domingo, 9 de dezembro de 2007

Artigo de sex shop quase deixa britânico amputado

Bombeiros foram chamados para um socorro inusitado, em Manchester, no Reino Unido: retirar uma argola de metal do pênis de um homem, segundo o jornal Metro.

O homem, que não teve o nome divulgado, foi levado para o Hospital Royal Wigan, na Grande Manchester, onde os médicos temeram ter que amputar o pênis da vítima em função do corte de irrigação sangüínea.

Diante da dificuldade dos médicos em solucionar o problema, os bombeiros foram chamados ao hospital. Com a ajuda de um pequeno amolador, eles removeram a argola.

O homem, que tem cerca de 40 anos, recebeu anestesia para que fosse feita a remoção. Além disso, uma fina folha metálica foi colocada em torno de seu pênis para protegê-lo durante a operação, que levou cerca de 20 minutos.

Fonte: Terra

domingo, 2 de dezembro de 2007

Um pouco mais sobre a TV Digital

Clique nos links abaixo e tire suas dúvidas:

O QUE ASSISTIR EM HD
TV DIGITAL TRARÁ NOVOS HÁBITOS
TV PAGA: CRONOGRAMA PRÓPRIO
TV DIGITAL: MARCO NO PAÍS
CONVERSOR: POR QUE TÃO CARO
CUIDADOS NA HORA DA COMPRA
GUIA DO UOL TECNOLOGIA
MAIS SOBRE TV DIGITAL


A IMAGEM DIGITAL

O sinal digital proporciona imagens com cores mais vivas e maior definição. Definição é o nível de detalhamento que a imagem pode possuir, medido em número de linhas horizontais (480, 720 e 1080 linhas). A definição padrão da TV analógica é de 480 linhas. Na digital, a definição máxima chega a 1.080 linhas (chamada Full HD). O formato da imagem na TV digital é widescreen (16:9), como o das telas de cinema, e não quadrado (4:3), como no sistema analógico. Além disso, não são exibidas imagens com "fantasmas" nem com "chuviscos". Mas, se o sinal estiver fraco, a TV não vai exibir imagens ruins; ela simplesmente não vai exibir nada.

O SOM DIGITAL

A TV digital terá som "Som Surround 5.1" , mais rico e transmitido em múltiplos canais. Esse tipo de som também é conhecido como "som de home theater". Na TV analógica, o som só pode ser transmitido em dois canais: mono ou estéreo.

INTERATIVIDADE E PORTABIILIDADE

A TV digital permite que as emissoras forneçam serviços interativos, semelhantes a alguns da Internet. O usuário poderá participar de enquetes, adquirir produtos, comentar notícias ou acessar guias de programação, quando houver compatibilidade com algum sistema de telecomunicação, como a banda larga, celular ou mesmo pelo telefone fixo. Mas o Ginga, software que permite a interatividade, ainda não está disponível. Portabilidade permite à transmissão do sinal a aparelhos móveis (celulares, notebooks).

MULTIPROGRAMAÇÃO

É o recurso que possibilita às emissoras transmitirem até seis programas simultaneamente. A definição das imagens vai variar conforme o número de programas exibidos. As emissoras, no entanto, não estão investindo no recurso, já que poderia haver dispersão de audiência entre os programas, o que seria incompatível com o atual modelo de negócios da TV aberta, baseado na venda de espaços publicitários.

Fonte: UOL Televisão

A TV digital estréia hoje; tire suas dúvidas sobre o novo sistema

Às 20h30 deste domingo (2), ocorrerá em São Paulo a primeira transmissão terrestre em sinal digital da TV aberta no Brasil. A transmissão marca a história da TV brasileira, que entrará, paulatinamente, em uma nova era. Para entender como isso pode afetar seu cotidiano, leia as questões abaixo e tire suas dúvidas. Mas fique tranqüilo, pois, de imediato, pouca coisa vai mudar. Nos boxes, você encontrará uma breve descrição das características da TV digital.

O que é a TV digital?

TV digital é uma nova tecnologia que possibilita às emissoras transmitirem a programação com melhor qualidade de som e imagem. As emissoras também poderão utilizar novos recursos como interatividade, exibição de informações sobre a programação, transmissão para aparelhos móveis como celulares e notebooks. Há também a possibilidade de transmitir até seis programas simultaneamente ou exibir um mesmo programa de vários ângulos- é a multiprogramação. O Ginga, software brasileiro que permite a interatividade, ainda não está pronto.

