empunhar as armas?'", conta o delegado Mariano. Os torcedores podem nunca ter pego em uma arma, mas fazer apologia ao crime publicamente é ilegal.
Mas muita gente parece não saber disso. "Alguém aí sabe alguma maneira de burlar o detector de lacres (nessas lojas como Renner, C&A etc.)?", pergunta uma pessoa no fórum da comunidade orkutiana "Eu já roubei" . "Diz a lenda que um ímã potente resolve o negócio", responde um anônimo, ensinando como retirar as etiquetas eletrônicas utilizadas por lojas para evitar furtos. As empresas agradecem pelas dicas sobre falhas de segurança.
Um membro da comunidade alerta: "Depois de acender, corre mesmo, porque a explosão é brutal!", antes de ensinar como construir uma bomba caseira
Seja por ingenuidade ou para ver o circo pegar fogo, exemplos de incitação a comportamentos perigosos são infinitos. "Depois de acender corre mesmo, porque a explosão é brutal!", alerta um membro da comunidade "Operações com explosivos", antes de ensinar como construir uma bomba caseira com ingredientes fáceis de obter. Ele deu a receita mesmo após protestos de outros membros do grupo, voltado para profissionais que lidam com explosões. "Algumas pessoas não têm muita noção de seriedade nem consciência e transmitem opiniões irresponsáveis", afirma a psicóloga Luciana Ruffo.
O que vai determinar se um comportamento irresponsável pode ser caracterizado como crime ou não depende da legislação do país onde a pessoa está e as palavras usadas. "Meus direitos constitucionais me permitem postar informações na minha página do Myspace sobre como construir uma bomba", diz Angela Bell, porta-voz do escritório de relações públicas do FBI, o departamento de investigações federais dos Estados Unidos. "Mas o FBI pode me investigar se eu encorajar os visitantes a usar esses dados para ameaçar ou machucar alguém. Seria percebido como ato potencial de terrorismo."
"As etiquetas eletrônicas da C&A e da Leader Magazine foram as mais fáceis de tirar, só puxei com certa intensidade e saiu. A Renner está de parabéns, pois tive de cortar com estilete para tirar "
"Tinha um ímã da minha TV e passei no lacre de um boné na C&A e soltou mole mole "
Comentários postados em comunidade do Orkut
Não raro, conflitos virtuais migram para a vida real, como discussões entre torcidas organizadas de futebol, que começam na internet e são resolvidas na rua. Em setembro de 2006, uma briga entre torcedores do Botafogo e do Fluminense antes de um jogo pela Copa Sul-Americana deixou um morto e dois feridos. Integrantes da torcida Fúria Jovem do Botafogo surpreenderam os rivais da organizada Young Flu quando estes deixavam a sua sede. Na época a polícia investigou comunidades do Orkut, já que uma mensagem no site falava em "invadir o Méier", bairro da Young Flu. Dias depois, mensagens marcando revanche apareciam na comunidade "Brigas de Torcidas Organizadas", já tirada do ar.
Os orkuteiros membros de organizadas têm outra versão da história, "revisionista". "Confrontos entre organizadas em sites de relacionamentos não passam de lendas!", disse um. "Quando tem algo assim, é coisa de moleques, crianças e fakes (perfis falsos)", disse outro. Para completar, não podia faltar intimidação: "Estamos espalhados por todo o País! Jamais acabarão conosco, imprensa maldita!". Fiz o favor de corrigir os erros de ortografia dos torcedores.
Até comunidades do tipo "Eu odeio o fulano", na qual todo mundo posta por brincadeira, podem esbarrar na ilegalidade. "Dependendo do contexto, pode recair em crime de calúnia, difamação ou injúria", diz Patricia Peck, advogada especialista em direito digital. E alerta: mesmo quem não comenta na comunidade, mas é membro dela, pode ser responsabilizado por eventuais atos ilícitos. "É o princípio do 'quem cala consente'", diz Patricia.
DISTÚRBIOS ALIMENTARES
Fome anônima: na internet, garotas com distúrbios alimentares encontram incentivo de outras que passam pelo mesmo problema - geralmente para mantê-lo
Apologia à anorexia e bulimia pode não ser contra a lei. Mas, diferentemente do que defendem suas adeptas, quase nunca é apenas a defesa de um estilo de vida. Segundo um estudo da ONG Seu Abrigo, dirigida pela psicóloga Ana Helena Soares, da Fundação Fiocruz, sites sobre distúrbios podem estimulá-los. Os autores dessas páginas (66% são meninas entre 13 e 17 anos) ensinam dietas e táticas e dão dicas de como disfarçar a doença para a família e amigos. "Os espaços contêm materiais que personificam, glorificam e endeusam a doença, incluindo cartas, orações e credos. Essas estratégias de absorção do grupo geram um efeito de desresponsabilização do doente", afirma o documento.
Não é difícil entender por que a apologia a esses distúrbios alimentares pode influenciar meninas suscetíveis. Em uma comunidade do Orkut dedicada ao tema, a moderadora lista os "mandamentos de uma ana" ("ana" e "mia" são apelidos carinhosos para anorexia e bulimia): "Olhe no espelho e diga a você mesma que está gorda. Você nunca estará magra demais. Fique de olho nas calorias. Se puder, nem coma, só quando estiver fraca demais e achar que não vai agüentar. Mas lembre-se: comer é para os fracos". Os efeitos dessas frases sobre uma jovem com problemas de auto-estima ou tendências a comportamentos destrutivos podem ser devastadores.
As meninas freqüentam os blogs umas das outras e deixam comentários de incentivo, congratulando a amiga pelo "sucesso" de não comer
Muitos desses blogs viram uma espécie de terapia coletiva. As meninas freqüentam os sites umas das outras e deixam comentários de incentivo, às vezes congratulando a amiga no "sucesso" em não comer. Algumas poucas aconselham a procurar tratamento. As autoras alternam "posts" ora triunfantes com a resistência à comida, ora em tom de desespero e alerta. "Eu não posso mais continuar assim. Imagino alguém me encontrando numa poça de sangue e vômito... morta. Minhas pernas estão fracas e é possível escutar o tlééc dos ossos. Preciso parar de vomitar, essa mutilação precisa acabar. Espero que isso ajude quem vem aqui a não cometer o mesmo erro que eu cometi...", escreveu a blogueira chamada Aninha.
"Meninas, me ajudem, não consigo emagrecer", escrevi no site de discussão Inforum. Várias mensagens de outras meninas seguiram-se à minha, com o mesmo teor. "Parem de vomitar, vocês estão acabando com a vida de vocês com esse negócio de querer ficar magra", alertou outra.
Vanessa Costa, 21 anos, é uma das poucas meninas a se identificar. Ela, que sofre transtornos alimentares desde os 13, criou seu blog há cerca de um ano, inspirada por outras blogueiras. "Não conheço nenhuma delas pessoalmente nem mesmo seus nomes verdadeiros. Elas se escondem. Eu não me escondo", diz. Hoje, grávida de três meses, Vanessa está em processo de recuperação, seguindo uma dieta balanceada. E prefere falar sobre outros assuntos em sua página.
"Tenho medo do que algumas meninas escrevem e não vejo saída pra algumas delas senão morrer numa maca de hospital. Algumas deixam comentários falando que querem perder dois quilos pra uma festa e perguntam como fazem pra ter anorexia. Elas não têm noção da triste realidade que nós já passamos", afirma Vanessa. "Acredito que esses blogs deviam ser censurados. Essas meninas nunca irão se curar se tiverem apoio de outras."
Em novembro do ano passado, a Microsoft retirou do ar quatro blogs espanhóis hospedados no serviço Windows Live Spaces que faziam apologia a transtornos alimentares, mesmo sem uma ordem judicial, atitude rara. Algumas pessoas podem encarar isso como censura, mas, na época, o responsável pelos serviços Hotmail, Messenger e Spaces da Microsoft na Espanha, Jaime Esteban, declarou que os blogs infringiam as normas de uso dos serviços.