Em 2 de dezembro de 2007, a TV digital só estréia na Grande São Paulo. Quando a TV digital chegará a outras partes do Brasil?

Até meados de 2013, o sinal digital deve chegar a todo o Brasil. Veja o cronograma de implantação do sistema no site do Fórum Brasileiro do Sistema de TV Digital Terrestre.

Eu poderei receber o sinal digital na minha televisão convencional de tubo?

Sim. Para isso será necessária a aquisição de um conversor (também conhecido como set-top box) e de antena UHF, que serão conectados à TV de tubo. Neste caso, imagem e som serão equivalentes aos de um DVD. A aquisição desses aparelhos são aconselháveis para quem já não recebe uma boa imagem analógica - com "fantasmas" , por exemplo - e quer melhorar a qualidade da recepção. A imagem, no entanto, não será de alta definição, pois o conversor transforma o sinal digital em analógico, com perda de qualidade. Mas o espectador deve estar ciente de que, em aproximadamente um ano, o conversor disponível hoje no mercado deve estar obsoleto, pois serão lançados novos conversores que permitirão interatividade. O software que permitirá recursos interativos ainda está em desenvolvimento.

Se eu não adquirir um conversor, o que vai acontecer com a minha televisão de tubo a partir de domingo, dia 2, quando estréia a TV digital?

Nada. As transmissões do sinal analógico continuam até 2016. Só a partir dessa data é que todos os aparelhos terão de ser digitais.

Minha TV de plasma ou LCD já está pronta para receber o sinal digital?

Provavelmente não, pois os aparelhos com conversores embutidos só começaram a chegar ao mercado no final de novembro de 2007. Quem tiver um aparelho de plasma ou LCD também terá de adquirir um conversor para receber os canais digitais.

Quem receber o sinal digital já está recebendo programação em alta definição?

Só recepção do sinal digital não basta. A alta definição só estará disponível para quem tiver um aparelho Full HD (1.080 linhas) ou HDTV Ready (720 linhas) - este último com qualidade de imagem um pouco inferior. Quem tiver um aparelho convencional conectado a um conversor, receberá o sinal digital padrão, com imagem equivalente à de DVD. Vale lembrar que apenas parte da programação das emissoras está sendo produzida em alta definição.

Tenho um pacote digital de TV por assinatura. O que muda?

Por enquanto, nada muda. Esses canais já são digitais, mas não têm alta definição. As operadoras de TV por assinatura têm um cronograma próprio para lançar decodificadores que melhorem a definição da imagem. Se você tiver um aparelho Full HD ou HDTV Ready conectado a um conversor e sua operadora não lançar um decoder HD, você poderá assistir à TV aberta em alta definição e continuar assistindo normalmente a TV paga como já fazia. Mas será necessário trocar do decodificador para o conversor, e vice-versa, a cada vez que se quiser alternar o sistema.

Recebo o sinal de TV via parabólica. O que muda?

Nada muda. A digitalização é da televisão com sistema de transmissão terrestre.

Posso assistir à TV digital pelo celular?

O sistema digital permite que o sinal seja transmitido a aparelhos móveis de forma gratuita, mas os celulares brasileiros ainda não estão adaptados para receber esse sinal.

Poderei assistir à TV digital no computador?

Sim. Há receptores para microcomputadores, mas, por enquanto, eles são compatíveis apenas para telas de até 14 polegadas.

A programação poderá ser gravada?

A TV digital estréia sem um bloqueador de gravação. As emissoras de TV e as distribuidoras de conteúdo internacional, no entanto, pressionam o governo para que haja algum dispositivo de bloqueio. O objetivo é combater a pirataria, que poderia crescer ainda mais, pois não há perda da qualidade da imagem quando se reproduz um programa transmitido em Full HD. Segundo o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, eventuais dispositivos de bloqueio que venham a ser implementados devem permitir a gravação e reprodução doméstica dos programas.

Fonte: UOL Televisão

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Sete entre dez notas falsas são de R$ 50

Só este ano, mais de R$ 17,6 milhões falsos já foram recolhidos pelo Banco Central.

Saiba como examinar as notas para não ficar no prejuízo: CLIQUE AQUI

Uma quadrilha falsificava dinheiro havia dois anos quando, em março deste ano, uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu o chefe do grupo e um comparsa em Ponta Porã (MS), com R$ 592 mil em notas falsas de R$ 20.