FIM DE PAPO
As causas para a disseminação de conteúdo "do mal" são claras: anonimato, facilidade para encontrar semelhantes e potencialização da interação social. Já as saídas para esse problema variam de acordo com o especialista. "O combate ao racismo, por exemplo, deve envolver leis, educação, políticas públicas e ação da polícia", diz a antropóloga Adriana Dias. Para Félix Ximenez, do Google, a solução passa pelo incentivo à denúncia de abusos. O aprimoramento do trabalho policial é o caminho apontado pelo delegado José Mariano de Araújo Filho: "Não há crime que não possa ser rastreado pela rede", diz. "Contamos com programas para recuperação de dados deletados", afirma Sérgio Kobayashi, diretor do Núcleo de Informática do Instituto de Criminalística de São Paulo. O órgão, que recebe cerca de 300 casos de exames periciais por mês, analisa conteúdo de sites, de discos rígidos de computadores e mensagens. "Em todas as ocasiões, esses laudos são peças fundamentais na comprovação do crime cometido", diz.
"Creio que é preciso estar atento ao que se passa nas redes", diz o psiquiatra Benilton Bezerra Junior. "Para a maioria dos usuários, a internet dá acesso não controlado a um universo que é muito mais amplo, complexo e intrigante do que eles são capazes de avaliar. Aumentam exponencialmente os efeitos benéficos dessas redes, mas em compensação explodem os usos condenáveis", afirma. Cabe aos responsáveis acompanhar o que se passa nesse universo. "A internet não é um quintal ou a rua em frente de casa. Pode ser perigosa para quem ainda não tem maturidade para avaliar seus atrativos e riscos."
"Há um grande debate em torno da censura", diz o psicólogo Will Reader. "Alguns membros do parlamento britânico sugeriram proibir sites como os de apologia a anorexia. Mas isso envolve liberdade de expressão: quem decide quais sites devem ser banidos?", questiona. Reader concorda que o monitoramento dos pais é fundamental. "Fazemos a mesma coisa no mundo real, restringindo os locais onde as crianças podem ir", diz.
Para o psiquiatra Benilton Junior, as interações sociais mediadas pelo computador se tornam mais complexas com as crescentes possibilidades de produção e distribuição de conteúdo, que já está deixando os computadores e chegando a celulares e TVs. "Isso terá um impacto enorme no nosso cotidiano - para o bem e para o mal." Se é que já não está tendo.
Fonte: Revista Galileu
Serviço permite acesso a perfis e postagem de 'scraps'.
Rede social do Google é a mais popular entre internautas brasileiros. 
Tela de acesso do Orkut para telefones celulares (Foto: Reprodução)
Sem alarde, o Google lançou neste final de semana a versão para telefones celulares do site de relacionamentos Orkut , o mais popular entre os internautas brasileiros.
Para acessar o Orkut, é preciso ter um telefone celular com acesso a internet. Basta, então, digitar o endereço m.orkut.com no browser do aparelho. Pela página, mais leve que o Orkut original, é possível verificar uma versão resumida dos perfis. Também é possível ver e enviar 'scraps'.
As vantagens de se utilizar a versão para celulares do Orkut são velocidade e custo. Como o site é programado para a tela do aparelho telefônico, traz menos imagens e um código com menos informações. Desta forma, o aparelho baixa as páginas mais rapidamente. E, como as operadoras de celular cobram por quantidade de dados baixados, sai mais barato navegar pela nova versão, em comparação ao Orkut original.
Atualmente, 54% dos usuários do Orkut são brasileiros. O país responde por mais de 27 milhões de perfis postados no site. O número de pessoas cadastradas, no entanto, é desconhecido, já que há milhares de perfis falsos e cadastros duplicados.
Fonte: G1

Cobian Backup é um pequeno utilitário que permite realizar cópias de segurança de arquivos e pastas, e salvá-las em seu disco rígido local ou alguma outra unidade de rede.
Você pode configurar o programa para que faça cópias regularmente a cada intervalo de tempo. Suporta protocolos de compressão de arquivos, mediante o uso do algoritmo ZIP e proteção com senha.
Cobian Backup pode ser executado como serviço do Windows NT/2000/XP. A interface tem suporte a drag-and-drop e permite realizar cópias progressivas, isto é, que só adicionam à cópia já existente os arquivos novos ou alterados.
Melhoras: Suporta cópias Volume Shadow e compressão 7zip
Dados básicos• Data : 04 de Abril de 2008
• Tamanho : 5,5 MB
• S.O.: Win95/98/98SE/NT/ME/2000/XP
• Downloads globais: 30.852
Esqueça a biblioteca de Alexandria. A Internet é, sem dúvida, a maior fonte de informações da história. Entretanto, encontrar informação útil nesta caótica e quase infinita estrutura pode ser bastante complicado. Confira dez dicas para não perder tempo e otimizar suas buscas na rede.
1- Tenha claro o que procuraEstar focado no que se busca é básico para que não se perca tempo. Mas se existe algo que inclina à divagação e à dispersão é a busca na Internet. Quando estamos procurando, às vezes encontramos coisas que não eram exatamente nosso objetivo, mas que se tornam interessantes.
Então, vamos olhar, e acabamos perdendo o caminho. Portanto, ao iniciar uma busca, tenha um objetivo bem definido em mente. Por exemplo, saber "qual o nome dos sete anões da Branca de Neve em espanhol" - e evite perder tempo averiguando quem dubla cada um dos personagens, o ano do filme da Disney, quantas vezes foi exibido, e assim por diante.
2- Escolha a ferramenta adequada
"Ora, o Google", dirão alguns. Mas ainda que este seja o buscador mais popular, a informação flui por diferentes caminhos. Não se restrinja ao site campeão: outros meios podem ser fóruns, blogs, sites especializados ou até mesmo seus contatos no messenger. Às vezes, o que se procura está a um contato de distância. Preste atenção também a outros mecanismos de buscas - sim, eles existem.
3- Aprenda a usar a ferramentaAo escolher um buscador, antes de mais nada vale a pensa investir um pouco de tempo para saber exatamente como ele funciona. Se é melhor realizar a busca usando os termos entre aspas, se usa os operadores lógicos "and", "or" e outros, ou se realiza buscas contextuais em páginas concretas. Todo o tempo gasto em conhecer a ferramenta é tempo que será economizado ao conseguir utilizá-la com objetividade.
4- Seja claro e objetivoAinda que os mecanismos de buscas vão sendo otimizados para entender a maneira de pensar humana, os humanos também podem conhecer a maneira de raciocinar de uma ferramenta de busca. Por exemplo, para fazer uma busca de várias palavras, é conveniente pensar não apenas em como se procura mas também em como o programa que gerencia as buscas vai entender o pedido que se faz.
Por exemplo, em vez de procurar por "amor e poesia", frase que tem um "e" que muitas vezes é ignorado pelos buscadores, é melhor buscar "poesia amor" - mais facilmente o programa entenderá que são duas palavras-chave a considerar em seus parâmetros de busca.
5 - Aprenda a diferenciar à primeira vistaAo fazer uma busca, é bom conseguir determinar de cara se os resultados têm algo a ver o que se quer encontrar. Basta olhar as primeiras palavras de cada resultado para saber se foi encontrada informação útil ou simplesmente sites que pouco têm a ver com o que se precisa encontrar. Perca alguns segundos analisando as primeiras linhas dos resultados. Você saberá se está na pista certa.
6- Use inglês, dicionários e tradutores
Outras línguas, como espanhol ou português, podem até estar ganhando mais espaço na Internet, mas a realidade é que a imensa maioria das páginas está - ou oferece versão - em inglês. Portanto, se você não encontra em português o que procura, experimente traduzir as palavras-chave para o inglês e fazer nova busca. Se precisar, utilize dicionários ou mesmo os tradutores online para investigar páginas que pareçam interessantes.
7- Aprenda a buscar indiretamente
A busca indireta dá resultados ótimos quando parece ser impossível encontrar aquilo que se busca. Trata-se de não atacar diretamente o tema que procuramos, mas buscar algo relacionado com ele. Por exemplo, procurar a letra de uma canção de Elvis Presley da qual não se lembra o nome. Se não se encontra nada a partir de "Elvis Presley", pode-se experimentar usar um pedaço da letra do qual se recorde (como "kiss me my darling").