As cédulas eram produzidas na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero e seu principal destino era Brasília, onde distribuidores locais compravam três notas falsas com uma verdadeira.

O caso é uma exceção pelo porte da apreensão, mas, em menores quantidades, a circulação de dinheiro falso é bastante comum no país. Em 2007, até o final de outubro, a PF abriu mais de 5 mil inquéritos para crimes de produção e distribuição de moeda falsificada – em 2006, foram 6.809. O Banco Central (BC), por sua vez, recolheu R$ 17,6 milhões em dinheiro falso entre 1º de janeiro e 5 de novembro deste ano.

Ressarcimento

Qualquer agência bancária está habilitada a recolher dinheiro suspeito e enviá-lo para o BC para investigação, mas, caso seja confirmada a fraude, não há ressarcimento. Assim, a única solução para não ser vítima dos falsificadores é ficar atento. “Falsificação de dinheiro ocorre no mundo todo, e as pessoas têm de deixar de ficar constrangidas e verificar as cédulas no momento em que as recebem”, comenta o chefe do Departamento de Meio Circulante do BC, João Figueiredo. “Em 2005, fizemos uma pesquisa e descobrimos que 60% dos brasileiros não conferem as notas”. Figueiredo recomenda reservar algum tempo para observar com atenção as cédulas, familiarizando-se com suas características Do começo do ano até 5 de novembro, o BC havia recebido 458 mil cédulas falsas, das quais cerca de 70% eram de R$ 50. Portanto, ao receber uma cédula desse valor, a atenção deve ser redobrada. Mas, como explica Figueiredo, o único dinheiro que pode ser recebido sem maiores preocupações são as moedas, cujo valor de face é muito baixo para tornar a falsificação rentável. “Se chegaram mil moedas falsas ao BC neste ano, é muito. Não vale a pena, pois a produção é muito cara”, comenta.

Bancos

Segundo o BC, 80% do total do dinheiro falso recolhido no país é enviado ao órgão pelos bancos. Os funcionários das instituições bancárias são treinados para reconhecer cédulas suspeitas e tirá-las de circulação.

O superintendente de Comunicação Social da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), William Salazar, assegura ser pouco provável que uma nota falsa, na eventualidade de não ser notada pelo caixa da agência, passe despercebida pela tesouraria das instituições financeiras, na contagem feita no fim do expediente.

A possibilidade de se sacar uma nota falsa num caixa eletrônico, portanto, também seria reduzida. “Só se ela for trocada no momento em que o caixa é alimentado”, aponta Salazar. “Mas, em cinco anos na Febraban, só ouvi falar de dois casos como esse”. Se, contudo, uma cédula suspeita for sacada de uma máquina dentro de uma agência bancária, durante o expediente, o procedimento recomendado pelo BC é imprimir um extrato que comprove o saque, de preferência no mesmo terminal, e pedir providências ao gerente da agência.

Se ele não resolver o problema, o cliente deve procurar uma delegacia policial para registrar ocorrência. Se o saque for feito fora da agência ou do horário de expediente, o cliente deve procurar a polícia diretamente, munido de extrato. Boatos de que os bancos não tirariam dinheiro falso de circulação para evitar perdas são rejeitados pela Febraban e pelo BC. “Isso é uma calúnia”, responde Salazar. “É ridículo dizer isso, pois seria uma atividade criminosa que não interessa aos bancos”, corrobora Figueiredo, do BC.

Equipamento antifraude

Embora, segundo o chefe do Departamento de Meio Circulante do BC, uma análise a olho nu permita identificar notas falsificadas com grande precisão, existem no mercado equipamentos para fazê-lo com maior acuidade, com preços que variam de R$ 6,50 a R$ 1490.

A empresa Money Test, de Carapicuíba (SP), fabrica esse tipo de produto há sete anos. O modelo mais barato é a caneta com reagente que identifica o papel de segurança usado pela Casa da Moeda. Esse reagente, no entanto, não acusa notas falsificadas por meio da técnica de lavagem, em que cédulas verdadeiras de valor baixo são branqueadas quimicamente para reimpressão com valor maior.