Entre os primeros resultados, certamente estará a letra de "It's now or never". Isso é aplicável a uma grande variedade de temas, e é especialmente útil quando o tema principal da busca é muito amplo ou quando, por exemplo, buscamos o nome de uma pessoa, já que pode haver muito mais gente com tal nome do que se imagina.
8- ImagensA busca de imagens é especialmente complicada, e para conseguir os melhores resultados, além de usar dicas anteriores (busca indireta, tradução para outras línguas), não use apenas a busca de imagens do Google, por exemplo. Procure também por sites que possam conter as imagens que você quer, e aproveite outros buscadores - inclusive específicos para imagens.
9- A Wikipedia é amigaSe a procura é por um termo popular, é quase certo que já exista na wikipedia. A enciclopédia global online colaborativa tem informação de qualidade. Não se perde muito tempo em consultá-la, mas pode-se economizar tempo ao encontrar lá o que se procura e, muitas vezes, outras referências sobre o assunto permitem que se tenha mais fontes de informação.
10- Experiência é a princial aliadaNa busca via Internet a experiência não é um grau, são 360. À medida que fizer buscas, você aprenderá a discriminar melhor, vai adicionar aos seus sites favoritos outros buscadores especializados, que funcionem melhor para determinados assuntos, e aprenderá também a pensar mais como uma ferramenta de busca, porque as entenderá melhor. Ou seja: busque e aprenda com as buscas que faz. Em pouco tempo você se tornará uma ferramenta indispensável para outras pessoas que não vão precisar de um buscador: elas terão você.
» Site permite buscar imagens em múltiplos idiomas » Mecanismo permite procurar pessoasl na web » Wikipedia prepara serviço de buscas coletivo » Buscas inúteis na Internet custam dois dias de trabalho Fonte: Terra Espanha
My Lockbox permite proteger com senha arquivos e pastas confidenciais.Softwares também aumentam segurança de navegação na internet.Para quem compartilha o computador com outras pessoas, seja em casa, em lan-houses ou no trabalho, privacidade é fundamental. Para ajudar a proteger seus dados de forma simples e rápida, o Baixatudo selecionou alguns programas gratuitos disponíveis na rede.
My Lockbox permite proteger com senha arquivos do computador - Foto: Reprodução
O My Lockbox é um aplicativo gratuito que permite proteger por senha qualquer arquivo no seu computador. A pasta protegida fica escondida de qualquer usuário e aplicativo do sistema, não só a partir do computador local mas também na rede.
Em sua versão 1.2, o My Lockbox é fácil de usar e permite ao usuário definir onde ficará a pasta protegida e qual será a senha para acessá-la. Com o painel de controle é possível fazer alterações básicas de parâmetros como localização da pasta, tipo de proteção e senha.
Já o SecureMaker.com 5.1.9 é uma suíte versátil que combina vários serviços de proteção: previne a ação de programas maliciosos, protege contra spyware, evita rastreamento e apaga histórico de navegação, assegurando a privacidade do usuário. Além disso, com ele é possível limpar o registro do computador e desfragmentar o disco rígido, assim como gerar senhas e incluir criptografia em e-mails.
Outra opção é o Returnil Virtual System 2008 Personal Edition, solução que protege o sistema operacional Windows contra ataques de vírus e instalação de spyware. Além de limpar automaticamente todos os seus rastros de atividades na web e histórico de navegação, a tecnologia permite criar uma "cópia" do seu sistema Windows quando inicializado (boot), a fim de evitar a perda de dados por desatenção ou ação externa.
Durante a navegação, programas também ajudam a identificar com facilidade os sites ligados a spyware, adware, spam, vírus, ataques ao navegador, phishing ou fraudes on-line. O McAfee SiteAdvisor adiciona um ícone à barra de ferramentas que muda de cor para indicar quando um site não é seguro ou apresenta algum tipo de perigo. Conta com versões para usuários de Internet Explorer ou Firefox.
Fonte: G1
A proposta de US$ 31 por ação representa um prêmio de 62% em relação ao preço atual. Microsoft já tem plano para integrar os funcionários das duas empresas.
A Microsoft fez uma proposta de compra do Yahoo nesta sexta-feira (1º) no valor de US$ 44,6 bilhões. O objetivo da empresa é aumentar sua competitividade no mercado de serviços on-line, e, principalmente, das ferramentas de busca.
A proposta de US$ 31 por ação representa um prêmio de 62% em relação ao fechamento de ontem da ação do Yahoo na Bolsa de Nova York, a US$ 19,18. Com a notícia, por volta das 10h (de Brasília), as ações do Yahoo! disparavam 54% no pré-mercado em Wall Street, cotada em US$ 29,70, enquanto a Microsoft recuava 2%, a US$ 31,95.
Em comunicado, a gigante do setor de software informou que o acordo iria criar uma empresa mais eficiente, com uma sinergia total de US$ 1 bilhão por ano, com a geração de mais valor para os anunciantes e eficiências operacionais.
A Microsoft também revelou que já tem desenvolvido um plano para integrar os funcionários das duas empresas.
A expectativa da Microsoft é de obter aprovação regulatória para o acordo, com sua conclusão prevista para o segundo semestre de 2008.
"Temos um grande respeito pelo Yahoo, e juntos podemos oferecer um conjunto de soluções cada vez mais interessante para consumidores, editores e anunciantes, enquanto nos posicionamos melhor na competição pelo mercado de serviços on-line", disse Steve Ballmer, diretor executivo da Microsoft.
Revitalizar a companhia
O anúncio foi feito antes da abertura dos mercados nos Estados Unidos, um dia depois que o ex-chefe-executivo do Yahoo Terry Semel deixasse a diretoria da empresa.
A partida de Semel acontece depois que o Yahoo anunciou um projeto de redução de pessoal de 1.000 empregados como parte de um esforço para revitalizar a companhia.
O co-fundador do Yahoo Jerry Yang substituiu Semel como diretor-executivo para reforçar os lucros da firma californiana e o preço das ações.
O Yahoo sofreu uma queda em seus lucros no quarto trimestre de 2007 e no conjunto do ano, e advertiu que 2008 seria igualmente difícil, enquanto enfernta uam reorganização para incrementar sua principal fonte de rendas, as vendas de publicidade.
A empresa registrou um lucro líquido no quarto trimestre de US$ 205,7 milhões, uma queda de 23,5%, e para o conjunto do ano um lucro em baixa de 12,1%, a US$ 660 milhões.
Atualmente, seu concorrente, o Google , embolsa mais de 32% de suas rendas de publicidade na internet em nível mundial, contra menos de 20% para o Yahoo, depois de há apenas dois anos os dois grupos registrarem posições muito próximas.
O Yahoo foi fundado em 1994 pelos estudantes Jerry Yang e David Filo, da Universidade de Stanford. A empresa tem sede em Sunnyvale, na Califórnia (EUA).

Uma das mais recentes atualizações do Orkut é o “cadeado de segurança”, que permite ao usuário restringir o acesso a fotos e vídeos de seu perfil. Não por acaso, uma das mais recentes “ferramentas” disponíveis na internet foi criada justamente para quebrar essa medida de privacidade do site de relacionamentos (e comunidades repetidas).
Com poucos cliques, pessoas mal-intencionadas podem destravar o bloqueio e acessar o conteúdo das páginas “trancadas” sem que você saiba da invasão.
Portanto, fique alerta. A maneira mais segura de preservar sua privacidade no Orkut continua sendo deixar arquivos pessoais fora da brincadeira.
Fonte: Renato Bueno (G1)
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Centenas de milhões de internautas se renderam em 2007 ao frenesi dos sites de relacionamento, como o Orkut, o MySpace ou o Facebook, uma forma lúdica de troca de experiências que tem se mostrado rentável, mas também tem sido questionada por uma grande exposição da vida privada.