Por outro lado, segundo o BC, essa prática está se tornando rara porque, apesar de se manter a marca d'água, que, de outra forma, é impossível de se reproduzir com equipamento comum, o resultado da impressão geralmente deixa a desejar. O modelo mais caro da empresa (R$ 1.490) é uma câmera com lente de aumento, que permite observar os detalhes de cédulas, cheques e documentos numa tela de cristal líquido. Segundo o fabricante, o grau de confiabilidade é de 100%.

Fonte: G1

domingo, 25 de novembro de 2007

Indústria ainda testa equipamentos e venderá aparelhos sem interatividade

Os conversores e televisores digitais encontrados nas lojas a partir da semana que vem virão sem interatividade plena -possibilidade de o espectador enviar informações às emissoras em testes ou escolhas do final de programas, por exemplo.

O coordenador do desenvolvimento do Ginga, software que permite a interatividade, Guido Lemos, da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), diz que as indústrias estão em fase de finalização e testes do software nos receptores, por isso não deve haver equipamentos completos no dia 2.

Segundo Lemos, o software está pronto, ao contrário do que dizem alguns fabricantes, mas é preciso fazer adaptações para produzir em escala industrial. "No momento, há pelo menos cinco empresas tentando desenvolver o Ginga no menor período possível."

Mesmo assim, ele acredita que vale a pena comprar o conversor incompleto -sem permitir o envio de informações entre telespectador e emissora. "Se eu morasse em São Paulo e tivesse condições financeiras, iria comprar o conversor."

A interatividade remota, que permite o acesso a informações enviadas pelas emissoras, como a escalação de um time que está jogando, estará disponível nesses primeiros aparelhos.

Mas para não ficar com um equipamento defasado, o coordenador de TV Digital da Universidade Mackenzie, Gunnar Bendicks, orienta o consumidor a se certificar de que há possibilidade de atualização do equipamento com o Ginga. No entanto, nenhum dos fabricantes consultados e que vai comercializar receptores ou TVs tem essa opção.

O vice-presidente de novos mercados da Samsung, Benjamin Sicsú, concorda que a falta de interatividade deve ficar clara para o consumidor. "Vem outro modelo com interatividade e o consumidor tem de saber disso."

Segundo Roberto Barbieri, diretor da Semp Toshiba, "até agora não está claro o hardware que será usado" para a interatividade plena, por isso os conversores da empresa não poderão ser atualizados.

Essa interação total também depende de um canal de comunicação com o telespectador, como internet ou telefone. Esse é outro dos entraves apontados pelos fabricantes para viabilizar a interatividade plena.

Lemos acredita que o uso dessa comunicação pelas emissoras vai impulsionar as vendas dos equipamentos: o consumidor verá mais diferenças entre as duas TVs e terá mais vontade de comprar a digital.

Para ele, o principal motivo de o preço dos conversores ficar tão acima da expectativa do governo, de R$ 200, é o pouco tempo para desenvolver tecnologia e testar os equipamentos. "Tem fabricante que não está lançando modelos porque não tem segurança na máquina."

Sicsú afirma que a indústria ainda está fazendo ajustes nos equipamentos. "Está todo mundo apanhando ainda."

Essa incerteza também teria levado a um conservadorismo da indústria no volume de equipamentos produzidos. "Alguns fabricantes finalizaram as caixas [conversores] e nem houve testes. Depois que isso ocorrer é que vão aumentar a produção", diz Lemos.

Segundo ele, "a previsão do ministro Hélio Costa [Comunicações] não é maluca: há possibilidade de o preço do conversor chegar a US$ 50 [R$ 90]", mas em quatro anos.

Sicsú aponta o pequeno número de fornecedores dos componentes dos conversores para o encarecimento do produto. "À medida que a produção aumentar, o custo será reduzido".

Fonte: Folha de S.Paulo

Conversor digital chega ao varejo na 2ª

Três fabricantes vão oferecer também a TV com o aparelho já embutido; especialistas indicam melhor opção para cada caso

Sinal digital começa a ser transmitido oficialmente no próximo dia 2, apenas na Grande SP, mas o analógico ainda permanece até 2016

Os primeiros aparelhos de TV já prontos para receber o sinal digital começam a chegar às lojas na próxima semana, às vésperas do lançamento da TV digital no Brasil, em 2 de dezembro, considerado o terceiro marco após o início das transmissões, em 1950, e da TV em cores, em 1972.

Só três fabricantes, entre as empresas consultadas pela Folha, confirmam a produção de aparelhos com os conversores digitais já embutidos. Também chegam ao varejo os conversores para permitir que as TVs já disponíveis no mercado recebam o sinal digital dentro do padrão japonês, o escolhido pelo governo federal após uma disputa com os padrões europeu e americano.