Das dez palavras-chave mais freqüentemente postas na ferramenta de busca Google este ano, sete são de sites de socialização, dentre os quais o britânico Badoo, o americano Facebook e o canadense Webkinz, um site para crianças no qual elas jogam com bichinhos de pelúcia virtuais que possuem amigos.
Cedendo à tentação de se expor em uma página pessoal, olhar a de outros e criar uma rede de "amigos" que compartilham gostos e desgostos, mais de 110 milhões de internautas se inscreveram no MySpace e 55 milhões no FaceBook, os dois sites mais concorridos do mundo, cujo número de membros aumentou em 30% e 100%, respectivamente.
Segundo a companhia especializada Comscore, os sites de relacionamento receberam 500 milhões de visitantes, um número que deve levar em consideração a ressalva de que um internauta utiliza, em geral, mais de um site. O fenômeno afeta a todos os países, onde não há apenas os dois pesos pesados americanos, mas também centenas de sites locais em plena ascensão, como o popular Orkut no Brasil.
O site Mixi no Japão reivindica oito milhões de membros e o Xiaonei, da China, diz ter seis milhões. Já na Coréia, 85% dos internautas do país estão inscritos no Cyworld, que conta com 18 milhões de usuários. Um em cada quatro americanos usa o MySpace.
A cada dia são criados novos sites, em que é possível participar das incontáveis e mais diferentes comunidades, que vão desde as mulheres ao volante, passando pelos fãs de Chaves e Capolin e terminando nas comunidades que reúne pessoas feias. Mas em 2007, houve também a multiplicação de usos cada vez mais invasivos dos sites.
"Uso o Facebook para fuxicar", reconhece Caroline, uma jovem francesa que vive em Nova York. "Olho o que os meus amigos fazem (no Facebook, todas as mudanças de páginas de uma pessoa são comunicadas a seus "amigos") e até já achei a foto do meu marido em uma festa, posta na Internet por um amigo dele".
"Bloqueei todos os acessos, não quero que se escrevam bobagens na minha página quando procuro por um trabalho", opinou, por sua vez, Daphné, outra francesa em Nova York que, como suas amigas, se sentiu tentada por esta forma lúdica de conhecer pessoas. Mas vários casos saíram a público nos Estados Unidos, ressaltando os excessos que esta moda permite, algo que, para os especialistas, marca uma nova etapa da internet mundial.
O MySpace e o Facebook também atraíram inúmeras pessoas que utilizam estes sites para cometerem crimes sexuais. Uma mãe, por exemplo, se inscreveu no MySpace com o perfil de um adolescente e assediou através do site uma amiga de sua filha, uma jovem de 13 anos que acabou por se enforcar. O caso freqüentou as primeiras páginas de todos os jornais.
Em outro exemplo do fenômeno, o Facebook - com o desejo de transformar seu sucesso em lucro - se vinculou a dezenas de empresas, permitindo-lhes a detectar em tempo real as compras dos membros de Facebook e comunicar estas informações a todos os seus "amigos". Uma avalanche de protestos finalmente obrigou à página a limitar este sistema.
Alguns estados americanos pediram aos sites que controlassem a idade de seus membros, e a Comissão Européia manifestou sua preocupação por sua intromissão na vida privada. Apesar disso, o crescimento dos sites de relacionamento continua: o mundo viu apenas "a ponta do iceberg", garantiu o responsável pelo desenvolvimento do MySpace, Amit Kapur, que acredita que este fenômeno é apenas "a evolução natural da Web".
Os sites de relacionamento participam, de fato, de uma Internet personalizada. O frenesi destas "redes sociais" ganhou também as esferas financeiras: o grupo Microsoft comprou recentemente 1,6% do Facebook por US$ 240 milhões. A este preço, o site, que ainda não movimenta dinheiro, vale US$ 15 bilhões, quase tanto quanto a General Motors.
É quase 30 vezes o valor ao qual foi comprado o site MySpace em 2005 por News Corp. Dados que alguns temem que cause a explosão de uma nova bolha, e suas naturais conseqüências.
Fonte: AFP / Montagem dos Logos: Jorge Tadeu
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