As transmissões digitais começarão pela Grande São Paulo. A previsão é que, até 2013, chegue a todos os municípios. Porém, o sinal analógico continuará a ser transmitido até 2016, por isso não há pressa para a troca ou adaptação dos aparelhos.

No entanto, quem optar pela migração terá imagem com qualidade de DVD, dizem especialistas, mesmo se não tiver uma TV de alta definição (com 1.080 linhas). "O limite de qualidade da imagem será as linhas da TV, mas a imagem será melhorada porque não haverá fantasmas", diz o coordenador do Laboratório de Vídeo Digital da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), Guido Lemos.

É preciso lembrar que, para captar o sinal digital, será preciso ter uma antena UHF interna ou externa.

A Philips é o único fabricante, até agora, que vai oferecer TVs e conversores. Walter Duran, diretor de tecnologia da empresa para a América Latina, admite que os equipamentos estão caros, mas ressalta que "tem que iniciar a venda, gerar demanda, para baratear".

A Samsung optou por fabricar apenas as TVs. A diferença de preço entre um modelo semelhante da empresa e aquele com conversor embutido, de acordo com Benjamin Sicsú, vice-presidente da Samsung para Novos Negócios da América Latina, fica em torno de 15%. O diretor da Philips preferiu dizer apenas que a diferença seria "mais ou menos" o valor do conversor. A LG também terá TVs com conversores embutidos, mas não divulgou o preço.

Público-alvo

Esse custo alto de lançamento dos conversores vai determinar o público-alvo. "Quem comprará nesse primeiro momento serão os consumidores de tecnologia, que querem as novidades primeiro, e as pessoas que têm mais de uma TV em casa", diz Lemos.

A escolha do conversor com melhor custo/benefício para cada caso vai depender do tipo da televisão. A qualidade da imagem é definida pelo número de linhas, quanto mais linhas, maior a definição. Um conversor para TVs de 1.080 linhas, por exemplo, vai oferecer uma boa imagem se acoplado a um aparelho de 480 linhas, mas essa ligação não vai ser satisfatória na situação inversa.

Para Sicsú, quem tem TV de tubo "deve comprar um conversor exatamente no limite da TV que tem". Como a resolução desse aparelho é de 480 linhas, os conversores mais baratos alcançarão a qualidade de imagem máxima. "O que tiver a mais [de resolução] a TV não vai utilizar", ressaltou.

Já quem tem TV de LCD ou plasma deve "obrigatoriamente" comprar o conversor de 1.080 linhas, diz o coordenador de TV Digital da Universidade Mackenzie, Gunnar Bendicks. Esses aparelhos têm pelo menos 720 linhas de resolução, por isso precisam de conversores melhores para alcançar maior qualidade de imagem.

"O problema é saber se o consumidor vai querer pagar essa melhoria", questiona Sicsú. Para ele, "o preço do conversor vai cair", e o próximo passo das indústrias é lançar TVs menores, voltadas para a classe média.

Um dos representantes dos fabricantes consultados, que não quis se identificar, chegou a afirmar que não via vantagens em comprar logo uma TV com o conversor embutido porque quando a interatividade plena for possível, provavelmente no final do próximo ano, o televisor terá que ser novamente trocado para usufruir dessa interação.

Assim como os da Philips e da Positivo, os conversores da CCE (disponíveis só em 2008), da Gradiente e da Semp Toshiba serão compatíveis com televisores de todos os fabricantes, enquanto a Sony optou por produzir um aparelho que só pode ser conectado às TVs de uma de suas linhas (Bravia).

Na próxima semana, os fabricantes devem se reunir com o governo federal para discutir formas de baratear os conversores, o que deve acontecer com incentivos fiscais e o aumento da demanda.

A ameaça do presidente Lula de estimular a importação dos conversores, para forçar a redução, é considerada inócua pela indústria porque o Brasil escolheu um sistema tecnológico com especificidades que não existem em outros países.

O ministro Hélio Costa (Comunicações) já afirmou várias vezes que seria possível vender o aparelho por R$ 200.

Fonte: Folha de S.Paulo

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

10 coisas que você precisa saber sobre a TV Digital

A TV digital chegará em dezembro a São Paulo sem um dos seus principais atrativos: a interatividade. Sem a definição dos padrões do middleware, sistema operacional da televisão digital, a tendência é que a indústria lance apenas um conversor simples até o fim do ano.

Mas muita gente que ainda não sabe o que é a TV Digital. Veja abaixo 10 coisas que você precisa saber sobre antes de aderir ao novo sistema.

1. Afinal, o que é TV digital?

A TV digital proporciona imagem com maior definição (a resolução média da TV analógica é de 480 linhas, enquanto na digital é de 1.080 linhas) e cores mais vivas, além de som mais rico (a transmissão suporta até seis canais de som - Dolby Digital -, enquanto a analógica suporta somente dois - mono e estéreo).

O formato da imagem no sistema digital é widescreen (16:9), como a tela de cinema, diferente do padrão analógico (4:3). Enquanto no sistema analógico a emissora pode enviar apenas um programa por vez, no digital é possível enviar até seis programas simultaneamente, permitindo variar a programação ou oferecer uma experiência mais rica, como assistir um jogo a partir de câmeras diferentes.

Além disso, é possível receber informações junto com a programação, como detalhes do que aconteceu no último capítulo da novela, dados estatísticos em um jogo de futebol ou a sinopse de um filme. Por fim, é possível interagir com a programação, votando no time mais cotado para ganhar uma partida pelo controle remoto, por exemplo.

2. Eu vou ter de trocar a minha TV por uma nova?

Não. Você poderá adquirir um adaptador, conhecido como set-top box, que permitirá que a TV que você tem em casa receba o sinal digital. Qualquer televisor será compatível com o aparelho, desde que tenha entrada para DVD ou aparelho de videocassete. Porém, se você quiser assistir à TV digital em alta definição, que exige mais linhas de resolução, terá que adquirir um novo aparelho compatível com HDTV (High Definition Television).

3. Minha antena de TV vai para o lixo?

Não, o sistema brasileiro foi desenvolvido de forma a aproveitar as antenas externas e internas para a recepção do sinal, tanto as que recebem sinal em UHF, quanto as parabólicas, que operam na banda C.

4. Quando vai custar o set-top box?

O preço do set-top box para o consumidor hoje, segundo estimativa do LSI (Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), seria de cerca de 500 reais, com recursos de interatividade, compatibilidade com alta definição e suporte ao formato MPEG-4. Já segundo dados do CPqD, o custo médio de um conversor no Brasil hoje seria de 400 a 800 reais - de acordo com os recursos disponíveis em cada modelo -, mas poderia chegar a uma faixa de 300 a 700 até a data de início do funcionamento da TV digital no País.

5. Quais as vantagens de ter uma TV ou um adaptador para TV digital?

Nenhuma, a qualidade de imagem é a mesma. A única diferença é que a TV digital traz o adaptador embutido.

6. Acabei de comprar uma TV de plasma ou uma TV LCD. Elas estão prontas para a TV digital?

Não necessariamente. As TVs de LCD e plasma, em geral, possuem a definição mais adequada para a TV digital, o que significa que a imagem será melhor. Mas para receber o sinal digital será preciso adquirir o conversor ou set-top box. Além disso, para receber conteúdo em alta definição, o aparelho deve ser compatível com HDTV (High Definition Television), ou seja, trazer 1.080 linhas de resolução.

7. Vou poder assistir à TV digital no meu computador?

Sim, já está sendo desenvolvendo um chip que poderá ser acoplado ao desktop ou ao notebook para receber o sinal digital, com custo médio de 50 dólares (130 reais).

8. Vou poder assistir à TV digital no meu celular? Vai ser paga?

Tecnicamente sim e sem nenhum custo (pois a TV aberta é gratuita), mas o modelo de negócio ainda precisa ser definido e isso vai depender de decisões regulatórias do governo e do diálogo entre as indústrias de radiodifusão e telecomunicações.

9. Todos os canais disponíveis na TV aberta hoje vão estar disponíveis de imediato em sinal digital?

Não necessariamente. Para migrar para o sistema digital, as emissoras terão que investir na troca de equipamentos, portanto provavelmente as empresas com mais recursos migrarão primeiro.

10. Se eu não comprar o conversor, não vou mais poder assistir a TV aberta?

Você poderá assistir normalmente a programação aberta na sua TV atual, pois a previsão de tempo para migração do sistema analógico para o digital é de 10 anos. Até lá, as emissoras são obrigadas a manter a transmissão analógica.